Nunca tinha visto nem ouvido uma oração de sapiência trotskista do tenebroso Louçã, na tribuna semanal que o dr. Balsemão lhe oferece, pagando. Aqui há dias, porém, via zapping, assisti à coisa.
Era sobre a Venezuela. O ilustre “académico” bolsou inúmeras opiniões sobre a situação, que é má, a inflação, que galopa, a fome, que é uma chatice, o petróleo, que é muito mas caro, e sobre outras coisas que toda a gente sabe.
Mas teve a suprema delicadeza de não tocar na fímbria das vestes do Maduro ou nas esquírolas do caixão do seu mais-que-tudo Chávez. O “socialismo bolivariano” saíu incólume. No parecer do Louçã não deve ter nada a ver com o assunto. Sobre a loucura assassina desta versão sul-americana do bolchevismo, nem uma palavra.
Estão a perceber o que é o respeito pela verdade, a independência intelectual deste “fazedor de opinião”, a “altura” académica deste colaborador do Banco de Portugal, deste membro do Conselho de Estado, desta merda em figura humana?
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Não fico por qui. O mesmo que o Anacleto Louçã, mais delicodoce, foi dito pelo diáfano senhor Almeida, alta figura LGBFGTYREAS…ETC, também ele ímpar académico com direito de antena garantido e bem pago. Veio a sua poderosa mente demonstrar que, no caso da Venezuela, o socialismo radical não tem nada a ver com a crise, com a fome, com a inflação, com a fuga das pessoas, nada, nadinha. Como não terá nada a ver com a miséria da URSS, com a pobreza de Cuba, com o belicismo bacoco da Coreia do Norte, com a desgraça em que, pelo mundo fora, tem mergulhado as gentes, as tem privado de liberdade, as tem metido em guetos, as tem impedido de qualquer progresso. Nada, nadinha. O socialimo não tem nada a ver com o assunto, larilou o senhor.
É assim. O “verdadeiro” socialismo é uma religião ateia, fundamentalista, que ignora e despreza a humanidade ao mesmo tempo que diz salvá-la.
2.9.18

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