Não há quem não saiba que andam por aí quantidades industrias de romenos que, parece que organizadamente, se dedicam ao carteirismo, ao conto do vigário, à mendicidade, à exploração de crianças e bébés e a outras exemplares actividades. A evidência de tal verdade é tão gritante, que não conheço quem não tenha sido alvo de algum desses indivíduos ou organizações.
Os romenos trabalhadores, cumpridores da lei, que se integram na nossa sociedade, e ainda bem, são os primeiros a denunciar tal gente. Dizem que são “romas”, o que quer dizer ciganos, os ciganos lá do sítio.
O problema é que as pessoas podem sentir o que se passa, podem sofrer com o que se passa, mas não podem dizer o que se passa. Se o fizerem, serão, segundo o politicamente correcto e as autoridades vigentes, xenófobos, racistas, fascistas, inimigos dos “direitos humanos”, partidários da exclusão social e outros simpáticos epítetos. O mesmo em relação aos ciganos nacionais. Na minha óptica trata-se de uma ofensa aos romenos bons e aos ciganos bons, mas isso não entra em cabeças “progressistas”.
Uma tal CPICDR – Comissão Para a Igualdade e Contra a Descriminação Racial, estrutura ao que julgo pública – uma das inúmeras inutilidades que pagamos sem bufar – resolveu processar um deputado municipal do Porto que se atreveu a meter numa “rede social” qualquer a seguinte frase: Ciganos romenos no Porto. Não, não sou racista nem xenófobo, mas sou declaradamente contra quem recusa qualquer tipo de apoio social e prefere continuar a viver da mendicidade, do pequeno furto e a dormir em jardins e espaços públicos, conspurcando terrenos que são de todos os cidadãos. O tal deputado, ora perseguido, admite e apoia que os ciganos romenos sejam objecto de protecção social, o que não admite é que prefiram ser “trabalhadores independentes” da fileira do crime. Haverá alguém, senhor do seu perfeito juízo, que não concorde?
Os jornalistas, se falarem num carteirista, podem dizer que o fulano ou a fulana é português ou espanhol, mas estão proibidos de dizer que é romeno ou cigano, sob pena de contraordenações , denúnciase e perseguições por parte da tal CPICDR.
Ou seja, segundo o chamado governo e as hordas dos extremismos “moralistas” da esquerdocracia triunfante, certas fake news são obrigatórias.
2.9.18

Deixe um comentário