Já não se sabe o que falta ouvir, da parte do chamado governo, sobre os incêndios que continuam por aí, altivos e imparáveis. Contradizendo o primeiro ministro não eleito, para quem a exclusiva responsabilidade dos ditos é do Sol, da humidade, do vento e da PT, os bombeiros dizem que mais de metade deles foi foi ateada de noite (sem Sol, sem falta de humidade e sem vento), e as polícias garantem que já engavetaram mais de cem incendiários, número pelos vistos insuficiente dada a continuidade da desgraça. Toda a gente terá razão, menos o chamado governo. Isto, apesar do citado fornecer ao povo a única informação “credível”, via lei da rolha.
Ontem, porém, uma notícia não desmentida dizia que, dos 1346 projectos de combate aos incêndios apresentados no âmbito do “Portugal 2020”, tinham sido aprovados… nenhum! Porquê? Por “falta de verba”. É natural, pensa o IRRITADO, que, no parecer da geringoncial coligação, tais projectos vinham de repugnantes privados, tudo gente interessada em incêndios para fazer chorudos negócios. Têm razão, como é oficial e, portanto, natural. O que não é natural, embora oficial, é que haja “falta de verba”, o que quer dizer que, tanto para privados como para públicos, não tenha sido prevista verba nenhuma. Zero. É o que se chama planeamento, em versão esquerdófila.
Voltamos assim à vaca quente. Esta malta não é só um bando de ultra demonstrada incompetência, descoordenação, passa culpas, irresponsabilidade, como leva a coisa ao cúmulo de ter abandonado qualquer sombra de avanço na prevenção do que se sabia ser fatal, como foi. A bem do défice. Mais uma obra do Centeno, a caminho da glória desta banca.
23.8.17

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