Você não gosta do “Acordo Ortográfico”?
Então, você é um anti-acordista.
Um anti-acordista como você não passa de um patrioteiro e de um interesseiro. Você sofre da curteza de vistas que o nosso crónico e anacrónico analfabetismo global ainda continua a alimentar, você está possuído de ressaca colonialista, você é um anacrónico e um ultrapassado, você não passa de um velho colonialista de antanho, você está possuído do síndroma salazarista de Badajoz, você é um retardatário histórico, você não sabe que a CPLP devia ter uma designação mais cairológica, você nem sequer sabe o que quer dizer cairológico e, por isso, o melhor que se lhe pode aplicar, e aos que são da sua opinião, é a caridosa sentença evangélica: ‘perdoai-lhes porque não sabem o que dizem e escrevem’.
São estes os argumentos usados contra si por um tal Fernando dos Santos Neves, professor de uma universidade qualquer, numa intervenção jornaleira.
Entremeados por um chorrilho de auto-elogios e de inenarráveis asneiras, os adjectivos que você merece ao “acordista” marcam a qualidade da prosa. Não vale a pena perder tempo a esmiuçar os argumentos do homem. Não se comenta o absurdo sem correr o risco de cair nele. Se quiserem, leiam o “Público” de ontem (pág. 28).
O que se comenta, e bem o merece, é o espírito de fino recorte, sensibilidade e inteligência deste indómito paladino do acordo ortográfico.
Não mais do que acima faz o IRRITADO sem precisar de outra coisa que não seja citá-lo.
10.8.11
António Borges de Carvalho

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