IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


VOCÊ NÃO PRESTA

 

Você não gosta do “Acordo Ortográfico”?

Então, você é um anti-acordista.

Um anti-acordista como você não passa de um patrioteiro e de um interesseiro. Você sofre da curteza de vistas que o nosso crónico e anacrónico analfabetismo global ainda continua a alimentar, você está possuído de ressaca colonialista, você é um anacrónico e um ultrapassado, você não passa de um velho colonialista de antanho, você está possuído do síndroma salazarista de Badajoz, você é um retardatário histórico, você não sabe que a CPLP devia ter uma designação mais cairológica, você nem sequer sabe o que quer dizer cairológico e, por isso, o melhor que se lhe pode aplicar, e aos que são da sua opinião, é a caridosa sentença evangélica: ‘perdoai-lhes porque não sabem o que dizem e escrevem’.

 

São estes os argumentos usados contra si por um tal Fernando dos Santos Neves, professor de uma universidade qualquer, numa intervenção jornaleira.

Entremeados por um chorrilho de auto-elogios e de inenarráveis asneiras, os adjectivos que você merece ao “acordista” marcam a qualidade da prosa. Não vale a pena perder tempo a esmiuçar os argumentos do homem. Não se comenta o absurdo sem correr o risco de cair nele. Se quiserem, leiam o “Público” de ontem (pág. 28).

O que se comenta, e bem o merece, é o espírito de fino recorte, sensibilidade e inteligência deste indómito paladino do acordo ortográfico.

Não mais do que acima faz o IRRITADO sem precisar de outra coisa que não seja citá-lo.

 

10.8.11

António Borges de Carvalho



3 respostas a “VOCÊ NÃO PRESTA”

  1. Cheio de curiosidade mórbida, fui à procura do Sr. Fernando dos Santos Neves. Confirmo que é o Magnífico Reitor da Universidade Lusófona do Porto. E é mesmo um fartote. Tem de se ler para crer. O senhor tem artigos espalhados por vários jornais, qual deles o melhor. Algumas pérolas do nosso Magnífico, além das citadas pelo Irritado: «No dia 10 de Novembro de 2004, escrevi no jornal Público um artigo intitulado “Quem tem medo da Declaração de Bolonha?”, que, segundo parece, esteve muito na origem (…) sendo que já fui mesmo apelidado (só espero que corresponda à verdade) “o apóstolo-mor da Declaração de Bolonha em Portugal”.» «Já agora, também neste caso, já fui pública e publicadamente apelidado de “teórico-mor da Lusofonia, vocábulo de cuja introdução nos dicionários de língua portuguesa terei sido o grande responsável…”.» «A 10 de Junho de 2006, publiquei uma breve nota intitulada: “As velhas Feiras do Livro Português estão mortas, vivam as novas Feiras do Livro Lusófono!”, tendo, a seguir, convidado todos os editores e livreiros portugueses para um encontro (…) Sabem quantas foram as respostas ao meu apelo individualizado? Duas ou três, a dizerem que não poderiam aparecer… Evidentemente, os editores e livreiros portugueses preferem continuar com as suas barraquinhas no seu Portugalzinho e nas suas feirinhas do livro do “passado morto”!» «Se não parecesse mal, permitir-me-ia chamar a atenção para os dois artigos complementares que recentemente escrevi…» «Às urnas, cidadãos! Eleições legislativas gerais, já!» «Também uma “rotura ou revolução epistemológica particularmente primordial” (REPP) é exigida (…) Alguém já terá lido até ao fim e até ao fundo o famoso livro de… Lenine “O Estado e a Revolução”?»

    1. O discurso com maior semelhança, quiçá igual, ao discurso desse tal “REI… Lusofono” é fácil de encontrar no Hospital Conde Ferreira.

    2. Obrigado pelo seu comentário.Eu nunca tinha ouvido falar da criatura, mas vejo que lhe apanhei o “jeito”.Como é que um tipo destes chega a reitor de uma universidade, julgo que privada, é coisa que me dá uma tristeza “colossal”.

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