VIVA O REGICÍDIO!
10 respostas a “VIVA O REGICÍDIO!”
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Não conheço na história um regime que tenha caído sem violência,toda a gente tem os seus mártires.A monarquia tudo fez para ser apeada!
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Eu conheço.O 25 do A de 74, aliás mais conhecida pela revolução dos cravos.Citando Einstein ” a terceira não sei como vai ser, a quarta vai ser com paus e pedras”A III república está em coma, é bom que alguém faça algo, antes que os militares venham para a rua e desta vez não vai ser com cravos.
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Já não há guerra do ultramar.Os militares não têm problemas.Ou alguem acredita que os militares se movem por valores patrioticos?
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Os latinos duvido os anglo-saxónicos sim.
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O nosso bom Tecelão continua a frequentar más companhias…Quanto à Karocha, aconselhava-lhe ser mais cautelosa nas asserções que faz (mas enfim, podemos sempre dar bons conselhos – nunca a sabedoria para os seguirem)Diz que o 25 de Abril não fez vítimas. Pois, por cá foram as 2 pessoas que rodearam a sede da PIDE no dia 26 de Abril; mais o Caravela e Casquinha que agrediram a GNR durante a “reforma agrária” e se deram mal com isso; também o soldado Luís que apareceu morto na caserna, debaixo da cama, no 25 de Novembro; o infeliz irmão do embaixador Calvet de Magalhães, sucumbido a um enfarte durante um fuzilamento encenado, uma “brincadeira democrática” inventada pelo MFA Corvacho que teve este mau resultado. Terão morrido mais pessoas, mas não muitas mais (as FP25 mataram talvez uma dezena, já não me lembro bem). Vamos agora falar do Ultramar, ou acha que não são vidas humanas, as que foram ceifadas pela cúpida e colossal inconsciência dos Otelos, Melo Antunes, Soares, Almeida Santos e outros, com Cunhal a orquestrar a funesta obra? Na Guiné, os flechas que Spínola abandonou foram fuzilados e enterrados em valas comuns por eles abertas. Eram quase tantos, senão mais que as nossas tropas.Em Moçambique a guerra durou mais 18 anos, com enormes perdas dos dois lados – e não se contabilizam as centenas que anualmente morrem por pisar minas anti-pessoal (sabe que Moçambique é o país do Mundo com mais minas enterradas?).Nos quase 26 anos de guerra civil angolana, estimam-se 500.000 mortos, por baixo.Portanto, por respeito a uma imensa dor muito para além do imaginável, e uma enorme mancha na nossa história (para afinal o Eduardo dos Santos se tornar hiper-mega-milionário…) use a sua própria matéria cinzenta antes de repetir chavões acéfalos.Já que gosta de Einstein, talvez valha a pena recordar-lhe outra coisa que ele disse “Two things are infinite: the universe and human stupidity; and I’m not sure about the universe.”No que respeita ao tal Vaz, não há muito que dizer, é um caso de fossa a céu aberto. Tapemos o nariz e passemos ao largo.
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Falemos então do ultramar:Após a segunda guerra,a Europa encetou um processo de descolonização,alguns países fizeram-no inteligentemente.Salazar com a direita mais reaccionária da Europa,para defender o interesse de meia duzia de familias que mandavam neste país,entrou em 3 frentes de guerra,onde sacrificou criminosamente uma geração,delapidou recursos e atrasou o país.Não aprendeu nada com a India,em vez de negociar uma independencia honrosa atafulhou o país numa guerra escusada,por perdida.Era só uma questão de tempo.E o tempo chegou,chegou com um golpe de estado,que surje tambem por via da guerra do ultramar.O poder caiu na rua, e foi nesse clima de falta de autoridade que se fez a descolonização.Apesar de tudo,a contenção de danos foi a possivel.Responsabilizar as personagens do pós 25 de Abril,pelas consequências de uma descolonização mal amanhada,é um verdadeiro exercicio de hipocrisia e cinismo.Quero crer,que por mera distracção,não foram referidos os mortos e os estropiados da guerra.Os responsabilidade por esses e os da pós independencia,foi de uma direita estupida mesquinha e reaccionária que governou este país 48 anos,e ainda ficaram por aí alguns resquicios.A que a mancha da nossa história se refere?É que desgraçadamente temos várias.Por termos traficado escravos?Por sermos desprezados pela comunidade internacional por não concedermos indepencia às “colónias”?Por sermos racistas com os indigenas das colónias?Infelizmente, Moçambique conheci bem,assisti a muita coisa que ainda hoje me envergonho.Não só a estupidez humana é infinita,o cinismo e a hipocrisia tambem e sem rebuço!!!
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Peço as maiores desculpas ao meu caro Irritado, porque hoje me vou demorar mais do que o recomenda a cerimónia que devemos a um anfitrião mas gostaria de dizer, por uma vez, algumas verdades ao inefável Tecelão, prometendo doravante ser enxuto ou mesmo frugal nos meus comentários.Se o Tecelão me lê, peço que puxe uma cadeira e me empreste dois ou três minutos.Ele fala de este seu interlocutor não ter mencionado os mortos na guerra do Ultramar. Quero crer que “por mera distracção” não reparou que se estava a debater a Karocha ter afirmado, com a progressiva leviandade com que os progressitas tratam tudo, que a revolução dos cravos não tinha tido causado mortes, pelo que não fazia sentido referir os que morreram antes dela, só isso. Desde criança acreditei que Deus criou as moscas apenas para nos exercitar a paciência. Quero com isto dizer que tudo tem alguma utilidade e conto que o mesmo suceda ao dialogar com alguém que não mostra qualquer interesse em entender ou informar-se, mas apenas sabe e quer repetir ipsis verbis o que Cunhal por uma forma ou outra impôs às “massas populares” para melhor cumprir a sua missão de colocar as colónias debaixo da esfera soviética, suprindo assim quanto pudesse as enormes carências devidas à aposta num sistema económico completamente falhado.Os incondicionais são assim, todos iguais, tal como eram os de Salazar, Stalin ou Hitler. Há pessoas que não gostam de pensar, preferem apenas servir de peões aos seus chefes. O Irritado tem muita razão quando diz que o Tecelão é vítima da “educação histórica” que recebeu nos bancos da escola.No auge do PREC, um amigo meu que teve o azar de suportá-lo enquanto frequentava o liceu contava-me que a professora tinha mandado aos alunos que lessem “Os Maias”. Dias depois, na aula em que se debatia o entrecho do livro, verificou com espanto como ela enaltecia o pobre burguês Dâmaso Salcede, que era muito injustamente abatido pelo latifundiário Carlos da Maia. Ora se o Eça, com toda a sua arte descritiva, ao longo de centenas de páginas da melhor literatura realista não tinha conseguido romper com a férrea cegueira marxista da licenciada – como é que em meia dúzia de linhas poderei eu demover os perversos ensinamentos ministrados ao Tecelão?Na Coreia do Norte, o povo acredita empedernidamente que Kim Il-sung desceu do céu, a 15 de Abril de 1912, trazido por um bando de aves, e que nos montes em redor as árvores mortas reverdeceram e as flores emitiram delicados perfumes nunca antes inalados.Em Portugal, as actuais crenças políticas são tão absurdas e desgraçadamente menos poéticas, mas a lavagem ao cérbero não foi pior sucedida.Não se pode falar em divergência de opinião quando temos planos tão diferentes sobre o conhecimento do próprio objecto da discussão.Quando o estimado Tecelão propala um pouco à toa (perdoe-me) o oco estribilho sobre o desprezo da comunidade internacional por não concedermos a independência às colónias, mostra apenas desconhecer o basilar conceito em geopolítica, sem o qual é estulta qualquer consideração sobre o assunto: que os estados não se movem por valores, mas por interesses.(continua)
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(continuação)Sabe quem é que me lembra? Um cenário: a seguir ao 25 de Abril, a pobre Amália, que nada mais fizera que ganhar a vida a cantar os fados e canções populares de que ela e nós gostávamos, foi desumanamente perseguida por tudo e todos, de políticos a jornalistas, que se mostraram a sua “valentia” a ofender uma mulher indefesa. Tinha feito o menor mal a alguém? Não, só teve a infelicidade de nascer num país de néscios que, com a pesporrência de ignaros ingratos abraçara uma pífia “revolução cultural” e considerava o fado como uma manifestação de fascismo. Passaram uns anos sobre esses asnos e ei-los em fila, atrelados uns aos outros como bestas que são, a enterrar no panteon a “D. Amália” (pois, os possidónios de má consciência passaram a nomeá-la assim, num respeito parolo, como as mulheres-a-dias se tratam umas às outras, ao passo que no tempo do “fascismo” todos a chamavam, com uma natural intimidade de quem gostava dela, ricos ou pobres, apenas pelo nome próprio).Ouvi-a numa tarde de chá na rua de S. Bento dizer “eu até nem desgosto dos socialistas – todas as cautelas são poucas – mas o pior é que são infinitamente maçadores, uns chatos de marca!”. Ainda hei-de viver para ver o espectáculo do presidente Manuel Alegre, de olhos húmidos, a acenar comovido perante o caixão do “Senhor Eusébio”.Outro cenário, mais recente: este bom médico da AMI que se candidata a presidente, podemos de imediato ver nele um generoso coração – mas coitado, tão assustadoramente ingénuo, acredita (tal como o Tecelão, com a sua pura ingenuidade e, desculpe, absoluta ignorância) que encarando os agentes políticos de olhos nos olhos e vendo as pessoas em vez das cores políticas, pedindo que leiam os seus livros – ena, até já conseguiu apoios em Viseu e Figueira da Foz! – julga que consegue governar em nome do humanismo e inteligência, convocando o conselho de estado não semanalmente mas com frequência, carregando em si o conhecimento da lusofonia. E se desiludir, que corram com ele do lugar. Tudo palavras textuais da entrevista de ontem ao Sousa Tavares. Sabe o que isto é? Uma receita para a desgraça. Correu o mundo todo e ainda não percebeu que a teoria, na prática, é outra coisa.Quer ainda um último exemplo, entre mil, do que é a crassa – e portanto inconscientemente despudorada – dos seus “heróis” Sócrates e quejandos? Num país em que a população idosa cresce a um ritmo 4 vezes superior que a jovem, o Zézito a quem em má hora se entregou democráticamente os comandos do nosso país, ri-se que a Ferreira Leite diga que o casamento é para procriar. É a necedade a parlapatar de cátedra, numa perigosa ignorância semelhante à que tenho pressentido aqui.Lembro só que muitos desses idosos vivem na miséria, sem off-shores, tendo que escolher angustiosamente a cada mês, se hão-de comprar remédios ou alimentação, pois as suas reformas foram reduzidas a nada pela (inconsciente? criminosa? decida a seu gosto) política de inflação de Soares para responder às reivindicações das massas trabalhadoras, que sabiam lá o que era o logro de lhes aumentarem os ordenados em numerário, para logo os diminuírem no valor da moeda.E se pareço a Vera Lagoa a contar as crapulices dos nossos “revolucionários”, o que quer? Eles são isso mesmo, nada mais que crápulas.Se um dia tiver interesse e quiser aprender sem muito trabalho mas com proveitosa diversão, recomendo que leia, por exemplo, o “Leopardo” do Lampedusa, sobretudo no capítulo em que o padre Pirrone discorre do que foi o “risorgimento”, ou as eleições em Donnafugata, e verá como Pessoa estava certo (já me repito?) em dizer que “ver as coisas por fora/É ver as coisas em vão/Ver as coisas por dentro/É vê-las como elas são”.(continua)
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(continuação)E já que falamos do príncipe Lampedusa, deixe-me contar-lhe uma história que me ocorre agora, sei lá porquê. Ele ia passar todas as tardes ao seu clube em Palermo, para falar de livros, de história, de literatura, com a sua roda de amigos. Um dia apareceu por lá um professor chegado do Piemonte. A dada altura o novel sócio, apercebendo-se da vasta cultura de Lampedusa (dono de uma escolhida biblioteca e lendo Goethe, Shakespeare ou Proust nos seus idiomas) e tendo visto o filme “Moulin Rouge”, que fazia furor nesses anos 50, perguntou-lhe se Toulouse-Lautrec era um personagem real ou fictício.Não resisto a transcrever um parágrafo do seu biógrafo David Gilmour:“Lampedusa did not bat an eyelid, assumed his expression of an enormous thoughtful cat with his great head bent down and his eyes staring over his spectacles, and promised to do some research on the matter in his library; the following morning he reported that he had been unable to find any indication that a painter of that name had ever existed”.E explicava aos seus amigos que “era sempre necessário deixar as outras pessoas na sua ignorância”.Já que somos virtualmente camaradas de letras e eu não tenho a sabedoria do príncipe siciliano, permita-me a audácia do conselho: talvez o excelente Tecelão devesse, ao fim de tanto tempo, deixar de se envergonhar do que assistiu em Moçambique – e atentasse um pouco mais no que escreve aqui e agora, para não se afligir disso daqui a uns anos.Um abraço amigo doManuel
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Uf!Você é demais.Desculpe-me o desabafo,mas acho-o demasiado palavroso e pouco eficiente nas suas extensas dissertações.Claro que sou produto da minha educação,assim como todos o seremos,pareceu-me ver nessa referência alguma prosápia.Mas já me vou habituando ao seu estilo elitístico.Quanto ao que era nuclear nada disse,limitou-se a referir Cunhal e não admitiu,mas tambem não contestou,que Salazar com o seu criminoso comportamento foi o principal responsável pela descolonização que fomos forçados a fazer.A imprensa internacional na época do colonialismo espelhava bem como eramos considerados por diversos países da Europa e não só.Não vale a pena tentar argumentar contra factos que já fazem parte da história. Não pense que a geopolitica me é completamente estranha,mas tambem sei que os blocos só se têm desmoronado por dentro.A ditadura Salazarenta é que acho que não sabia,só viam vermelhos á frente do nariz!!!
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