Não faço ideia se a Altice é boa ou má, não sei se os negócios da Altice são coisa a apoiar ou a condenar. Não conheço a Altice ou os dirigentes da Altice de parte nenhuma. Confesso que o assunto me interessa pouco ou nada.
Dito isto, na minha qualidade de consumidor enganado por fidelizações e perseguições várias, propostas leoninas e tempos infidáveis perdidos ao telefone por obra dos chamados operadores do cabo, se bem entendo o que um tipo da Altice veio anunciar, agradeço.
No princípio do século, vivi uns anos em Paris, num modesto tê um de um bairro chique. Estava-se bem. A TV cabo funcionava assim: um pacote-base de canais, e muitos outros a pagar aparte, o que é comum. O que, entre nós, não é nada comum é que o cliente, com o comando, estabelecia o que queria ver, isto é, comprava os canais que lhe desse na gana, sendo que, quando o fizesse, o sistema informava quanto seria a factura a pagar no dia tal do mês subsequente. O cliente aceitava, ou não, e pronto. Assim, cada um, se quisesse, estabelecia o seu programa para um mês, sendo que, se quisesse pagar menos ou mais no mês seguinte, bastava carregar nuns botões. Não havia “assinaturas”, era um à la carte fácil, prático e, sobretudo, livre, sem obrigatoriedades nem prazos outros que não fossem mensais. O contrário do que se passa entre nós.
Se bem compreendi o que veio nos jornais, a Altice vai ter um sistema do género e, o que é uma maravilha, sem as abusivas e ditatoriais “fidelizações”, com as respectivas perseguições, ameaças, advogados, processos, etc..
A ser verdade, obrigado à Altice. Tem cliente à espera.
4.5.18

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