IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


VIÁVEIS E INVIÁVEIS

Numa das suas habituais prelecções, lições, demonstrações, declarações, afirmações, etc., o inimitável camarada Centeno veio iluminar a nossa fraca cultura com uma frase que, sem dúvida, será célebre, se tornará mote para inúmeros tratados e o fará candidato de topo ao próximo Nobel da economia política, pública, privada, macro, micro, etc.. Disse ele que insiste “no desaparecimento das empresas que não provem viabilidade”. A importância universal da frase mereceu, para começar, honras de manchete no “Expresso”, jornal muito atreito a frases.

E nós? Esmagados pela sapiência desta lusa alma, curvados perante a profundidade do seu intelecto, deslumbrados pela sua nobre acutilância, ficamos à espera das mundiais repercussões de tal e tão luminosa declaração.

Entretanto, podemos aguardar as consequências que, no pequeno mundo das Quinas, não deixarão de influenciar o nosso futuro. Assim, aguardemos com ansiedade que o espantoso Centeno comunique o seu saber a outros camaradas seus, sobretudo ao grande Costa, ao enorme PN Santos, à dona Temido, e a tantos outros que, sequiosos de saber, talvez possam aceitar o conselho aplicá-lo a coisas tão importantes como a TAP, a CP, os hospitais públicos e tantas outras organizações estatais ou estatizadas, que, sob a alçada e a direcção desses senhores, se debatem com conhecidas inviabilidades.

Em alternativa, tementes de que tais criaturas possam não agir em conformidade com os bons conselhos do sábio, talvez possamos, com larga vantagem, optar pela declaração da inviabilidade delas, fazendo-as “desaparecer” no fim de Janeiro.

 

 26.12.21



2 respostas a “VIÁVEIS E INVIÁVEIS”

  1. Não tenho a pretensão de falar pelo nosso mago das finanças, tão justamente alcandorado ao melhor tacho (público) do país, mas suspeito que não se referia, como o Irritado decerto sabe, à TAP ou a entidades públicas. Referia-se a micro, pequenas e médias empresas privadas. E porquê a elas? Primeiro, por razões pessoais: como mega-tachista não precisa delas para nada; não serão elas a pagar-lhe o tacho actual ou futuro. Mas a principal razão é ideológica – e coincide, veja bem, com a ideologia do Irritado. Tal como a direita, certa esquerda só gosta do que é grande. Os pequenos que se lixem. E sabe qual a maior preocupação? Que fiquem a dever à Banca: são as célebres imparidades. O malparado. A bolha do capitalismo a estourar. Outra vez. Tadinha da Banca! Que triste inventar dinheiro do ar, sacar juros em cima, e depois não lho pagarem.

  2. Já agora: como pode uma empresa pública, que presta serviço público, quanto mais um hospital, ser ‘viável’? É um conceito que a direita jamais irá entender; muito além da física quântica. Uma entidade que serve todos… que é paga por todos… que não pode, nem deve, pagar-se a si própria… muito menos dar lucro!Bem comum? O que é isso?

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