IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


VERDADINHAS

 

Nas notícias “autênticas” e “verdadeiras” está definitivamente estabelecido que, nas eleições francesas, tanto a direita tradicional, gaulista, republicana, conservadora, como a esquerda moderada, socialista, social-democrata, desapareceram do mapa.

Vistas as coisas com olhos de ver – não como faz a “informação” -,  o PSF teve, de facto, um pré-desaparecimento (6%!). Não foi o que aconteceu com os conservadores (20%). Aliás, destes, quem ficou para trás foi o candidato, não a opinião conservadora. Fillon foi vítima de si próprio e dos trombones eleitorais que o acusaram de compadrio familiar. Tudo indica que as acusações procedem, mas o “pecado” só o é para o efeito eleitoral que, de facto, teve. É que há uma verdade republicana e socialista que ficou na sombra.

A Republique é, sempre foi, com conhecimento e aval do eleitorado, aval que conheceu um hiato com Fillon, uma fábrica de privilégios que, entre nós e na modernidade em geral, são considerados vis, mas que, em França, sempre se praticaram e praticam normalmente, ou impunemente, se quiserem. Fillon, ao dar empregos públicos à família, mais não fez que que o que todos, em França, fazem há séculos das mais variadas formas, pelo menos desde que as elites republicanas se substituíram à aristocracia do ancien régime, cujo sang, ainda hoje, mui republicanamente, se canta dever ser versé dans les sillons.

Não fora a vigente “transparência”, a direita conservadora teria eleito o seu candidato. É, pelo menos, o que dizem os números.

Uma coisa são os números, outra o politicamente correcto. E o que o politicamente correcto diz é que a hecatombe (!?) conservadora foi igual à socialista. Não é só o Trump a fabricar verdades alternativas.

 

24.4.17



6 respostas a “VERDADINHAS”

  1. fábrica de verdades alternativas é uma grande massa de calhaus elevada acima do que o rodeia, onde estão escondidos sombrios e obscuros irritadiços?

    1. Irritadiços não sei. Anónimos devem ser aos pontapés.

      1. Ai sabe, sabe…!

  2. «Fillon, ao dar empregos públicos à família, mais não fez que o que todos, em França, fazem há séculos, pelo menos desde que as elites republicanas se substituíram à aristocracia do ancien régime»… Há uma diferença: no ancien régime, isto é, na Monarquia, o nepotismo era o regime. É mesmo assim que funciona. Os cargos passam de pai para filho, de tio para sobrinho, de avó para neta, sem critérios, concurso ou mérito. A República não funciona assim. Só é assim por trafulhice. E o Fillon é trafulha. Por acaso é conservador, mas podia ser comuna ou anarquista. Na prática, não é nada. É trafulha. Por cá, a mesma coisa: uns dizem-se de direita, outros de esquerda. Nada. São chulos e trafulhas. Esquerda e direita são cantigas para embalar carneiros. Macron é outro chulo, capacho da Banca, mais do mesmo. Só a Le Pen é ligeiramente outsider. Mas como já se viu, também é trafulha. Mais do mesmo. Esta democracia “representativa” só dá mais do mesmo.

    1. Há alternativas. A democracia piramidal, a democracia orgânica, a democracia directa, a democracia central, a democracia integral, ou seja, ditaduras com várias vestes… quer escolher, ou inventou um nova?

      1. Claro que sim. Tudo ditaduras. As vacas até deixavam de dar leite. Nem o Benfica voltava a ser campeão. Terrível! Deus nos livre. O único sistema bom, equilibrado, harmonioso, justo, seguro, a manter para todo o sempre, é este: uma classe pulhítica inimputável, a soldo de mamões, que decide tudo pelos restantes 99.99% da população.

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