IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


UNIÃO NACIONAL

À volta do senhor Pinto de Sousa ergueu-se uma verdadeira muralha de aço, coisa que o coronel Gonçalves nunca conseguiu, nem com cantigas de mau gosto gritadas pela turbamulta.

Nem o PS, nem o PC, nem o BE, nem o PSD, nem o CDS querem que o homem caia. Nem o Presidente da República.

O PS, tão farto do homem como os outros, porque não se quer arriscar a levar uma tunda.

O PC e o BE, porque, por um lado, não querem que a direita ganhe as eleições e, por outro, ficam contentíssimos com o apodrecimento da situação e com as hesitações da “burguesia”. Quanto pior melhor.

O PSD porque… não se percebe bem porquê. Tem medo? Acha preferível vegetar na porcaria em que estamos? Está à espera que o Passos aprenda inglês?

O CDS porque deve pensar que, quanto mais o PSD ajudar o senhor Pinto de Sousa, mais votos lhe caem no saco.

O PR porque, primeiro, tem como único verdadeiro objectivo “nacional” a sua própria reeleição, segundo, porque tem da “estabilidade” uma noção que não cabe na cabeça nem do mais bronco dos cidadãos.

 

É esta a união nacional em que vivemos.

 

Sem que ninguém dê ou queira dar por isso, ao contrário do que por cá se vai dizendo, não há um único dirigente europeu a quem o senhor Pinto de Sousa não desperte sentimentos de troça e de caridoso menosprezo. A triste galhofa é mais que muita por essa Europa fora. Lembram-se como a Merkel, o Sakozy e os demais se riam nas costas do homem enquanto ele debitava inanidades sobre o “Magalhães” em inglês técnico?

O nosso maior problema, o que, antes de mais, faz com que as agências de rating e instâncias do estilo nos desprezem, é termos o primeiro-ministro que temos e, ainda por cima, andarmos com ele ao colo, a começar no Presidente da República e a acabar no relator da comissão de inquérito. A união nacional dos nossos dias.

A nossa inteligentsia não percebe que, com Pinto de Sousa, não é, simplesmente, possível ir seja onde for quer não seja para o buraco, mesmo que os drs. Soares e Lopes se desunhem a dizer que não precisamos do FMI para nada. Quando apanharmos com ele no focinho, o que está cada vez mais perto, não se sabe o que dirão.

Por isso que a nossa primeira necessidade seja livrarmo-nos de quem nos mente, nos humilha, nos faz perder o que nos resta de credibilidade externa, de quem nos coloca como único país europeu capaz de suportar sem reagir um primeiro-ministro ignorante, patusco, cheio de rabos de palha, a quem a única coisa que interessa é aguentar-se no poleiro, mesmo que para tal não tenha a mais leve sombra de preparação ou idoneidade.

 

Enquanto isto não for percebido, com mais impostos ou menos impostos, com mais despesa ou menos despesa, com mais gente aos gritos ou menos gente aos gritos, não haverá qualquer resquício de esperança.

 

Mas vivemos em “união nacional”, digo eu. E em “estabilidade política”, dizem eles.

 

Que seca!

 

14.6.10

 

António Borges de Carvalho



7 respostas a “UNIÃO NACIONAL”

  1. Quem sou para contestar matéria relativa a UNIÃO NACIONAL,cuja,presumo,domina em absoluto!!!

  2. Sr. Irritado é o nosso Fado. O drama está na incapacidade das elites que estão no poder para construir uma alternativa de estado. De facto existe uma «união nacional» sem líder de que resulta uma tirania de muitos. Sr. Tecelão a outra «união nacional» tinha uma liderança e o líder também obedecia à lei e a soberania era una. «Quando um código de leis fixas, que se devem observar à letra, não deixa ao juiz outra tarefa que não seja a de examinar as acções dos cidadãos, e de as julgar conformes ou não conformes à lei escrita, quando a norma do justo ou do injusto, que deve dirigir as acções, quer do cidadão ignorante, quer do cidadão filósofo, não é uma questão de controvérsia, mas de facto, então os súbditos não estão sujeitos às pequenas tiranias de muitos, tanto mais cruéis, quanto menor é a distância entre quem sofrer – tiranias mais funestas do que a tirania de um só, porque o despotismo de muitos não é corrigível senão pelo despotismo de um só e a crueldade de um despótico é proporcional, não à sua força, mas ao que se lhe opõe». Diz Cesare Beccaria (1738-1794). Reze-se para que o próximo déspota seja tão iluminado como os últimos

    1. Avatar de daniel tecelao
      daniel tecelao

      O lider da outra UN,era um déspota e a lei era a sua!!!

      1. Tem toda a razão, sr. Irritado era um déspota, mas mesmo assim, temos que ver o tipo de déspota. Quando metemos o comportamento duma pessoa numa palavra há que ter muito cuidado. Com o despotismo do Estado Novo, as pessoas tinham alguns direitos e sabiam os direitos que tinham. Havia muitos procedimentos que eram considerados crime, mas o poder agia de acordo com a lei. Com a actual tirania oligárquica, as pessoas não tem nenhuns, incluindo o direito de propriedade e outros que poderão estar subjacentes. O poder não age de acordo com a lei. A lei não é igual para todos. Não basta ser eleito. É mais importante a forma como se exerce o poder do que como ele é formado. Numa escala de valores o pior de todos é a tirania de muitos (nosso) porque é uma tirania é degenerescente e não tem futuro. Segue-se a tirania de um (Venezuela)porque o futuro depende da sensatez do tirano. Depois despotismo através da lei, ou iluminado (Estado Novo, Cuba actual que nasceu da tirania de um, etc .). Até pode passar a Democracia (Espanha). Por último a democracia, onde o poder se forma a partir de todos e se exerce de forma igual para todos (Dinamarca, etc . etc ,.).

        1. Obrigado pela vírgula. De qualquer maneira, julgo que o comentário não era destinado ao irritado, mas ao tecelão. O irritado não usou a palavra déspota no post a que estes comentários se referem.

  3. Eis aqui a verdade dos factos e que não merece contestação. Mas depois e tudo isto, como é possível haver quem defenda tão tenazmente esta figura tão perniciosa? Será que no fundo… no fundo… esperam tirar de tudo isto alguma vantagem? Volto a dizer…. “Cada povo tem aquilo que merece”… Cumprimentos Sou o Francisco Luiz

  4. Desculpe sr. Irritado, lembra-se do problema da vírgula. Não quiz chamar-lhe déspota. Por favor leia como se tivesse uma vírgula a frente da palavra Irritado no último comentário.

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