Parece que não há outro remédio senão levar o Rio até às legislativas. Ao contrário do que seria desejável, os challengers que se propõem não valem um caracol. Um é comentador da bola, quase tão facho como a Catarina Martins, um desbocado primário. Outro, um rapazola ambicioso, todo falinhas, sem ponta de carisma. Vê-se que o sistema adoptado pelo Costa para defenestrar o Seguro, com gente desta, não funciona, de certa forma ainda bem. Uma desgraça pegada.
Os “credíveis”, ou se reservam para uma oportunidade mais de acordo com as normas, o que lhes fica bem, ou têm medo de avançar, o que lhes fica mal. Tudo indica que, a partir de 2019, vamos ter mais uma dose de quatro anos de Costa, com geringonça ou sem ela. Isto se a troica não tiver que se apresentar de novo ao serviço… e, na melhor das hipóteses, lá fica o PSD outra vez a contas com a batata quente.
Pelo caminho, Rio continuará com a sua política de silêncio cúmplice, de paixão pelos horrores da regionalização e de ausência de ideias que andem longe das do Costa/Centeno. Resultado: mais cinco anos de impostos a aumentar, com a classe média a ser aniquilada, a austeridade selectiva a funcionar em pleno, a propaganda enganadora na mó de cima, a classe baixa a ser comprada por dez réis de mel coado, um povo inteiro a ser enganado de forma relapsa (recusa de responsabilidade e julgamento) e contumaz (reincidência culposa).
Uma infelizmência, como diria a senhora do inconseguimento.
8.10.18

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