Ontem assisti a uma coisa aterradora.
Um grupo de deputados, um de cada partido, a discutir na TV a questão dos 14+21 (para já) projectos da responsabilidade do líder socialista, elaborados (ou assinados?) pelo primeiro-ministro que nos calhou em azar, nos tempos em que era só deputado e recebia um tanto para não ter actividades profissionais.
À excepção do camarada Lelo, que, à rasca com mais esta camisa de onze varas, disse as enormidades e as inconsequentes alarvidades em que é especialista, todos os ilustres pais da Pátria foram unânimes em duas coisas:
a) Que esta história não passa de mais um dos inúmeros rabos de palha do senhor Pinto de Sousa;
b) Que a coisa não é importante, importante é condenar, pela esquerda e pela direita, as políticas com que o homem vem, paulatina e orgulhosamente, arruinando a Pátria de há 5 anos a esta parte, e deixá-lo continuar no poder.
Lá que tais políticas são condenáveis, só não as condenando quem for cego, surdo e mudo da cabeça, toda a gente sabe.
Mas, e os rabos de palha? Não são importantes? Parece-me que, ou os distintos deputados em praça também se sentem cheios deles e se querem sangrar em saúde, ou deviam dizer que são importantíssimos.
Tais rabos de palha (estes e o interminável rol dos demais) tornam inaceitável que o senhor Pinto de Sousa seja primeiro-ministro. Não são importantes?
Tais rabos de palha, para quem ouve e vê, gritam que o senhor Pinto de Sousa não tem dignidade, nem carácter, nem altura moral, nem estrutura intelectual que lhe permitam ser primeiro-ministro na Somália, quanto mais em Portugal. Não são importantes?
Tais rabos de palha mostram à saciedade que, enquanto ele for primeiro-ministro, não haverá solução seja para que problema for dos que a sua governação nos causou e continua a causar. Não são importantes?
Os senhores deputados metem-se em tábuas, vá lá perceber-se porquê.
Assim, meus amigos, não vamos nem a Cacilhas.
6.4.10
António Borges de Carvalho

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