IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


UMA AMEAÇA E SUA CONCRETIZAÇÃO

 

Ontem, noticiava-se a nomeação, pelo chamado governo, de dois novos adminstradores para a agência nacional de notícias, ex-Lusitânia, ex-Anop, actual Lusa. Nada mais nada menos que suas excelências João Soares e Gabriela Canavilhas. Uma ameaça terrível.

São desconhecidos os skils destes dois figurões para administrar seja o que for. Um é político profissional, outra parece que sabe tocar piano e que, nessa qualidade, é muito apreciada lá em casa. Ambos são (ela mais do que ele) cidadãos rigorosamente desagradáveis, capazes de irritar, pela sua simples presença, a mais pacífica tartaruga.

Qualificação para o cargo? A sua pertença canina ao PS. Dir-se-á, com toda a razão, que é, para além dos laços familiares que, nos tempos que correm, a tantos aconchegam, a melhor de todas as qualificações. Uma nomeação cheia de lógica, a dizer aos infelizes que isso de “informação” é óptimo, desde que alinhada com a geringonça. Justice est faite!

Afinal não era bem assim. Parece que a nomeação era fogo de vista. Foi para para o caixote, restando aos contemplados, talvez, a hipótese de algum cadeirão não executivo e umas senhas de presença. É que, num rebate a que alguns chamariam de consciência, isto é, com medo que a coisa fosse demasiado evidente, os geringonços resolveram promover o seu inconfesso mas incutível adepto Nicolau, o tipo do lacinho, ex-serventuário do senhor Balsemão, especialista em recados e em geringonciais loas bem embrulhadas .

Tal rapaz tinha anunciado que, devido a certos “projectos pessoais”, ia abandonar a sua posição cimeira na expressiva organização do referido senhor. Das duas três: ou não tinha projectos nenhuns, ou os abandonou, ou já tinha na manga o simpático convite dos seus camaradas, tornando-se evidente, pelo menos aos olhos dos menos estrábicos, que a terceira hipótese será a mais provável.

Resta cumprimentar efusivamente o chamado primeiro ministro pela sua visão das conveniências. Nomeia um indefectível apaniguado, o qual, nas suas vestes de jornalista, dará aos incautos a indispensável imagem de independência que deve presidir à “informação” estatal. Isto, acrescido da ameaça de estatização do que resta de privado na agência, garante à geringonça a mais isenta das “informações” públicas, quer dizer, a mais conveniente em termos do actual poder. Razão pela qual o IRRITADO falou em conveniências.

O intragável Costa, como dizem por aí, sabe fazê-las. Começa por atirar à cara das pessoas, através do seu trombone chamado “Público”, dois aparatchiques mais ou menos inúteis, mas fiéis. A seguir, anuncia a nomeação do “independente” Nicolau. Ficam salvas as aparências, bem como o prestígio e a “isenção” da Lusa.

Gaudeamus!

 

29.12.17   



5 respostas a “UMA AMEAÇA E SUA CONCRETIZAÇÃO”

  1. Avatar de José de Mira Praia
    José de Mira Praia

    O velho esquema da tribo socialista também conhecida pelo Partido da Sucata.Olha para um lado e atira para o outro.Tipo esquema estrábico que tão bons resultados tem dado no reino do encosta serrenho.E assim entramos em 2018 com a habitual pantominice para os trouxas

  2. Votos de bom ano ao Irritado e aos seus.

  3. Deixe-me desabafar: começo a estar seriamente preocupada. Quando ontem ouvi alguém repetir a frase tão querida dos “comentadores” TV’s “não se pode falar mal dos partidos porque eles são essenciais para a democracia” quase tive uma crise. Não sabem eles que também há partidos em ditaduras e ditaduras que saiem de regimes partidários? Que interessam os partidos quando a organização do sistema lhes dá o monopólio da ação política sem o devido escrutínio? Que organização partidária é esta que permite que o Estado abra falência 3 vezes em pouco mais de 30 anos sem que sejam assacadas responsabilidades a ninguém? Que permite os “esquemas” que a operação Marquês já pôs a nu, sem qualquer consequência à vista? Que permite que todos os bancos tenham falido ou pre-falido, com privação de liberdade para um único dos banqueiros conhecidos? Que permite condenar 10 vezes um criminoso sem que este tenha cumprido uma única das penas decretadas? Que permite que o contribuinte seja obrigado a capitalizar o banco do Estado, sendo-lhe vetado por decisão política o conhecimento dos nomes dos beneficiarios e responsáveis por essa situação? Etc etcE, pegando no seu artigo, onde vai parar este país governado por um pequeno grupo de amigos próximos e familiares, onde só amigos próximos e familiares são chamados a ocupar lugares públicos mesmo depois das consequências trágicas que essa prática nos serviços de protecção Civil acarretaram?Num país onde se descobriu o sucesso dos “políticos/comentadores” que não têm qualquer interesse em abordar estas situações que, também a eles e aos amigos, garantem irresponsabilidade, a cereja em cima do bolo é o resultado das sondagens que nos dizem que nós, o povo, queremos mais do mesmo.Perante tudo isto, o que será um bom Ano de 2018?

  4. Bons olhos a leiam, Isabel: haja por aqui alguém lúcido e normal, pois eu raramente dou uma para a caixa, e o autor do blog vive num mundo de fantasia alaranjado, onde a vida é bela, a política é coisa séria, e só os esquerdalhas estragam ambas. Às desgraças que elencou muitas mais haveria a somar. Talvez não chegasse o ano inteiro, 8 horas por dia, para catalogar as façanhas da nossa corja pulhítica, banqueira e “gestora”, desde o 25/4. O Sol tentou resumir algumas num artigo há poucos dias. Nele se descreve, em revoltante detalhe, parte da escalada mafiosa do Bloco Central, vulgo Centrão Podre, desde 1983: BETÃO FOI O SACO AZUL DOS PARTIDOS A distribuição de dinheiro e lugares na máquina estatal funcionava quase na perfeição. O PS, com mais votos, tinha direito a mais dinheiro e a mais lugares. Foi assim durante os dois anos em que o FMI aplicava receitas duras aos portugueses. A Junta Autónoma das Estradas era um Estado dentro do Estado. Os administradores eram escolhidos entre o PS e o PSD. Quando havia um concurso, os empresários vencedores sabiam as regras do jogo. Era estipulada uma comissão, entregue a responsáveis da JAE, que por sua vez faziam chegar o dinheiro aos partidos. FACTURAS FALSAS Outra forma de justificar a saída de verbas era as célebres facturas falsas, emitidas por empresas falidas ou sem actividade. O esquema funcionou até meados dos anos 90, já com o PSD e Cavaco Silva no poder. Mas inspectores do Fisco deram pela fraude e avançaram com processos contra empresas de construção civil apreciadas pelo regime. Os empresários ficaram perplexos: eram obrigados a pagar comissões aos partidos e agora eram atirados para tribunal! O regime mexeu-se e homens como Almeida Santos e Lobo Xavier pensaram numa amnistia fiscal. Mas o esquema veio a público e só os tribunais superiores, baseados em pareceres de juristas conceituados, conseguiram extinguir os crimes. DEZ ANOS DE CAVAQUISMO O PSD comeu imenso e não deixou nada para ninguém. Aperfeiçoou o esquema do Bloco Central e não poupou nenhum sector. Obras públicas, muitas, hospitais, escolas, licenças em câmaras PSD… e como depois se viu, muitas das ‘mulas’ que levavam o dinheiro para o partido foram os novos ricos da última década do século XX. OS CORRUPTOS DA JAE Quando o cavaquismo acabou, o PSD entrou em declínio político e financeiro. Chegaram os socialistas sedentos de poder, de lugares e dinheiro nos cofres. Foi uma corrida tão desenfreada que até deixava Guterres perplexo. João Cravinho, [o seriíssimo!] Ministro das Obras Públicas, nomeou para presidente da JAE o general Garcia dos Santos, com o ostensivo objectivo de combater a corrupção. Este disse anos depois: «Expliquei ao ministro que havia 11 fulanos que era preciso pôr na rua. Ele retorceu-se e disse que era complicado. É que era um deles que passava o dinheiro para o PS».

    1. Obrigada pela sua atenção e pelas suas palavras gentis. Sabe, já os romanos diziam que quando um governante ( senador? ) precisava de dinheiro mandava construir estradas! Não inventamos nada. Um bom ano para si e para o irritado.

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