Segundo consta por aí, o chamado Forum Lisboa, propriedade da CML e sede da respectiva Assembleia Municipal, foi ontem ocupado por um painel, dito “policromático”, constituído pelos seguintes opinantes: Francisco Louçã, Marisa Matias, Manuel Alegre, Pacheco Pereira, Freitas do Amaral, Eugénio Rosa e Hélia Correia.
Por eventual ignorância do que se passa no mundo das letras, por cá cheiinho de valores tão altos que não estão ao meu alcance, não sei quem seja a dona Hélia, mas dizem que é escritora. Os outros dão-nos uma ideia do que é a “policromia” política no parecer da CML do Costa, dona da casa: dois bloquistas encartados; um patarata da esquerda blá blá – poetaço e obsoleto; um défroqué do PSD – rei da dor de corno; outro do CDS – salta pocinhas sem préstimo; um economista – do PC/CGTP.
Pelo que acima se descreve, fácil é imaginar o que foi o “debate”, alegadamente subordinado ao tema da crise grega. Mentira. Não se tratava da Grécia. Tratava-se de dizer bem do Syriza, mal da UE, mal do FMI, mal do BCE e, acima de tudo, mal do governo. Tudo legítimo, aceite-se. O que não se pode aceitar e inquina qualquer valia que o “debate” pudesse ter, é que não houve contraditório, ninguém lá estava com opiniões contrárias às dos camaradas em palco.
Dona Marisa Matias terá posto os pontos nos is, mais ou menos assim: “ou o Syriza faz o que lhe der na gana, ou não há democracia”. Ficamos esclarecidos.
Mais uma iniciativa “democrática” e “cultural” que ficamos a dever ao Costa, por interposto Medina.
3.7.15

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