Com a devida pompa e larga cópia de notícias e aplausos, deu entrada no Coliseu o palhaço-mor da política portuguesa: o inimitável frustrado, invejoso, desavergonhado e ignóbil António Capucho. Muito zangado por não ter sido convidado por Passos Coelho (há mais disso por aí…) para coisa nenhuma, e por o terem apeado da sua merecidíssima alta posição no Conselho de Estado, este indivíduo anda, como um tonto, a dar à casca. Hoje, coroou o casquismo apresentando os seus respeitos ao conclave do Costa.
Entre parêntesis, preste-se homenagem a cerca de 25% dos apaniguados socialistas que abandonaram o circo quando o fulano subiu ao palco. Talvez que, afinal, ainda haja no PS quem tenha algum sentido da honra e saiba distinguir o que é um Homem do que é um alarve.
No que a dor de corno pode transformar uma pessoa! Capucho até tinha alguns méritos, pelo menos até ter virado as costas à Câmara de Cascais, por “motivos de saúde”. A partir daí, a viagem foi tenebrosa e a insigne criatura acabou por naufragar quando achou que a sua altíssima categoria tinha sido beliscada.
Agora, Costa – que tem pouco de sério e muito de oportunista – lançou-lhe uma boia: se queres ser gente outra vez, anda cá, que fazes falta para apoiar a malta. E lá vai ele despejar o fel acumulado. O homem do musseque do Estoril outra vez na berra! Deve estar satisfeitíssimo. O Costa, idem. Resta saber se estas palhaçadas dão votos ou os tiram.
Uma vez, o ilustre criticado neste post (era ministro não sei de quê) deu-me a honra de me telefonar perguntando se eu sabia de algum nome que pudesse ser indicado para secretário de Estado do ambiente. Sem pedir ou exigir, indiquei-lhe o nome de um senhor. Ele nomeou o Pimenta das ventoinhas. Voilá.
ET. Uma correcção: o Capucho insiste em dizer que “foi expulso do PSD”. Sabe que mente com quantos dentes tem na boca. Autoexpulsou-se ao apoiar outro “traidor de classe”, o abominável Basílio. Sabia que isso significava, estatutariamente, a obrigatória saída do partido. Pode repetir a mentira à vontade: não passa a ser verdade por causa disso.
5.6.15

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