IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


UM MUNDO PSICOPATA

 

Anda meio mundo afogado em elogios ao senhor Assange, um psicopata, um esquizofrénico sem ponta de moral, um tipo que se mascara de velhinho e se atira para o chão quando a polícia o vai buscar, um exibicionista inveterado, um tarado sexual, uma porcaria humana.

O bandido é o orago de muita gente, consoante os interesses de cada um. Por exemplo, um outro psicopata, um tal Trump, que lhe teceu elogios quando lhe convinha, agora odeia-o porque terá cuspido alguma coisa menos conveniente.

Modernamente, os fins passaram a justificar os meios, na medida em que os vícios persecutórios passaram a ser o pão nosso de cada dia, potenciados pelas redes sociais e cultivados por accéfalos media.

O senhor Assange é, com uma brutalidade evidente, um sinal da ruína de valores cujos substitutos ainda ninguém concebeu. Os nossos dias são os do fim de referências, princípios valores que se julgaria importantes e que “guiavam” as pessoas decentes. O problema é que, em vez de, no seu lugar, alguma coisa de melhor ou de mais válido surgisse, vivemos no vazio. Não há novos filósofos, nada de fundo, vivemos de comentários, tudo se passa ao correr do mais imediato.

Como a esperança é a última a morrer, digamos que, com o tempo, talvez se saia disto sem sofrer as consequências que, hoje, são previsíveis.

 

14.4.19    



2 respostas a “UM MUNDO PSICOPATA”

  1. Concordo e, aliás, gosto – há muito tempo que tal não acontece

  2. Já eu, certamente sem surpresa, discordo. Mesmo que o Assange seja um tarado, algo que não é líquido – foi acusado de violação na Suécia, mas o caso foi suspenso, e poderia bem ser só um pretexto para entregá-lo aos EUA – disse o Irritado noutro post, o dos pederastas, que os hábitos das pessoas não devem servir para julgar a sua arte ou o seu trabalho. Tal como «não quer saber dos hábitos pessoais» do Michael Jackson, do Woody Allen ou do Polanski, não há-de querer saber dos do Assange. De contrário, podia parecer, sei lá, um mero ataque pessoal a alguém de quem não gosta. E qual o trabalho do Assange? Expôs alguns – poucos, muito poucos – segredos. De pessoas decentes, como sugere o Irritado? Não. O Assange apenas expôs segredos de canalhas. Dos canalhas que mandam no mundo, a começar pela canalha americana. Canalhas que matam, torturam, chulam, roubam, mentem. Pode-se criticar que tenha exposto uns mais que outros; mas nem é isso que o Irritado critica. O Irritado gosta é de segredinhos. Por sua vontade, nem isto se sabia. Daí matar o mensageiro, neste caso o Assange: bom, bom era manter a impunidade dos mamões. Terem o proveito sem a fama.

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