IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


TRABALHAR FAZ CALOS

 

Toda a gente sabe que, por exemplo no Alentejo, quem quiser apanhar o pinhão (este ano há pouco) tem que recorrer a moldavos, romenos e outros turistas forçados. Há tarefas que os portugueses consideram indignas do seu status social.

Lá para o Norte, segundo os jornais, parece que, à falta dos tais turistas, não há quem queira vindimar. Em concelhos onde a taxa de desemprego atinge os 25% não há um só desempregado que queira suar as estopinhas nos socalcos do Douro.

Dir-se-á que as pessoas estão no seu direito de recusar tais tarefas, duras e quiçá mal pagas. Talvez.

Mas o que isto significa é que os portugueses, atolados em “direitos” sociais, continuam a viver à espera que seja quem for os sustente. É seu “direito”, não é?

Questão de “dignidade”, pois claro.

“Dignidade” socialista, pois claro, coisa de que parece que só uma hecatombe convencerá as pessoas que nada tem a ver com dignidade, mas com o seu contrário.

Este tipo de postura, criada, alimentada e acarinhada durante décadas pela esquerda e pela democracia cristã – agora até pelos bispos! – é a mais forte e evidente garantia de que tal hecatombe não deixará de nos cair em cima. Muito mais garantia que as asneiras dos governos ou os malefícios da crise internacional.

 

18.8.12

 

António Borges de Carvalho



9 respostas a “TRABALHAR FAZ CALOS”

  1. Toda a gente sabe,que neste país,do alentejo ao norte,há uma praga de filhos da puta,que se acham no direito de explorar os outros.Se pudessem voltariam ao tempo que a plebe tinha de trabalhar sem proventos pra os senhores da terra.Quando não conseguem escravos nativos,recorrem a outros desgraçados.moldavos e outros.Depois vêm dizer que os calaceiros dos trabalhadores portugueses não querem trabalhar.A treta da dignidade serve para escamotear a verdade.Há filhos da puta que enriquecem ficando com as mais valias do trabalho dos outros,já faz tempo,um dia acabará!?!?

  2. Vamos lá ser justos: o Socialismo não prega que as pessoas devem evitar o trabalho – pelo contrário, prega o valor do trabalho acima de tudo. E surgiu numa época em que o trabalho era mesmo duro, muito antes das máquinas e dos “direitos sociais” que hoje existem (se estes existiriam hoje sem o Socialismo, é outra questão). Já o Socialismo que se implantou cá, pela mão do franchise Mário Chulares & Herdeiros, é tão socialista quanto o actual Governo é liberal: ou seja, apenas para o que lhe interessa. É por isso que se criou um neologismo especialmente para o Socialismo tuga: XUXALISMO. Vem de chucha, pois o único objectivo dos seus mentores é chuchar na mama do Estado. Os “x” em vez de “ch” são apenas para abreviar o termo, e adequá-lo aos novos tempos e à geração SMS. Logo, o post do Irritado é na realidade sobre preguiça XUXA, subsídio-dependência XUXA, e pretensa “dignidade” XUXA. A malta não quer vergar a mola, porque espera um milagre XUXA: sob o alto patrocínio dos contribuintes europeus e dos “mercados”, hão-de aparecer empregos “dignos” e bem pagos, mais os respectivos subsídios, e baixas, e férias pagas. No entanto, exauridos os apoios comunitários e a “confiança dos mercados”, remetidos à condição de indigentes que na realidade somos, de onde hão-de aparecer os tais empregos? Não da economia interna, certamente, pois é SAQUEADA diariamente pelo Governo defendido pelo Irritado. Há cada vez menos dinheiro em circulação, e está em cada vez menos mãos – nas dos lobbies mamões também defendidos pelo Irritado. E os moldavos e os asiáticos que hoje fazem os trabalhos duros, serão sempre mais baratos do que os tugas. E os lobbies mamões querem mão-de-obra barata, estão-se a borrifar para “direitos sociais”. A conclusão é que, mesmo quando a miséria se agravar e os tugas estiverem dispostos a tudo, o trabalho valerá cada vez menos. E os tais lobbies hão-de encher-se cada vez mais, até que esta espiral seja quebrada. ——————– Nota final: também critico os que, estando desempregados, não aceitam estes trabalhos duros e mal pagos. Trabalho é trabalho, quem não tem nenhum deve aceitar tudo o que apareça, desde que seja legal e legítimo. Mas a verdade é que falo de barriga cheia, não tenho de os fazer. Já tive trabalhos relativamente duros, mas por pouco tempo, para pagar estudos e assim. De resto, sempre trabalhei à frente de um computador. Não conheço a experiência do Irritado, mas quer-me parecer que também fala de barriga cheia.

    1. Uma coisa é o que o socialismo forneceu como utopia, outra é o que o socialismo causou na prática. As versões “reais” do socialismo – o comunismo soviético/chinês/cubano/albanês/nazi/fascista/corporativo – deram no que deram e não vale a pena comentar, a não ser quando se fala daqueles que insistem nelas ou em coisas parecidas.As versões democráticas do socialismo só tiveram sucesso quando compaginadas com o capitalismo liberal (o capitalismo nos termos da Lei). Os seus triunfos mais evidentes são os das Monarquias do Norte da Europa, que não fizeram nacionalizações, não se submeteram a sindicatos, mantiveram o capitalismo liberal mais ou menos intocado, respeitaram as nomas da democracia dita formal, separaram os poderes, numa palavra criaram o Estado de Direito propriamente dito. Não direi, como v. está a pensar, que tal se deve ao regime monárquico, mas o regime monárquico não é alheio a estes sucessos, já que confere aos cidadãos a serenidade política que abomina experiências revolucionárias e populistas. Nenhuma doutrina é, ou pode ser, aplicada na íntegra, sob pena de se tornar totalitária, mas pode ter uma influência de “pano de fundo”, de informação genérica da decisão política.Para o socialismo, o princípio básico é o do interesse “social” ou colectivo, inculcando que o homem (o indivíduo, a pessoa, o cidadão, como queira) está ao serviço colectivo. O princípio básico do liberalismo é o contrário: o Estado existe para proporcionar “felicidade” a cada um, o Estado está ao serviço dos cidadãos, não os cidadãos ao serviço do Estado.A partir do princípio socialista, aplicado a gerações (no nosso caso pelo menos desde a II República), acaba por desindivudualizar as pessoas, integradas que são numa sociedade política que penetra e limita a quase totalidade das opções individuais. Resultado, a desresponsabilização das pessoas por si próprias e pelo seu destino, uma vez este entregue a entidades colossais, responsáveis estas por proporcionar a cada um aquilo que cada um devia procurar por si. Para que hão-de as pessoas ir vindimar se deixaram de ser responsáveis, se há um Estado que tudo lhes deve (alimentação, habitação, educação, saúde…), que transformou objectivos sociais em “direitos”, que os constitucionalizou, acabando por não ter meios, como é o nosso caso, para garantir os tais e tão falaciosos “direitos”.Dar-me-á v. n exemplos da minha “não razão” nestas matérias. Com certeza. É fácil. Nada é, como atrás dizia, só preto ou só branco.O que procuro dizer é que, se os “bons” pricípios iluminarem as decisões políticas, talvez as pessoas acabem por ter uma mentalidade mais próxima do que, na verdade, lhes convém. Uma questão para gerações. Mas não foram gerações atrás umas das outras que, ancoradas am princípios socialistas, fizeram chegar a nossa sociedade onde chegou?Vale a pena ser firme na defesa dos princípios e na condenação do que os põe em causa.É isso o que o IRRITADO procura fazer. Pouco disto, ou dele, ficará, com certeza, mas muitos poucos… talvez consigam alguma coisa. O que não colhe, caro Bastos, é malhar sempre no mesmo ferro, sobretudo sem dizer o que fazer, e sem fazer mais do que brandir utopias moralistas. Como está largamente demonstrado, não dá coisa nenhuma. E, se der revolução, ainda pior.Vamos por partes. Algumas estão a andar. outras não. Que a esperança, como a culpa, não morra solteira. ABCPS. A minha barriga está muito menos cheia do que possa pensar, e tende a esvaziar como a de todos nós. Não me queixo, verifico. Não me diga é que, para ter direito à opinião, é preciso esvaziá-la!

      1. Seria injusto não agradecer este seu comentário, talvez o mais profícuo dos últimos (largos) meses. Concordo com quase tudo o que escreveu, apenas ressalvo que continua a perdoar e/ou branquear todos os falhanços e excessos do “seu” regime capitalista, e a malhar (bem) apenas no socialismo. Também estão ausentes do seu comentário os EXECUTORES: uma ideologia, um sistema político, um sistema económico, ou até uma empresa ou uma religião, são em última análise as pessoas que as dominam e as levam a cabo. Até podemos ter o melhor sistema do mundo, algo fantástico em teoria, e os políticos ou banqueiros ou traficantes ou outros lobbies corruptos/gananciosos/trafulhas tratarão de o adulterar em seu proveito. E encontrarão, não duvidemos, os gestores intermédios (middle managers) e os lacaios inferiores para impor as suas regras (a que chamam “leis”), e a sua impunidade. Com os executores que temos tido em Portugal – leia-se, políticos – e os interesses que os dominam, que todos sabemos mas que o Irritado prefere atirar para as “teorias da conspiração”, seria de esperar outro resultado? P.S. É claro que tem direito à sua opinião, mas falhou em ver o ponto: alguma vez fez esses trabalhos DUROS que agora recomenda a outros? Se os fez, sabe do que fala; se não os fez, fala do que não sabe.

  3. TRABALHAR FAZ CALOS…Quantos tem?

    1. “Esse” deve ter calos no cú,… de tanto estar sentado a “mandar os bitaites” do costume!!!

  4. Caro IRRITADO, com uma periodicidade mensal visito este “sitio”. No entanto, outrora (melhor dito, até o actual Governo – desGoverno, na verdadeira acepção tomar o destino do País) a periodicidade era DIÁRIA.Isto posto, porquanto denoto “desvio” das virtudes (suas, não minhas, diga-se), recomendo um tema par um Post: NULIDADE ou NULIDADES.Assim, para o efeito, forneço (de momento) um “elemento”:De acordo com estudo do Prof. Dr. Álvaro Santos Pereira, Professor da Simon Fraser University, no Canadá, Portugal tem hoje 349 Institutos Públicos, dos quais 111 não pertencem ao sector da Educação. Se descontarmos também os sectores da Saúde e da Segurança Social, restam ainda 45 Institutos com as mais diversas funções. Há ainda a contabilizar perto de 600 organismos públicos, Regionais, Observatórios, Fundos diversos, Governos Civis, etc. cujas despesas podiam e deviam ser reduzidas, ou em alternativa – que parece ser mais sensato – os mesmos serem pura e simplesmente extintos. Para se ter uma noção do despesismo do Estado, atentemos apenas nos Institutos acima referidos, com funções diversas, muitos dos quais nem se percebe bem para o que servem. Veja-se então as transferências feitas em 2010 pelo governo socialista de Sócrates para estes organismos: ORGANISMOS DESPESA (em milhões de €) Cinemateca Portuguesa 3,9 Instituto Português de Acreditação 4,0 Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos 6,4 Administração da Região Hidrográfica do Alentejo 7,2 Instituto de Infra Estruturas Rodoviárias 7,4 Instituto Português de Qualidade 7,7 Administração da Região Hidrográfica do Norte 8,6 Administração da Região Hidrográfica do Centro 9,4 Instituto Hidrográfico 10,1 Instituto do Vinho do Douro 10,3 Instituto da Vinha e do Vinho 11,5 Instituto Nacional da Administração 11,5 Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural 12,3 Instituto da Construção e do Imobiliário 12,4 Instituto da Propriedade Industrial 14,0 Instituto de Cinema e Audiovisual 16,0 Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional 18,4 Administração da Região Hidrográfica do Algarve 18,9 Fundo para as Relações Internacionais 21,0 Instituto de Gestão do Património Arquitectónico 21,9 Instituto dos Museus 22,7 Administração da Região Hidrográfica do Tejo 23,4 Instituto de Medicina Legal 27,5 Instituto de Conservação da Natureza 28,2 Laboratório Nacional de Energia e Geologia 28,4 Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu 28,6 Instituto de Gestão da Tesouraria e Crédito Público 32,2 Laboratório Militar de Produtos Farmacêuticos 32,2 Instituto de Informática 33,1 Instituto Nacional de Aviação Civil 44,4 Instituto Camões 45,7 Agência para a Modernização Administrativa 49,4 Instituto Nacional de Recursos Biológicos 50,7 Instituto Portuário e de Transportes Marítimos 65,5 Instituto de Desporto de Portugal 79,6 Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres 89,7 Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana 328,5 Instituto do Turismo de Portugal 340,6 Inst. Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação 589,6 Instituto de Gestão Financeira 804,9 Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas 920,6 Instituto de Emprego e Formação Profissional 1.119,9 TOTAL……………………. 5.018,4

    1. O Prof. Dr. Álvaro Santos Pereira disse isso antes ou depois das eleições?

    2. Obrigado por este comentário.O IRRITADO, entre outras críticas – menos do que v. desejaria – não está nada satisfeito com a “celeridade” com que o governo tem vindo a acabar com muitas das coisas que herdou.Posto isto, e mantendo uma posição parecida com a sua – há que acabar com este vespeiro de instituições de duvidosa utlidade – põe uma questão, que deve ser um quebra cabeças para quem se debruça sobre o assunto: que fazer com os milhares de fulanos que vivem dessa coisas? Mais uns milhares de desempregados? Fatal.O que sucederia se o governo actuasse nesta matéria como o IRRITADO acha? Aposto que a maior parte dos que defendem o que nós defendemos, viria engrossar o coro dos protestos com “mais esta vaga de desempregados”.Estou a pensar escrever um post sobre um assunto da mesma natureza. Se passar por aqui agradeço que o comente.

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