IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


SOMOS OS MAIORES!

 

 É sabido:

– que os portugueses descobriram o mundo e foram os primeiros “globalizadores”;

– que o Camões e o Pessoa foram os maiores poetas de todos os tempos;

– que nosso admirável governo é o que mais empregos promete em todo o mundo;

– que o Benfica é o mais glorioso clube de todos os tempos;

– que temos a maior e mais abandonada zona económica exclusiva de toda a Europa;

– que somos os únicos a ser governados por um tipo que se auto-proclama “Sócrates”:

– que somos os mais destacados da EU no que se refere ao desemprego, aos preços dos combustíveis, à dívida per capita, pública e privada, aos elefantes brancos, aos impostos, às penhoras, à mentira governativa, aos assaltos à mão armada, à pastelada na justiça, aos criminosos à solta e a tantos e tão honrosos outros indicadores.

 

Há dias, mais uma enorme razão de júbilo veio nos jornais. A Carris, nobre e tradicional transportadora de Lisboa, está completamente falida e, ou desata a receber subsídios aos pontapés ou fecha a porta.

E, no entanto, como diria Galileu, ela move-se! Há coisa de um ano, a carreira 38, que passa aqui à porta, mudou para 738, o mesmo acontecendo com a 27, que passou a 727, e com muitas outras.

A Carris, garantem as estatísticas, é a única companhia de transportes urbanos do mundo que inaugurou, de um dia para o outro, 700 (setecentas!) carreiras de autocarro.

Mas isto não é tudo. Hoje, na Avenida da Igreja, vi passar um autocarro da carreira número 7555 (sete mil quinhentos e cinquenta e cinco!).

Meus senhores, mesmo sem recurso a estatísticas posso garantir que Lisboa tem mais carreiras de autocarro que Tóquio, Nova Iorque, São Paulo, Londres e Calcutá todas juntas!

 

A isto acresce que, segundo a imprensa, a dívida da Carris dá para comprar mais cerca de 700 autocarros! Um fartote.

 

Somos os maiores!

 

ABC

 


Uma resposta a “SOMOS OS MAIORES!”

  1. Avatar de Zé da Burra o Alentejano
    Zé da Burra o Alentejano

    Os portugueses são os reais culpados da situação em que o país se encontra porque não são capazes de “dar um pontapé no rabo dos políticos que temos”. Eu não me revejo em nenhum dos partidos do panorama político português, da extrema direita à extrema esquerda: os primeiros, apesar de falarem agora na questão da criminalidade tiveram uma política igual à que o actual Governo seguiu até agora, e, para desviar a atenção, fala muito na violência doméstica (que até mudou drásticamente, para melhor, no pós 25 de Abril); os outros, os de esquerda, têm o complexo do excesso de segurança e preferem a anarquia actual. Devem ter ficado traumatizados pelo anterior regime e pela perseguição política. Do chamado “garantismo” que a lei portuguesa faculta beneficiam apenas os poderosos e os criminosos experientes. Falam também muito na tal questão da violência doméstica.Uma coisa é certa apenas mais polícia não resolve nada se não tiver autoridade para actuar eficazmente e isso representa por vezes ferir e matar alguém. 1.º) Os polícias são homens e como tal podem falhar. A polícia do Rio de Janeiro tem tido bastante sucesso nas suas investidas nas Favelas mas tem morrido muita gente: criminosos, polícias e outras pessoas apanhadas em fogo cruzado. É assim que a pouco e pouco a polícia vai recuperando zonas onde já não se aventurava e que estavam abandonadas pelas autoridades: ali quem manda(va) são(eram) as máfias.2.º) Se as leis continuarem tolerantes como estão agora também não há nada a fazer. A polícia continuará a prender e os juízes a libertar de imediato. Mesmo que os criminosos venham a ser sentenciados não passará muito tempo até que voltem à rua e à anterior actividade. Ainda não há muito tempo quando se alertava para o rumo perigoso para onde nos dirigiamos e falavamos que começava a haver muita “INSEGURANÇA” no país os nossos políticos recusavam a evidência e respondiam que havia sim “UM SENTIMENTO DE INSEGURANÇA”. E agora?Zé da Burra o Alentejano

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