A FENPROF, a FNE, a P-OP, o SIPPEB, a APL (estão a perceber?) andam à porrada por causa da avaliação.
Agora que o xarroco dos bigodes, de acordo com o Jerónimo, tinha descoberto a solução do problema, saltam as siglas a chatear. Uma seca.
A solução do xarroco era divinal: os professores avaliavam-se a si próprios e estava o problema resolvido. Não há avaliação mais justa nem mais inteligente. Cada um sabe de si, não é verdade? Essa de virem uns tipos de fora fazer apreciações abusivas sobre o trabalho dos “professores” não passa de uma demonstração de centralismo burocrático, de uma entorse à “democracia participativa”, de um “dictat” incompatível com uma escola “aberta”, “autónoma”, “democrática”, “descentralizada” e “competente”.
Os “professores” é que sabem! Se não soubessem não eram professores! Se isto não se mete pelos olhos dentro, não sei o que se mete pelos olhos dentro.
Coisas há que justificam e equilibram esta trapalhada.
Olhem os secretários de estado da “educação”! Olhem o senhor Pinto de Sousa!
Olharam com olhos de ver? Então digam-me se não estão bem uns para os outros, “professores” e governo. Professores que não ensinam, fazem manifestações, governo que não governa, faz propaganda.
Como vêm, a trapalhice tem os seus contrapesos.
2.12.08
António Borges de Carvalho
ET. Movido pela curiosidade, o Irritado foi ver o que quer dizer APL. Administração do Porto de Lisboa? Não! Trata-se da Associação dos Professores Licenciados. Dizem os jornais que se trata de coisa minoritária e sem importância nenhuma, se comparada com o exército do xarroco. E eu que julgava que, como antigamente, os professores eram todos licenciados! Não! Manda o socialismo que “ensinem” sem licença.
ABC

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