IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


SEGURANÇA À PORTUGUESA

Vai haver, como toda a gente sabe, uma cimeira da NATO em Lisboa, salvo erro em 18 e 19 de Novembro.

Vão aparecer por aí umas largas dezenas de altos trutas e craques globais, de Obama a Medvedev, de Merkel a… Pinto de Sousa.

A coisa, como não pode deixar de ser, exige excepcionais medidas de segurança a fim de proteger aquela malta toda. Não nos podemos sujeitar a alguma bronca de dimensões excepcionais.

Muito bem.

 

Posto isto, vai o nosso inteligentíssimo governo e anuncia ao mundo, em comunicado do conselho de ministros, que o controlo de fronteiras será restaurado de 16 a 20 do referido mês.

 

Ficam assim os ilustres terroristas interessados a saber que, se quiserem cá vir desempenhar as suas nobres missões, terão que chegar antes do dia 16.

 

Consta que o camarada Bin Laden já mandou uma mensagem ao senhor Pinto de Sousa agradecendo penhorado a preciosa informação. Informação que, seguindo as NEP’s da benemérita organização que dá pelo nome de Alcaida, o senhor Bin Laden já teve o cuidado de comunicar a todas as suas células operacionais.

 

30.10.10

 

António Borges de Carvalho



6 respostas a “SEGURANÇA À PORTUGUESA”

  1. É de facto caricato, quase tão caricato como acreditar que tais figurões deixariam a sua segurança a cargo deste fim-de-mundo Pinoquial com vista para o mar, ou como acreditar na Alcaida – a invenção americana preferida, dos que acreditam que certos atentados foram perpetrados por “terroristas árabes” – e respectivas “células operacionais”. Entre a bosta da NATO, que serve apenas para reafirmar a influência americana, e as “cimeiras” que o Mordomo Burroso há-de adorar, vai certa diferença entre mim e o Irritado – a diferença entre quem prefere uma EUROPA que se perdeu há 50-60 anos atrás, e o capacho da canalha americana, que temos hoje.

    1. Acho que não tem razão. Os EUA, depois de ter safado a Europa dos nazis à custa de muitas vidas e meios, salvaram a Europa com o plano Marshall, defenderam a Europa da URSS com a NATO, e insistiram, pelo menos desde os tempos de Kenedy, em que a Europa se transformasse num parceiro à sua altura, que a Europa viesse a ser potência de defesa que pudesse dispensar o chapéu de chuva americano (the european pilar of NATO, lembra-se?).A Europa não ligou nenhuma, e continua a não ligar. Se os EUA cometeram erros, dificilmente se poderá dizer que tais erros foram contra a Europa, ou à revelia dela. Facto é que a Europa se deixou levar à condição de pigmeu militar, sem qualquer capacidade de se defender se não tiver os EUA por trás. Como, sobretudo com a globalização, de que a Europa tanto gosta, os EUA têm interesses muito para além dela e não estão dispostos a gastar o que gastam por causa dela, a culpa não é deles.É certo que, para que a Europa estivesse à altura das suas responsabilidades seria preciso utilizar meios que as opiniões públicas jamais aceitarão. Mas isso também não é responsabilidade dos EUA. Arranjar maus da fita ou bodes expiatórios (os EUA a dona Ângela, os mercados, etc.) nunca foi a melhor maneira de resolver fosse que problema fosse.

      1. Que diga que os EUA “salvaram a Europa” do papão comuna, é uma coisa, mas não esperava que fosse buscar essa velha falácia dos nazis. Aliás, já não discutimos esse tema? A URSS perdeu mais de 20 milhões de pessoas (quase 15% da sua população), os EUA perderam 400.000 (menos de 0.4%). E metade desses 400.000, ou mais, nem foram cá – foram no Pacífico. Pelo menos 80% das baixas alemãs, foram na frente Leste. E incluíram a nata da sua força militar, todas as suas unidades mais experientes. Os EUA esperaram 3 longos anos para desembarcar na França, durante os quais a URSS susteve, e repeliu, o melhor e mais bem equipado exército do seu tempo. A resistência encontrada pelos americanos, comparada com isso, foi um passeio no parque. E foram os americanos, que «safaram a Europa dos nazis»? Nem a brincar, se pode repetir tal propaganda disparatada. É pena, muita pena, que por razões de geografia não fossem eles a levar com o tio Adolfo, em vez do canalha Estaline. A URSS nunca teria ocupado a Europa de Leste, e o Tio Sam teria visto o que é bom para a tosse. Talvez hoje, piassem mais fininho. Depois do armistício, foi regabofe: a canalha americana tomou conta disto tudo, fazendo da Alemanha e Japão fantoches americanos, e da Inglaterra um cão-de-fila obediente. Mantêm bases onde lhes apetece, agem como donos do mundo, sem dar satisfações a ninguém. A cereja em cima do bolo, foi tornar o DÓLAR AMERICANO na moeda-padrão. Uma tragédia mundial, até hoje. A II Guerra foi a melhor coisa que podia ter acontecido aos EUA: saiu-lhes a lotaria. Diz que a Europa se tornou um “pigmeu militar”. Como assim? Só entre Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Espanha, gastam-se 250 MIL MILHÕES ANUAIS nas forças armadas. E a que “responsabilidades” se refere? Colaborar em invasões ilegais, sob a bandeira hipócrita duma “guerra ao terrorismo”? Quando apoiamos a nação mais terrorista, dos últimos 60 anos? Custa-me muito, ouvir EUROPEUS a falar como o Irritado.

        1. Tenho pena que pense como pensa. Poderia argumrntar, mas parece que não vale a pena, não é?

          1. Tenho convicções fortes sobre este tema, mas não serei um fanático… pelo menos, gosto de pensar que não.Mesmo discordando das minhas opiniões, tem de convir que se houve um responsável maior pela derrota nazi, foi a URSS – não os americanos. Com grande ajuda do Inverno, verdade, mas também com o sacrifício de milhões de russos, nas condições mais atrozes. Não me parece justo, nem isento, escamotear esse facto. Tal como muitos passam uma borracha sobre os bombardeamentos dos aliados (sendo Dresden o pior), ou as atrocidades cometidas pelos soviéticos – e americanos – em solo alemão, após a guerra. É a eterna questão da História escrita pelos vencedores. Espero que nunca desista de me provar errado, não me considero dono da verdade, lamento se transmiti essa impressão.

          2. No que havia de dar um post, mais ou menos piadético, sobre o anúncio das medidas de segurança nas fronteiras!Se a história é feita pelos vencedores, então a história é tão russa como americana. Com a diferença que os americanos, ao contrário dos russos, nunca foram aliados dos nazisDa mesma forma que se pode dizer que os americanos, ou os ingleses, entregaram meia Europa à tirania soviética, pode dizer-se que os americanos, ou os ingleses, salvaram meia Europa de tal tirania… malhas que a guerra tece! Se, como diz, foram os russos os verdadeiros vencedores, principescamente se locupletaram com os despojos, não é? A diferença em relação aos americanos é que a Europa “deles” sempre foi livre (Portugal era excepção, mas não por causa deles). a sua reconstrução foi por eles financiada (até o inimigo o foi!) e protegida do poderio nuclear soviético pelo poderio nuclear americano. Acha pouco?É evidente que os americanos não são nenhuns santos. Fazem as suas asneiras. Mas são a maior potência do “nosso” mundo. Não o reconhecer é pura inconsciência. Pode dizer-se que o Iraque e o Afganistão são asneiras americanas. Não sei se o são. Mas a verdade é que, quando a Europa quis acabar com os massacres na Jugoslávia, o fez quase sem baixas, porque os americanos, “à contre coeur”, puzeram à disposição da Europa os seus meios, meios que a Europa não tinha, nem tem. 50.000 seria, diz quem sabe, o número de baixas europeias na Jugoslávia. A aviação americana reduziu-as a meia dúzia. Acha pouco?A barbárie da II Guerra é conhecida. A História está feita. Nessa altura, destruíam-se cidades inteiras, como diz, cheias de civis. Hoje, qualquer mini “dano colateral” é objecto de universal condenação, se for “culpa” dos americanos. Se a culpa for dos russos… nada. Assim raciocina o politicamente correcto. Quem contribui para descredibilizar a sua própria civilização, acaba por levar com a dos outros no toutiço.

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