IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DESONESTOS PENSAMENTOS

 

Olho para infografia que anda pelos jornais e dou comigo com pensamentos sem dúvida ultra-incorrectos, destituídos de civismo e dignos da maior repulsa.

 

Ao meio, numa grande bola, o retrato do senhor Godinho, ilustre sucateiro da nossa praça. Sucateiro? Não! Proprietário de indústrias ambientais!

Em rodapé, um conjunto de figurões, o Vara, dois Penedos e um Lopes Barreira. Este, para quem não sabe, classificado como “gestor de empresas ligado ao PS”. Deve tratar-se de uma nova indústria.

À volta, uma constelação de empresas – REFER, GALP, REN, EMEF, ENVC, Lisnave, EDP, IDD, EP – todas empresas do Estado, ou participadas pelo Estado, ou onde o Estado vai imperando (leia-se empresas onde o governo tem voz). Em cada uma delas um ou mais rapazes (uns trinta ao todo), dedicavam-se à nobre tarefa de arranjar negócios para o senhor Godinho, mediante, diz a acusação, algumas gentilezas propiciatórias.

Na infografia que aqui tenho ainda não entra o Lino, célebre francófono politicamente formado nas escolas do PC, que até sabe dizer jamais (as declarações da dona Vitorina ainda não tinham produzido efeito quando a coisa foi publicada).

 

Perante isto, assalta-me o espírito um pensamento perverso: o tipo do meio, o maior, o desconhecido industrial de Ovar, vai ser o vilão da fita. Vai apanhar um porradão. Os outros, rodeados de pelotões de advogados, apoiados pelo Grande Oriente, amigos do governo, vão, ou passar pela chuva sem se molhar, ou ser objecto de uns aborrecimentos sem importância de maior. Daqui a cinco anos, ou mais.

Posto isto, a vil imaginação do IRRITADO prossegue nos seus ilegítimos e criminosos raciocínios. Ignorando o Código Penal, pôs-se a valorar os pecados desta malta, tal como descritos no despacho de pronúncia.

O senhor Godinho é um homem de iniciativa, criador de uma empresa cujos serviços são essenciais à remoção e tratamento de indesejáveis resíduos, e empregador de uma data de gente. Os outros são, ou empregados do Estado ou coisa que o valha. Não são industriais, não contribuem para a qualidade do ambiente, não criam postos de trabalho. Nada, se comparados com o senhor Godinho.

O senhor Godinho, para fazer prosperar o seu negócio, criou uma rede de amigos, dele e do poder político-económico – uma contradição nos termos – e, com eles, à conta de caixas de robalos, dos propriamente ditos e daqueles a que as más-línguas chamam Mercedes-Benz e outros maldosos epítetos, pôs a tal rede a funcionar. A sua empresa prosperou, sem sombra de greves nem de salários em atraso. Por seu lado, o senhor Godinho deve ter-se enchido de carcanhol, o que, em si, não é crime nenhum, nem sequer de enriquecimento sem causa, já quem a causa é evidente. Também terá roubado umas sucatas, mais uma vez com ajuda de “informação privilegiada”, eventualmente propulsionada por robalos.

 

Ora bem. Perante isto, o que pensa a incorrecta, pecaminosa e retorcida mente do IRRITADO?

Pensa que o senhor Godinho é um malandreco do pior, mas que tem alguma utilidade, pública e privada.

Pensa que ainda não viu escrito que os colegas do senhor Godinho, ditos sucateiros, se tivessem indignado ou queixado dos procedimentos “ligeiros” do seu concorrente.

Pensa que é muito mais grave haver tipos que, sem fazer outra coisa senão puxar cordelinhos, beneficiem de tais puxanços.

Pensa que o poder que age a soldo do senhor Godinho é ordinário e criminoso.

Finalmente, pensa que é injusto que, sendo à sua maneira útil à sociedade, o senhor Godinho apanhe com a severidade do Código Penal no focinho, enquanto os demais se vão safando, ou safando mais ou menos.

 

Mas que interessa a ínvia opinião do IRRITADO?

 

30.10.10

 

António Borges de Carvalho



11 respostas a “DESONESTOS PENSAMENTOS”

  1. Como eu o compreendo. Também dou por mim, muitas vezes, a pensar se não seria preferível alinhar pelo pensamento de toda esta súcia socialista e deixar andar em vez de me irritar, como o Irritado. Mas depois ocorre-me que esta gente não vale que eu polua a minha alma nem perca o meu tempo. Infelizmente a hora é destes anões morais e impotentes mentais. E também daqueles que os elegem para instaurar um país onde se viva ao sabor dos seus corruptos valores, de ignaros que apenas sabem tartamudear os truísmos que alegram os tecelões desta vida. E aí tem o Irritado tem toda a razão: como os “valores” se inverteram, quem pensa que os desonestos devem ser punidos… acaba por ter “pensamentos desonestos”. Vem a propósito lembrar que São Tomás de Aquino escrevia que só existem 3 valores: o amor a Deus, o amor à Verdade e o amor ao próximo. Bem se percebe porque a Europa descristianizada está agonizante. Para este escroque socialista que usurpa o seu cargo de primeiro-ministro através de eleições fraudulentas (mentir ao eleitorado sobre as contas do Estado é fraude e esse homem não tem feito outra coisa), para a sua rasa escala de valores o que interessa é ter uma off-shore onde guarda escondidamente dinheiro ganho sabe-se lá como, ter um andar em Lisboa, usar uns fatos de marca e outros desejos ao nível do seu escasso valor.Todos sabemos de antemão (nós, os juízes e os políticos criminosos) que tudo vai dar em nada. Já aceitamos isso com a maior naturalidade, é mais uma bela conquista de Abril. O que nos degradámos nestes últimos anos é simplesmente aterrador. Aquilo que a tal sociedade civil – de que tanto se fala porque não aparece nunca – deveria fazer era imitar a iniciativa da Islândia e levar a tribunal estes ministros, com o primeiro em primeiro lugar.Na infografia falta a fotografia dele, pois onde aparece Vara – ao que sei, degradado em África, como o Zé do Telhado (em pior) – Sócrates anda fatalmente por perto.Gestores subornados por um sucateiro – eis aí uma bela alegoria do que este regime vale.

    1. Avatar de Carlos Monteiro de Sousa
      Carlos Monteiro de Sousa

      Meu caro ManuelBTem toda a razão do Mundo,assim como o Irritado que o inspirou.CumprimentosCarlos Monteiro de Sousa

  2. Já cá faltava o sacristão para dizer AMEM.Deus os fez, deus os juntou!Como se eu não soubesse ao que vêm.

    1. Avatar de Miguel Bombarda
      Miguel Bombarda

      E,naturalmente,aparece o lacaio dos corruptos a asnear…

  3. O esforçado Tecelão é um interessante “case study” do oco poder da ignorância a alastrar. Todos sabemos que a ciência e o conhecimento têm progredido – mas o desatino e o analfabetismo vão-lhe no encalço, quando não os ultrapassam. E sempre a puxar para baixo. Pela forma desabrida e pouco cerimoniosa como trata os outros, o Tecelão mostra julgar, na simplicidade do seu espesso raciocínio, que por saber ler e escrever já sabe tanto como todas as outras pessoas que sabem ler e escrever. Não sabe – porque escrever com erros é afinal não saber escrever.Leu há uns anos nos jornais que era livre de falar porque uns capitães, muito heróis (como dizia o poeta “cujos filhos hão-de morrer espanhóis”) lhe tinham, num tempo em que tudo tem o seu preço, graciosamente entregue essa etérea dádiva da liberdade, que ele malbarata quanto pode. Os capitães queriam menos ordens e mais ordenado. O Tecelão quer falar e dizer. Infelizmente os capitães, se lhe deram alforria de forrica, não lhe deram um conselho: que para falar é melhor aprender a ouvir e para dizer convém que saiba pensar. Por alguma razão se diz que a asneira é livre. É muito conhecida a asserção “as grandes inteligências interessam-se pelas ideias, as pessoas de médio intelecto falam só de factos e os de juízo inferior não vão além de murmurar sobre pessoas”. Pois o afoito Tecelão entra nesta sala, na maioria das vezes, não para partilhar a sua opinião sobre os interessantes posts do Irritado – mas para atirar-nos umas chufas, que é aquilo que está ao alcance da sua educação e entendimento, uma e outro de acanhada medida, como ele se empenha em nos patentear, semana após semana. Boçalmente bolça as suas inânias com o ar pimpão de um sapateiro que nem sabe o que é ou para que serve um rabecão. Hoje logrou erguer um pouco mais alto a fasquia da asneira, ao conseguir alojar uma calinada num exíguo vocábulo que não vai além de quatro letras (ou seja, tinha pouco por onde errar) e que sucede ser talvez a palavra mais universal, mais comum em todo o Mundo. Biliões de pessoas pronunciam a todo o momento (milhares de vezes nas suas vidas) a palavra “ámen” (ou mais irregularmente “amém”) que significa “assim seja”. Mas para expressá-la, o mal-asado Tecelão socorre-se de uma forma verbal do verbo “amar”.Logo após espalhar-se ao comprido (o que sucede com alguma frequência) vangloria-se, espertalhão e confidencial, de saber “ao que vimos”. Logo ele, que sabe tão pouco de quase nada.

    1. Mais uma vez, caro ManuelB, não dê pérolas a porcos.

      1. O verdadeiro caso para estudo,porque patológico, é você.Quem se desunha para tentar demonstrar a inferioridade intelectual e cultural de outro em relaçãoa si,está a projectar nele os seus próprios sentimentos de inferioridade.Estamos portanto perante um complexo de superioridade que se manifesta por atitudes de arrogância intelectual.Deserdado confesso do antes do 25 de Abril,arrasta por aqui,como outros,e seu ódio mesquinho,sem ter um pingo de lucidez para perceber que o mundo não anda para traz.O seu ÁMEN,mais não é que o pretexto que sempre procura para dar brilho á sua insigne inteligência e do saber sem conta.Ao contrário de si,não ouso ensinar-lhe nada,mas com o devido respeito,para não me chamar grosseiro,aconselhava-o a consultar um psicólogo,verá que lhe faz bem!!!

  4. Realmente “o mundo não anda para traz”. Deveras não anda, porque não pode. É de todo impossível à humanidade deslocar-se para uma forma verbal no presente do indicativo da 3ª pessoa do singular do verbo trazer.O douto Tecelão continua a desarrazoar. Para além de se perder em irreflectidos oximoros, desacerta na ortografia, nos raciocínios e nos diagnósticos.Presumo que o nosso complexado comentador quisesse dizer “trás” (preposição). Não é necessário desunhar-me para demonstrar aquilo que é patente. Todo o esforço reside em tentar perceber aquilo que ele pretende dizer.

    1. De oximoros está o “mundo cheio”,mas já que tanto o incomodam,ofereço-lhe este pratinho.Amor é fogo que arde sem se ver, É ferida que dói, e não se sente; É um contentamento descontente, É dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder. É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata, lealdade.Deter-se nas minhas falhas ortograficas,e delas fazer alarde,é indubitavelmente um caso que nos remete para a esfera do “behaviorismo”.E o complexado sou eu!!!

      1. Caro Tecelão, isto começa a tornar-se embaraçoso, até para quem está de fora. É como assistir a um jogo entre o Barcelona, e a equipa de futebol da ACAPO. Sei que atravessa uma fase complicada, porque o desgoverno paga-lhe por um lado (a avença), mas tira-lhe cada vez mais pelo outro (retenções nos recibos), mas não é caso para se esfarrapar desta maneira. Tenha calma, tenha tino: aqui, já não precisa de provar nada. Acredite.

        1. Isto começa a parecer-me uma congregação de virtuosos, que vêm aqui sofrer as dores de parto dos outros correligionários.Eu esfarrapo-me é para entender onde é que você quer chegar com a sua vituperação constante.Quando era pequenino nunca lhe puxaram as orelhas?Fique descansado que eu tambem não o farei.Mas que anda a pedir um puxão de orelhas,lá isso anda!!!

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