O jovem turco do PS, António José Seguro de seu nome, rapaz cheio de ambições e a espirrar moralices por todos os poros, revoltou-se, inchado de razão, contra o ordenado anual do Dr. António Mexia.
Independentemente de discutir as razões ou a falta delas da indignação do remexido político, pergunta-se o IRRITADO sobre os altos critérios de que se terá servido para a escolha do seu alvo.
É que, como toda a gente sabe, há pelo menos umas largas dezenas de Antónios Mexias por esse país fora, a maior parte deles camaradas do PS, muito seguros na coisa pública.
Então porque se indigna o Seguro, com tanta segurança, com os rendimentos do homem? Porque não se indigna, por exemplo, com as gorjetas do boy Soares, o da PT?
Porquê se, ainda por cima, o Mexia tem algumas realizações no currículo. O outro, e tantos outros, só têm militância socretina.
Esta segura selectividade (é bom não esquecer que o Mexia foi ministro do PSD) cheira a porcaria que tresanda.
Será que, seguramente, o Seguro tem algum candidato mais seguro (entenda-se do PS) para pôr em segurança no lugar do Mexia?
Não há moralidade, mas há muito quem coma. O Mexia, apesar de ter sido seleccionado pelo Seguro, não é, seguramente, dos piores.
8.4.10
António Borges de Carvalho

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