Em plena Lisboa, a Zona de Protecção Verde ao Eixo Norte-Sul está a ser destruída, as árvores arrancadas, o coberto vegetal arrasado, magna, impressionante e extraordinária malfeitoria.
Coisa de gaioleiros, de patos-bravos sem escrúpulos, de especuladores imobiliários, dos suspeitos do costume, dirá quem me lê.
Erro, meus senhores, erro crasso: trata-se da construção de uma escola!
A Parque Escolar, jovem empresa de capitais públicos (ou pública?) no seu melhor, a mostrar que, na asneira, de pequenino é que se torce o pepino.
Uma escola em cima do nó rodoviário de maior tráfego do país, com a maior concentração de emissões de gases de escape e de ruído!
Vejam bem. Tudo sob o olhar terno do Costa, do Fernandes e da camarada Helena, todos a proteger, com paternal olhar, o tipo da retro-escavadora que, dirão as más-línguas, ganha à tonelada.
Ou será que o Fernandes morreu? Não se perdia grande coisa, mas não é ocorrência que se deseje. Estará de licença sabática, a escrevinhar alguma memória descritiva para os projectos do Camarada Ribeiro Telles?
Ou está na jogada? Convenhamos que esta é a hipótese mais provável. O que muito nos diz sobre o carinho com que o fulano trata a cidade.
Mais um aldrabão nato que o socialismo acolheu.
8.4.10
António Borges de Carvalho

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