IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


“SAUDÁVEL” REFERENDO

 

O senhor Silva, médico de profissão e chefe incontestado da classe, viciado politicão esquerdista, primeiro homem em Portugal a confundir uma ordem com um sindicato, desdobra-se em iniciativas políticas da mais primária imaginação, com o denominador comum de ser todas contra o governo, faça este o que fizer.

A última é capaz de pôr às gargalhadas o mais sisudo. O homem propõe que se faça um referendo, a fim de que os cidadãos se pronunciem sobre aquilo a que o governo chama uso adequado dos medicamentos e a que ele chama racionamento. Presume-se que a pergunta seria : acha que os medicamentos devem ser racionados? SIM ou NÃO? Pergunta inteligente, como se vê, já que o NÃO estava garantido à partida, e por larga maioria. Seguir-se-ia, em grau mais elevado, a rebaldaria medicamentosa a que a joint venture médicos/laboratórios nos habituaram durante tantos anos. Ele, Silva, que até se diz admirador do ministro da saúde, acha que a política de poupança nos medicamentos está errada.

O IRRITADO, como em 99% dos casos, não está de acordo com o Silva. Na sua qualidade de consumidor habitual de várias drogas, tem visto a factura da farmácia descer, e descer muito, ao longo dos últimos meses. Se ainda há quem não tenha dado por isso é porque, felizmente, ainda há muita gente com saúde. Por outro lado, quando se fala em certa moderação no receituário de remédios caros para doenças graves é, evidentemente, porque há abusos na matéria, não porque se pretenda aumentar o sofrimento ou diminuir a vida da quem tem a desgraça de precisar deles.

Por isso que as opiniões, receitas e diatribes do Silva, deste feita referendárias, mereçam o destino adequado: o caixote dos disparates e dos adeptos do botabaixo.

 

4.1.13

 

António Borges de Carvalho



6 respostas a ““SAUDÁVEL” REFERENDO”

  1. Nem mais.Novamente parabéns pela sua crónica. (ou será “posta”? É que posta lembra-me sempre aquelas postas de bacalhau num alguidar de barro às portas das mercearias e que “in illo tempore” se comprava por vinte e cinco tostões

  2. Ontem estava aqui um post, ou posta, a criticar a insistência do Governo na alteração das indemnizações por despedimento; estranhamente, desapareceu – e o meu comentário desapareceu com ele. Já não me lembro de tudo o que escrevi, por isso aqui fica o essencial: Parece que o ministro MIGUEL RELVAS e os ex-ministros DIAS LOUREIRO e JOSÉ LUÍS ARNAUT – três compinchas do nosso PM – passaram os últimos dias do ano no luxuoso Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. O preço médio por noite é de 800 euros, sem taxas de serviço ou pequeno-almoço, e sobe bastante em época alta, como no Ano Novo. O Doutor Relvas ganha bem, e o Sr. Arnaut não lhe fica atrás; já o Sr. Loureiro, como se sabe, não tem rendimentos ou bens em seu nome. Logo, os primeiros devem feito uma vaquinha para lhe pagar a estadia. É bonito ver bons amigos assim juntos (só faltou o Sr. Passos Coelho), e não se pense que é algo invulgar: ainda há alguns meses, li numa notícia discreta que o Doutor Relvas e o Sr. Arnaut foram vistos em amena cavaqueira, num restaurante muito “in” de Lisboa, com… ARMANDO VARA. Como se vê, temos uma “elite” muito ecuménica… ——————— Mas há mais: o Tribunal de Contas denunciou que este Governo laranja, embora muito “sério” e “transparente”, também não divulga os gastos dos gabinetes ministeriais. Ora, como já conhecemos as boas práticas do Doutor Relvas – basta recordar as viagens-fantasma paralamentares – é provável que tenhamos sido NÓS a pagar este regabofe. Num país em recessão profunda, cada vez mais miserável, é confrangedor verificar que continuamos a “viver acima das nossas possibilidades” – até pagamos hotéis brasucas de luxo! Estes contribuintes tugas não têm mesmo emenda… não acha, Irritado?

    1. O post a que se refere foi apagado por mim, já que vi números publicados que contradizem os que utilizei. Assim, tive receio de estar a faltar à verdade. Se tiver novidades mais credíveis voltarei ao assunto.Quanto às férias e aos almoços a situação é a mesma. A ser verdade o que v. diz, é um descoco.Tribunal de contas: v. segue a ditadura da imprença, isto é, retira o que lhe convém do que disse o Tribunal. Se lesse tudo talvez tivesse outra opinião.

      1. F. BastosA minha vergonha pela “imprença”!

  3. MARPMovimento de Apoio Relvas a Presidente da República

  4. grande posta!… Também seria interessante, porque ele tanto fala sobre a distribuição de sacrifícios, perguntar ao Sr Presidente: podia revelar aos portugueses que cortes foram implementados no Palácio de Belém?http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/01/da-constitucionalidade.html

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