IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


SALAZAR ESTÁ VIVO

Diz-se, com foros de verdade, que Oliveira Salazar, quando lhe disseram que devia haver petróleo em Portugal, comentou: “Só me faltava mais essa!”

Uma pequena frase que bem ilustrava a filosofia do “pobrezinhos mas honradinhos” ou do “produzir e poupar”, tão caros à II República.

De petróleo, nem falar!

A central nuclear de Ferrel foi abandonada, julgo que já durante o consulado de Marcelo Caetano.

É certo que a II República nos livrou da guerra e do comunismo que assolava a Espanha, com as consequências que se sabe. Mas “livrou-nos” também da modernidade, da riqueza que alastrou na Europa democrática depois da II Guerra. Manteve-nos em apagada modéstia, sequestrando-nos com isso as liberdades e mantendo-nos imóveis em relação à necessidade de resolver a questão do Império em condições aceitáveis.

Passados mais de quarenta anos da III República, a filosofia do imobilismo salazarista continua, triunfante e barulhenta.

A barragem de Foz-Coa, por obra e graça do doce imobilista chamado Guterres, foi sacrificada à “cultura”: em vez de retirados os bonecos para um museu, deitou-se fora muitos milhões de contos e arranjou-se lá no sítio uma imponente máquina de sorver dinheiro dos impostos.

O nuclear, fonte de energia barata, não poluente e segura, foi definitivamente posto de lado por douta decisão do senhor Pinto de Sousa, dito engenheiro Sócrates.

A prospecção de petróleo – a 40 quilómetros da costa!!! – foi vítima de hordas de eco-estúpidos em fúria.

A procura de gás de xisto parece já estar posta de lado, arredada pelo politicamente correcto, que diz poder ser prejudicial a “eventuais(!) estações arqueológicas que possam existir no trajecto”.

A somar a isto, leiam no “Publico” a parangona de hoje: Minas de lítio enfrentam movimento nacional de protesto. Lá se vai mais uma maneira de fazer crescer a economia, sacrificada esta às arrancadas de gente convencida que vai arrefecer o planeta, coitado, que se está borrifando para ela, ou a outra coisa qualquer, ilusória ou aldrabófona, veiculada pelas modas em vigor.

 

Salazar está vivo e de boa saúde!  

 

14.5.19



3 respostas a “SALAZAR ESTÁ VIVO”

  1. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    ‘É certo que a II República nos livrou da guerra e do comunismo que assolava a Espanha, com as consequências que se sabe.» Será possível informar quais as ‘consequências do comunismo que assolava a Espanha’? Grato. Quanto à oposição a petróleo, centrais nucleares, minas de lítio, é certamente motivado em parte por aquilo a que os ingleses chamam NIMBY – Not In My Back Yard – mas também por preocupações ambientais que, goste ou não, se vão tornando cada vez mais fortes e universais. A história do ‘investimento’ que devemos conquistar a todo custo – lembra a mítica ‘confiança dos mercados’ – e do crescimento infinito, num planeta finito e a saque pelos 0,1% que mandam nisto tudo, não pode durar para sempre. Muitas pessoas já percebem que tem de haver outras prioridades. E ainda bem. Acresce outro factor, sobretudo no caso do petróleo: tudo isso que nomeia só é realmente bom para os mamões que se enchem à pala disso. Eles é que mamam, eles que é ganham. O cidadão comum ganha pouco ou nada.

    1. Pois. Quanto à Espanha, leia a história da república espanhola.Quanto ao resto, fiquemos na nossa apagada e vil tristeza, convencidos de que vamos “salvar o planeta”. E a regurgitar de ódio a quem se atreva a querer fazer alguma coisa. De resto (os figurões), dou-lhe alguma razão. Mas não há só joio. Há por aí muito trigo. O problema é que não gostamos de pão.

  2. A história do Hospital de Santa Maria remonta a 1934, aquando da aprovação do Decreto-Lei relativo à criação da comissão administrativa dos novos edifícios universitários, presidida pelo Professor Francisco Gentil. Esta comissão seria, então, responsável pelos edifícios que iriam albergar os hospitais escolares, tanto em Lisboa como no Porto. O então Hospital Escolar de Lisboa foi concebido pelo alemão Hermann Distel em 1938 e a sua construção iniciada em 1940, no Campo Grande. A obra foi concluída em 1953 tendo sido na altura considerada uma das maiores realizações do Estado Português até então.

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