IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


ROMPER, ROMPER!

 

Ao aproximar-se data em que faz 30 anos que Sá Carneiro morreu, é capaz de valer a pena pensar um bocadinho sobre o que, com ele, tivemos, e sobre o que, sem ele, hoje temos.

 

 *

Sá Carneiro comandou uma rotura. Rotura com o comunismo institucional, rotura com o socialismo dito democrático, rotura com um passado recente feito de tentativas totalitárias e de tibieza política nas subsequentes “soluções”.

Afastada a aterradora ameaça do sovietismo, importava dar sentido de liberdade à democracia, manietada que continuava por uma superestrutura eivada de preconceitos e de complexos.

Sá Carneiro não contemporizava, nem com o comunismo nem com o socialismo, nem com a continuidade, com vestes democráticas, da ordem instituída, inspirada pelo bolchevismo.

Por isso que tenha decidido e comandado o movimento libertador da AD, que tenha apostado na criação de uma sociedade sem garrotes estatais, coisa a que, durante muitas décadas, com um sinal ou com outro, a sociedade portuguesa se habituara.

Seria trabalho para uma geração. Mas era preciso começá-lo quanto antes.

Batido por ventos e marés, traído por até aí insuspeitas figuras do seu próprio partido, peado por problemas de saúde, Sá Carneiro não transigiu, não tergiversou, não desistiu.

Pouco mais de um ano depois de chegar ao poder, no auge de mais uma rotura, embrenhado na luta contra a continuidade socialista, bem ou mal corporizada pelo General Eanes, Sá Carneiro era assassinado. Ou era vítima de acidente – para quem em tal queira acreditar.

 

No princípio da AD, quando o movimento de apoio popular era já gigantesco, lembro-me de descer a Avenida da Liberdade com ele, na primeira grande manifestação de rua. À frente, um grupo de Zés-Pereira ribombava tambores. O ambiente era de exaltação, de júbilo, de esperança.

Junto de mim, Snu estava inquieta.

Lembro-me, como se fosse ontem, de lhe ter perguntado a razão do seu ar aflito. Sabe, disse ela, estes tambores, esta multidão, em vez de me alegrar, traz-me um cheiro a tragédia. Tenho a sensação de marchar, não para o triunfo, o futuro, mas para o cadafalso, o fim.

A minha juventude entusiástica respondeu com uma ironia qualquer. Só mais tarde viria a compreender a terrível premonição.

 

* 

Nos tristes dias que agora vivemos, um sem número de sabichonas vozes dedica-se ao fabrico de mezinhas para resolver os nossos problemas.

Ele é a “grande coligação”, ele é o “bloco central”, ele é o “acordo parlamentar”, o “pacto de regime”, o diabo a quatro.

 

Mais uma vez a resposta adequada ao estado em que estabilidade quer dizer crise – a única coisa estável que por cá temos – não é a das sabichonas vozes que se recreiam com cenários, que congeminam soluções. Soluções para quê? Para dar ainda mais continuidade a todas as crises em que estamos mergulhados? Para manter os mesmos actores, ainda que assessorados por novos? Para mudar algumas moscas em vez de limpar a casa?

 

Não. Não é disso que Portugal precisa. Precisa de rasgar, romper o colete-de-forças que o manieta, colete que a III República criou e do qual acabou por nunca se livrar, colete servido por políticos que, ao contrário de Sá Carneiro, se revêem, como Marcelo Caetano, numa espécie de “evolução na continuidade”.

Quem será capaz de tal rotura? Quem poderá ter a força moral, a tenacidade, a coragem, a temeridade de Sá Carneiro? Quem será capaz de denunciar o socialismo em todas as suas formas, até na sua forma “cristã”, mesmo que para isso tenha que assumir a sua própria tragédia?

 

Eis a pergunta que devíamos fazer, em vez de andar à procura de bengalas para estabilizar a desgraça.

 

16.11.10

 

António Borges de Carvalho



23 respostas a “ROMPER, ROMPER!”

  1. Sá Carneiro é o maior “bluff” da nossa história politica comtemporânea.Deputado da ANP,numa denominada ala liberal(?),depois do 25 de Abril com mais umas figuras do norte criou o PPD,onde foram integrados a maioria dos quadros da ANP.Ou seja;o PPD foi o herdeiro natural da defunta ANP. Logo se percebeu que aquele partido nada tinha de social democrata,bem tentou aderir á familia social democrata europeia sem nunca o ter conseguido.Nem mudando o nome para PSD,o levaram a sério.A prova disto é vermos com quem se coligam no parlamento europeu.O grande sonho de Sá Carneiro,era uma maioria na AR,um governo e um presidente.Daí a escolha da sinistra figura de Soares Carneiro para PR.Morreu prematuramente,não teve tempo de provar nada,para além de criar a AD,passou o resto do tempo a tentar pôr ordem no saco de gatos que era (é) o PPD/PSD.Atribuir a Sá Carneiro e suas hostes a defesa da democracia contra ensaios de totalitarismo do PCP,é negar a história.Quando foi preciso vir para a rua dizer,BASTA,acobardaram-se,alguem lutou por eles.Para dar á figura um certo ar romântico quiçá mistico,vão sempre alimentando a tese de assassinato,nunca foi provado nem demonstrado,mas este limbo serve-lhes bem,têm o seu mártir.Snu,aqui não foi referida como amante de Carneiro.Lembro-me que o mesmo autor deste escrito,ainda há bem pouco tempo destratava,amesquinhava e insultava aqui Cãncio, por ser companheira de Pinto de Sousa.Como eu gosto de si!!!

    1. Avatar de Carlos Monteiro de Sousa
      Carlos Monteiro de Sousa

      Sr Daniel TecelãoTal como no antigo Liceu os ensinamentos começavam por “tomemos uma proveta”,começo pelo bluff que,na sua opinião,é Sá Carneiro.Sá Carneiro só se torna um bluff pela exaltação de qualidades que ele não tinha,não queria e,algumas delas,desprezava, com que a sociedade portuguesa foi bombardeada após a sua morte pelos que o traíram enquanto foi vivo,ùnicamente por querer bem a Portugal.Diz o senhor que o PPD integrou a maioria dos quadros da ANP…diga-me uma coisa,sr Tecelão,não terá mais dignidade um antigo quadro da ANP integrar o PPD do que outros quadros da ANP que se inscreveram e militaram em Partidos como o PS,o PCP e os mais comprometidos em grupos de extrema esquerda?Sabe, conheci pessoas que nunca ninguém tinha desconfiado que fossem defensores de liberdades,quer fossem pessoais ou cívicas,até ao dia 26 de Abril de 1974 onde,na rua,gritavam a plenos pulmões os chavões do subdesenvolvimento…”o povo unido…”,”soldados e marinheiros…” (esta última,só soube depois porquê).É verdade que Sá Carneiro tentou entrar para a família Social Democrata Europeia mas é preciso,também,dizer que foi uma decisão destinada a proteger o PS,a pedido de Mário Soares que temia a vulgarização do seu Partido que,não se esqueça, estava conotado com dissidentes do PCP e depois atente que a Família era encabeçada pelo Palm,Brandt,”mon ami”,só para nomear os principais.O PPD/PSD não entrou mas não perdeu grande coisa quem perdeu e muito foi Portugal e os portugueses que,ainda hoje,com Pinto de Sousa,seus seguidores e seus “boys” sentem a “social democracia” na versão Mário Alberto.Oh senhor Tecelão,não ouve nenhum BASTA nem na rua nem em casa em Portugal.Se tivesse havido,o apelo do falecido Melo Antunes não seria ouvido e,portanto,o rumo deste País teria derivado para destino diferente daquele que essa gente nos esteve e está, PERMANENTEMENTE,a indicar.Com respeito a “amantes” é um tema tão complicado como o cérebro humano.Mas deixe-me que lhe diga que a falecida Snu nunca veio a público dizer que não gostava de ser conhecida como companheira de Sá Carneiro.Sempre é outra classe,não é verdade,sr Tecelão?Meu caríssimo Irritado,agradeço-lhe a oportunidade que me deu,através do deu blog, de transmitir ao sr Tecelão,se ele percebeu o que escrevi,que o que se passou em Portugal depois do 25 de Abril de 1974 teve a ver com o complexo de esquerda que tomou conta dos portugueses sem perceberem o significado de esquerda e,portanto os pobres analfabetos queriam tudo menos serem associados a uma ligação,mesmo que muito superficial,com o regime político onde viveram.Os mais envergonhados foram para o PS.Segundo o que se soube os “pides” foram para o PCP e ficaram todos branqueados,isto para não falar de jornalistas que tentam transmitir a ideia que não se escrevia,que não havia jornais antes do “evento”.Enfim,meu caro…Melhores cumprimentosCarlos Monteiro de Sousa

      1. Caro Carlos Monteiro de SousaObrigado pelo esclarecimento que, a propósito do meu post, prestou ao Tecelão.Não sei se vale a pena, já que o homem é de uma casmurrice verdadeiramente fora do comum. Mas é bom para outros leitores.Desde que ele usou, contra mim, a linguagem própria da sua mentalidade, deixei de lhe responder. O homem, comigo, pode ser ordinário à vontade. que não gastarei mais tempo com as suas fixações.M. Cump.ABC

        1. Obrigado pelo esclarecimento?Mas este sr esclareceu alguma coisa?É bom para outros leitores.Qual leitores,os que por aqui passam?Eu devolvo-lhe o casmurro,e não se queixe da linguagem,quando é você que cultiva aqui um estilo arruaceiro e utiliza uma linguagem desbragada.Quem semeia ventos……………

      2. Acho que você tem o sotão das recordações mal arrumado.É verdade que a canalhada salazarenta no 25 de Abril, se infiltrou em tudo o que era partido para se safar,mas os presidentes de câmara,regedores,presidentes de junta,e todos os pequenos caciques foram arregimentados pelo PPD.

  2. Avatar de Tecer aldrabices
    Tecer aldrabices

    Não é casmurro, é um apêndice da canalha do socialismo da treta e da aldrabice que afundou o país. Na sua moral fortemente religiosa, está indignado pela relação de Sá Carneiro com Snu . Os seus elevados padrões apenas prevêem a bênção para exemplos como Pedroso, Ferro, Gama e quejandos. Com a aprovação de casamentos de “deficientes sexuais”, essa grande conquista civilizacional, pensei que estivesse mais ocupado…

    1. Mais um que veio aqui vomitar!!!

      1. Por falar em “vómito”.Caro (perdão, Barato) tecelão, certamente percepcionou o título deste “post”! Exactamente, “ROMPER; ROMPER!”! Confesse lá, é a palavra “mágica” que o faz “levantar”, melhor dito, ficar de 4!!!Na verdade, depois de ficar de quatro, ficou “roto” e veio para aqui “vomitar”!

  3. Já que recordou Sá Carneiro… Gostaria muito de saber o que pensa o Irritado, do seguinte blog: http://ofimdademocracia.blogspot.com/ Tem um único tópico, bastante longo, e profusamente ilustrado. Apesar da extensão, lê-se bem… Cumprimentos.

    1. Mais vale tarde que nunca.Obrigado pela sua recomendação. Acabo de passar os olhos pela “reportagem” sobre as armas para Irão/iraque, onde li muita coisa que já sabia, outras que acreditava ser possíveis, etc.. Confesso que é muita areia para a minha camioneta.Mas corrobra muita coisa que.legitimasmente, podemos pensar sobre muita gente…

  4. Não sou exactamente um fã incondicional de Sá Carneiro mas revolta sempre ver um homem de coragem, inteligência, valor, integridade, amor à sua terra – e que foi assassinado por isso mesmo – ser depreciado por alguém que é a sua reles antípode. Já o disse antes, Fradique Mendes chamava “sentir sulcos na alma” a essa repulsiva sensação que é ouvir um biltre sem porte opinar obliquamente sobre uma pessoa superior, em termos que deixam entrever todo um mundo de canalhice.Apetece puxar o autoclismo.

    1. Ora cá está ele!E o que vem dizer de substância?Que Carneiro foi assassinado.Decididamente,puxemos o autoclismo!!!

    2. Caro Manuel,Já que o Irritado (até agora) não me respondeu, pode dizer-me o que pensa do conteúdo deste blog: http://ofimdademocracia.blogspot.com Grato, FB

      1. Caro Filipe,O artigo é muito interessante. Não traz enormes novidades mas tem o grande mérito de relacionar de uma forma diferente e inteligente factos conhecidos que a esta nova luz corroboram aquilo que todos (excepto aqueles a quem convém negar a evidência) sabem há muito: que Camarate não foi acidente.Foi uma “coincidência” que deu jeito a muita gente, desde os americanos ao MFA e a Soares, esse lacaio de Carlucci, em quem eles apostaram precisamente porque por dinheiro o homem faz tudo o que se lhe mandar, bem ao arrepio de Sá Carneiro.Na noite em que o avião caiu, vestido de luto, Freitas jurou descobrir toda a verdade, sem rodeios. Como ele é um homem de palavra, é só esperar mais uns tempos…Um abraço amigo doManuel

        1. Caro Manuel,Se a morte de Sá Carneiro deu jeito a tanta gente, não deu também a certa facção do próprio PSD? Como sugere o artigo, não foi Cavaco cúmplice do atentado, por omissão, e não foi um dos principais beneficiados, senão o maior – pelo desaparecimento do líder natural do partido? Sá Carneiro era a força motriz do PSD, tão respeitado quanto contestado, e era sobretudo imprevisível, difícil de controlar. Já Cavaco… O que teria sido a carreira política de Cavaco, sem o seu assassinato? Nunca saberemos. Uma coisa parece certa: em toda esta história, tão mal contada, é impossível olhar para Cavaco à mesma luz. E outra ainda: vendo o percurso de Sá Carneiro, dá certa vontade de rir, ver a submissão ritual e zelosa de certa ortodoxia do partido, à sua memória. Como se Sá Carneiro fosse o elo condutor do PSD, o seu redentor e conciliador. Na verdade, ele teria as suas ideias para o país, mas foi tudo menos conciliador: como o Irritado (bem) escreveu, a sua divisa seria “Romper, Romper!”… exactamente o oposto, do PSD que tivemos depois dele. Não concorda? Um abraço,FB

          1. Caro Filipe,No que respeita a este assunto só posso falar pela rama, como quase toda a gente que fala dele. Os que sabem a sério sobre a matéria, são precisamente esses que estão calados.É um pouco como o que me sucedeu este fim-de-semana, ao entrar num café de uma aldeia, com meia dúzia de casas, perdida no Alentejo. Um eleitor ventripotente, um tanto oleoso, de palito na boca, atendia ao balcão. Como na televisão estavam a transmitir a cimeira da OTAN, tive ocasião de observar um taberneiro a dissertar de cátedra sobre geoestratégia e outros assuntos militares só acessíveis a generais – e taberneiros “de esquerda”.Com outros contornos, não é nada que não se veja por todo o lado, até mesmo aqui. E quanto mais inscientes – a ponto de desconhecerem a sua própria ignorância – mais afoitos a alvitrar.Voltando ao assunto, cá no meu fraco entender, se Cavaco ganhou com a morte de Sá Carneiro, tenho as maiores dúvidas que houvesse participado nela, nem por omissão. Do que me lembro, foi o grupo de Santana e Marcelo quem lançou Cavaco, que era um apagado ministro sem a menor projecção política.Daquilo que me lembro também, Pinto Balsemão foi um dos maiores perseguidores de Augusto Cid, que lutou quanto pôde contra a tese de acidente.O facto de Balsemão pertencer ao grupo de Bilderberg, de que Kissinger também é “sócio”, isso sim, já pode explicar alguma coisa.Para mim, acho essas “altas manobras” muito acima da capacidade e conhecimentos de Cavaco.Quanto a se ter transformado Sá Carneiro na “santinha da Ladeira”, é um fenómeno muito indígena, para consumo das massas com carências afectivas: Delgado e Catarina Eufémia são só dois exemplos. Sá Carneiro tinha os seus atritos com o partido exactamente por se opor aos tais “barões” que não querem saber do partido para nada, menos ainda do País. E em política (ao baixo nível que por cá se pratica) ou se transige com tudo, desde princípios, meios e fins – ou então mais vale retirar-se. Quando isso não acontece, é-se “retirado”.Finalmente, repugna ver homúnculos moralmente mirrados menoscabar o seu nome, ainda que seja um espectáculo tão antigo – mas não menos ascoroso por isso – como os ratos rstejando por entre as campas do cemitério.Um abraço amigo doManuel

          2. A minha vénia aos os seus comentários, que é um gosto ler.

          3. Caro XXI,Muito obrigado pelas suas palavras. Uma vénia para si também, este lado do monitor e via satélite.Manuel

          4. Errata: onde se lê “este” deve ler-se “deste”.

  5. O tecelão é biltre?!Ué! Quando foi promovido?Pensava que o farsante do dono tinha congelado as progressões na carreira.

  6. Como é possível que os “entrolhos” consigam fazer com que uma “obtusa criatura”, venha para aqui emitir opiniões que não passam de verdadeiras diarreias mentais?…Só para esclarecer acerca de personagens sinistras do tempo da “outra senhora”, faço saber que aquando da minha vida militar, em Angola, estive numa Unidade em que existia um senhor Capitão (da academia), que era comandante de uma das companhias, e que em dada altura, entendeu que eu era comunista, e como tal, decidiu denunciar-me à 3ª Rep. da Região Militar de Angola (Repartição Subconfidencial daquela Região, que tratava de todos os assuntos relacionados com subversões, deserções, infiltrações, etc.), que, como era da praxe, procedia a interrogatórios, e, no caso de se tratarem de “comunistas”, solicitava a competência da polícia política (DGS) para que estes conduzissem a seu belo prazer esses mesmos interrogatórios.Este senhor Capitão, era como que uma espécie de consciência do Regime na tropa, e na maior parte dos casos, “bufava” sempre que alguém ousasse expremir alguma opinião que saísse do que era convencionado falar acerca do regime. (Acrescente-se que o objectivo principal da sua vida era chegar ao mais elevado cargo que a tropa pode propiciar).Entretanto saí da tropa, e nunca mais ouvi falar no referido senhor. Eis quando chega 1974, vejo o dito (já como Major), como membro do MFA, e um dos protonistas mais assanhados da “Ala Esquerda” do mesmo movimento, e que, fora logo graduado em Brigadeiro, comandante de uma das Regiões Militares de então e mais tarde até foi proposto pelo sr Dr. Alvaro Cunhal para governador Civil do Distrito mais Comunista do País e, segundo julgo saber, fora proposto para candidato a Deputado do PCP.Noutra Ocasião, já fora da tropa, estava eu em Luanda e tinha o meu circulo de amigos, especialmente gente jovem, em que se falava de tudo e de mais alguma coisa, nomeadamente das nódoas do Regime. Acho que na altura eu me expressava demasiado, para aquilo que era permitido fazer, e vai daí, um dia chego a casa e vejo o meu apartamento completamente revirado do avesso, e, em cima da cama estava um convite muito especial que dizia mais ou menos o seguinte:-… A fim de nos prestar alguns esclarecimentos convidamo-lo a visitarnos na Rua Diogo Cão, nº (?) em Luanda ás tantas Horas (do dia seguinte). Mais informamos que lhe requisitamos uns livritos que existiam ´nessa sua resídência, que, certamente não lhe farão falta. (Por acaso, de entre eles estva “O CAPITAL” de Karl Marx, e muitos outros de outros autores muito proscritos)Isto foi a consequência de uma denúncia que acabei por identificar.Entre as 4 ou cinco pesoas que promoveram este “serviço cívico” a “Bem da Nação”, contava-se uma senhora que na altura era ainda bastante jovem, (mas muito bonita), que também perdi de vista. Um belo dia, numa das minhas visitas ao Parlamento, saio e na entrada da Rua de São Bento, vejo uma bela jovem muito sorridente a olhar para mim, mas, como não a reconhei de imediato, até pensei que seria para alguém que estava atrás de mim, porém, era para mim mesmo, e, trata-se da tal jovem, também denunciante, que sendo nesta altura uma Enfermeira Diplomada, era dirigente Sindical daquela Associação Profissional e membro destacado do PCP.Ficou profundamente decepcionada quando lhe disse que eu era Monárquio.Como estes casos, poderia apresentar imensos, nomeadamente, de gente do PS e de outros partidos de “Esquerda”, que antes do 25ABR74 eram acérrimos defensores do Regime e depois da dita data passaram a engrossar as hostes de miitancia de toda a Esquerda, possivelmente até entre os que agora se mascaram de grandes revoluionários mas terão medo que se descubram os seus passados, muito obscuros. Cumprimentossou oFrancisco Luiz

    1. Mas ainda sobre F. Sá Carneiro, o que certa “obtusa criatura” diz a seu respeito é no mínimo uma enorme falta de respeito a quem já cá não está e que mereceria mais dignidade quando alguém se refere a ele. Isto manifesta o estado de espírito em que a escumalha dos Boys se encontra completamente desorientada com tudo aquilo que se está a passar neste pobre país por via das incompetências manifestas nesta cambada de trapaceiros.Acresce dizer que Francisco Sá Carneiro era um Homem que se apaixonou por uma linda mulher, que teria sido criticado por determinados sectores da sociedade, mas, nunca precisou de simular namoros ficticios, com alguém que os jornais dissessem que era namorada mas que, na verdade, nunca fora vista na sua companhia, como fora o caso apontado por essa coisa obtusa. Na verdade, tudo isto vem bem na linha, destas mentalidades Pseudo-inovadoras que defendem e apoiam a prática de casamentos aberrantes e os relacionamentos homossexuais, mas criticam desalmadamente, os homens que, com toda a normalidade, gostam de mulheres (especialmente bonitas) ou Vice-versa.É tudoSou o Francisco Luiz

      1. Como é possível que os “entrolhos” consigam fazer com que uma “obtusa criatura”, venha para aqui emitir opiniões que não passam de verdadeiras diarreias mentais?…Fechem a porta das traseiras se não as galinhas fojem!!!

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