Achei imensa graça, uma porcaria de graça, aos nossos deputados no Parlamento Europeu. Sim, de todos os partidos, não me atiro só às canelas dos da geringonça.
Estava agendada uma sessão plenária especial para despedida do presidente rotativo da UE, um senhor que ninguém conhecerá, mas que, de um ponto de vista de dignidade, é exactamente o mesmo que os seus pares de outros países, grandes ou pequenos. A sessão teria o valor político que tinha mas, pelo menos formalmente, era um plenário de homenagem e de balanço.
Quase ninguém lá pôs os pés. O senhor Junker que, felizmente, não costuma ter papas na língua, não arranjou adjectivo mais suave que chamar ridículo ao orgulhoso parlamento, isto é, evitou chamar-lhe ordinário, que era o que, na ocasião, merecia. Indignados, os parlamentares portugueses, e não sei se os demais, desdobraram-se em protestos e críticas ao homem. Que estavam a trabalhar, nas comissões, reuniões, participações e outras aptidões, conversações, decisões…
Então, se tinham tanto que fazer, coitadinhos, porque é que aprovaram a realização do tal solene plenário, sujeitando-se a que o IRRITADO, sozinho que seja, lhes chame o que são: ordinários. E que não aceite desculpas de mau pagador.
6.7.17

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