Peço desculpa mas vejo-me obrigado a voltar à história da generosa colaboração do fisco com a GNR.
É que, como consta em vários documentos “a que os media tiveram acesso”, a coisa era prática comum desde há muito. Parece que até iam aos casamentos, constando que estava em curso a preparação de operações nos funerais. Dando largas ao sentido de justiça que anima a geringonça e os seus membros, fez-se constar que a culpa era do Passos Coelho, sendo de pensar que com toda a razão. Quem ficou de fora, como também faz parte das NEP’s do chamado executivo, foi o próprio executivo. O qual, diga-se, declarou oficialmente que a coisa era “benigna”, só tendo acabado com ela por causa dos media e do homem da camioneta dos cavalos.
À evidência, como tem sido declarado com todo o rigor, a responsabilidade vem de baixo, quem sabe se do cabo da guarda e do amanuense das finanças. A coisa vai subindo a escada pé ante pé, e pára ao nível de subdirector. Daí para cima ninguém, mas mesmo ninguém, sabia fosse o que fosse. Claríssimo, transparente, cristalino, sem lugar a dúvidas. De director para cima, inclusivé, ninguém. O que põe exemplarmente a salvo o magrinho secretário de estado e, evidentemente, o chamado ministro das finanças, homem de uma integridade a toda a prova, personalidade do mais alto nível, comandante do euro, artista muito conhecido, como o seu chefe, por nunca ter mentido.
O IRRITADO retrata-se por ter sugerido que o governo em peso sabia da coisa e que, mais uma vez, anda a aldrabar toda a gente. Como é do conhecimento geral, jamais, ou, como dizia o outro, jamais, os governos socialistas e os seus membros tiveram, têm ou terão a responsabilidade ou a culpa seja do que for.
Assim reposta a verdade dos factos, o IRRITADO vai de fim de semana.
1.6.19

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