IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


REPOSIÇÃO DA VERDADE DOS FACTOS

 

Peço desculpa mas vejo-me obrigado a voltar à história da generosa colaboração do fisco com a GNR.

É que, como consta em vários documentos “a que os media tiveram acesso”, a coisa era prática comum desde há muito. Parece que até iam aos casamentos, constando que estava em curso a preparação de operações nos funerais. Dando largas ao sentido de justiça que anima a geringonça e os seus membros, fez-se constar que a culpa era do Passos Coelho, sendo de pensar que com toda a razão. Quem ficou de fora, como também faz parte das NEP’s do chamado executivo, foi o próprio executivo. O qual, diga-se, declarou oficialmente que a coisa era “benigna”, só tendo acabado com ela por causa dos media e do homem da camioneta dos cavalos.

À evidência, como tem sido declarado com todo o rigor, a responsabilidade vem de baixo, quem sabe se do cabo da guarda e do amanuense das finanças. A coisa vai subindo a escada pé ante pé, e pára ao nível de subdirector. Daí para cima ninguém, mas mesmo ninguém, sabia fosse o que fosse. Claríssimo, transparente, cristalino, sem lugar a dúvidas. De director para cima, inclusivé, ninguém. O que põe exemplarmente a salvo o magrinho secretário de estado e, evidentemente, o chamado ministro das finanças, homem de uma integridade a toda a prova, personalidade do mais alto nível, comandante do euro, artista muito conhecido, como o seu chefe, por nunca ter mentido.

O IRRITADO retrata-se por ter sugerido que o governo em peso sabia da coisa e que, mais uma vez, anda a aldrabar toda a gente. Como é do conhecimento geral, jamais, ou, como dizia o outro, jamais, os governos socialistas e os seus membros tiveram, têm ou terão a responsabilidade ou a culpa seja do que for.

Assim reposta a verdade dos factos, o IRRITADO vai de fim de semana.

 

1.6.19      



3 respostas a “REPOSIÇÃO DA VERDADE DOS FACTOS”

  1. Pensei que o Filipe Bastos e a Isabel comentassem este “NOJO”!

  2. Este caso é um exemplo clássico de como funciona o Centrão Podre: 1) Um governo PS arranja maneira de pôr a polícia a saquear incautos nas estradas. Não os mamões e mafiosos do regime, ou os muitos carrões inexplicados que por aí andam, mas o mexilhão que deve uns cobres. 2) Vem um governo PSD, que alegremente aproveita a deixa para saquear o mexilhão. Até defende o saque: já aqui indicaram um link com o Miguel Macedo a explicar que era tudo legal, justo e necessário. A coisa lá passou. 3) Vem outro governo PS, que retoma o saque. Como a malta protesta e a coisa pode custar botinhos, lá acaba por desistir. Mas jamais alguém muda a lei ou impede que isto se repita; jamais alguém sonante admite culpas ou é responsabilizado; e sobretudo jamais alguém põe um açaime no Fisco e nos seus esbirros. Até é possível que o Costa, tal como o Passos, não tenha ordenado isto. Não precisa. A máquina fiscal tem moto-próprio. Todos os governos são, mais que cúmplices, instigantes dos abusos do Fisco. Todos tratam o contribuinte como um criminoso a ser perseguido e extorquido. A prepotência e a alarvidade, como o exemplo, vêm de cima. Todos os governos do Centrão Podre criaram o monstro; todos beneficiam dele; todos assobiam para o ar.

  3. E sabe quem tornou o monstro fiscal realmente monstruoso? O seu caro Paulo Macedo. Passamos a vida a ouvir: fez um grande trabalho! Acabou com a rebaldaria! Pôs a máquina a funcionar! Que gestor! Pois é. Pôs a máquina a funcionar – contra o contribuinte. Este passou a ser esbulhado com grande eficácia. Não com eficiência: o Fisco continua cheio de tachos e favores, incompetência e desperdício, enganos e compadrios. Mas é eficaz, da mesma forma que a Stasi ou o KGB eram eficazes. E também tinham sempre razão. Elogiar a obra do Macedo, num país onde os impostos continuam a ser ‘geridos’ por uma classe pulhítica inimputável, é como elogiar um capataz da máfia que a põe a sacar mais massa. Mais da nossa massa. Na prática, ficámos com o pior dos dois mundos: uma máquina fiscal nazi, no país abandalhado de sempre. Que otários!

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