Toda a gente sabe como se aumenta a receita. Basta aumentar os impostos ou, como já tentou este governo e aposto que vai tentar outra vez, aumentá-los dizendo que não os aumenta. Sabe-se do que a casa gasta.
O que ninguém sabe, ou ninguém tem coragem para dizer que sabe, é como diminuir a despesa. O governo desta gente, perito que é em aumentá-la (vai em cinco anos de imparáveis aumentos), é o primeiro a sabê-lo e o último a dizê-lo.
Em países mais civilizados que o nosso, com governos sérios (não há por lá pintos-de-sousa) e sindicatos conscientes (não há por lá carvalhos-da-silva), a solução mais eficaz surgiu e foi aceite como condição de salvação nacional: conter a massa salarial, despesa número um do Estado.
Se o governo perceber o pontapé que deu à Nação quando, ao arrepio da lógica e do bom senso aumentou a função pública 3%, e se interiorizar os 2% de deflação de 2009, aí terá os elementos para o cálculo de uma resposta, dolorosa, é certo, mas que, se frontalmente explicada pode ser compreendida.
Haverá outra solução de fundo? Não me parece. Sobretudo se o Estado for sacar aos bolsos dos portugueses e, ao mesmo tempo, continuar a cometer as mais saloias loucuras, tipo AV (TGV), aeroporto, auto-estradas malucas, SCUTS, etc.
Não é possível imaginar que a oposição democrática, sem trair os seus eleitores, o país e as pessoas em geral, possa aceitar um orçamento que não reduza a despesa de forma visível e que dê continuidade às maluquices financeiras do senhor Pinto de Sousa.
A ver vamos como se comporta tal oposição.
6.1.10
António Borges de Carvalho

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