IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


QUE SE LIXE

É praticamente universal a opinião que postula que a eleição do Boris e a consagração pública do brexit foram fruto do cansaço. Três anos depois da bronca, os britânicos estavam fartos. A opção trabalhista era ridícula. Que fazer? Olha, que se lixe, vamos a isto! E assim brexitears e remainers votaram Boris. O impasse tinha que acabar.

Coisa parecida no PSD. Os opositores do Rio cederam. Não vale a pena, será melhor aturar este que continuar as guerras. E pronto, o tipo não presta, mas, que se lixe, façamos das tripas coração, deixemo-nos de fantasias, para a frente é o caminho.

Pronto. Ao IRRITADO resta desejar que as coisas corram bem, ou seja, que a ditadura do PS e da sua geringonça comece a abanar.

 

10.2.20  



5 respostas a “QUE SE LIXE”

  1. Toda a razão quanto ao cansaço, já ninguém pode ouvir falar do Brexit: até o resto da Europa já o deita pelos olhos, quanto mais os ingleses. Achei menos normal, apesar de tudo, o espetanço do Corbyn. Não me interprete mal, era claro que ia perder; mas perder por tanto? A May saíra pela porta pequena; o BoJo, como lhe chamam, é indescritível; por contraste o Corbyn parecia o menos mau. Pelo menos bem intencionado. Uma derrota assim, contra um oponente assim, não deixa dúvidas: o Irritado devia estar contente. Porquê? Parece-me evidente. Acima de tudo, o que os ingleses recusaram foi a esquerda radical de Corbyn. Não que ache radical; mas a maioria dos ingleses acha. E rejeitou-a com os dois pés. Venha o BoJo, venha o Brexit. Que se lixe. Mas nacionalizar activos essenciais? Taxar os ricos? Criar um land value tax? Deixar de subsidiar escolas privadas? Isto não é a União Soviética, pá. Muita gente se questiona: como pode a maioria da população – que é pobre ou remediada – votar contra si mesma? Ora bem.

    1. Se vir as notícias da Alemanha e da França talvez se pergunte se não foram, afinal, os ingleses que tiveram razão. Em Portugal não se discute nada sobre os problemas europeus: os verdadeiros e os aparentes. Mas o partido de Merkel, que é quem manda, continua a perder eleições, a sua sucessora teve de demitir-se, a percentagem de empregados que vivem abaixo do nível de pobreza não para de crescer tal como a extrema direita. De França nem vale a pena falar : 15 meses de caos inimaginável. E Macron a fazer as pazes com a Polónia.Quanto ao « amigo » Johnson, confesso que não conheço as ideias políticas dele. Mas o que disseram franceses e italianos em debates a que assisti ( em tv’s não politicamente correctas ) foi que ganhou as eleições porque cortou com a direita neoliberal e fez uma campanha claramente virada à direita tradicional mais perto da democracia cristã. Um historiador francês disse mesmo que Johnson decretou o fim da direita thatcheriana. Vamos a ver.PS – deve ser interessante o livro acabado de publicar por Emmanuel Todd sobre a «  luta de classes no sec XXI. Ainda não o li mas ouvi vários debates com o autor e apreciei a tese que ele defende.

      1. Se os ingleses tiveram razão sobre o Brexit? Bom, talvez fosse inevitável. A UE é realmente uma joint venture franco-alemã, e o UK sempre foi olhado de lado. Mas é o UK o primeiro a pôr-se de lado; sempre quis o melhor dos dois mundos. Diria que a UE os vê partir com certo alívio; e que a maioria dos ingleses está-se nas tintas, sempre esteve. Mal sabem o que é a UE. A bem dizer, alguém sabe? Pessoalmente, preferia ver a Europa unida. É verdade que a UE e a Europa são coisas distintas; mas isto de certeza não ajuda à unidade europeia. Só ganham com isto a canalha americana, a russa e a chinesa. Para mim, o Johnson é apenas mais um membro da old boys’ network de Eton e Oxbridge; um despenteado mental, como lhe chamou o Irritado. Creio que a campanha foi pouco relevante; a malta votou mesmo foi contra o Corbyn. Cada vez mais, as pessoas votam é contra algo: o Brexit, o Trampa, o Bolsonaro, exemplos não faltam. “Les luttes des classes en France au XXIe siècle” parece interessante, mas só há ainda em Francês? Cansa-me ler em Francês, além de que o meu é muito fraco.

        1. A UE não é uma joint venture franco/alemã: é uma ditadura alemã onde Sarkozy e Hollande se prestaram ao papel de bengala para aparecer em público. Macron tem tentado substituir a Merkel no seu papel de leader mas sempre que tem qualquer iniciativa verbal fora da ordem ditada pela Alemanha, aparece logo esta a esclarecer que nada mudou.Não sei se já há em inglês ou noutra língua a tradução do livro de E. Todd que referi. Mas sobre o brexit e a UE há encontrei uma entrevista dele, em inglês, que ainda não li mas me pareceu ter interesse, no seguinte site:https://briefingsforbritain.co.uk/brexit-leading-the-way-to-a-europe-of-nations/

          1. Obrigado pela sugestão, Muito interessante, este francês/inglês.

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