IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PRESSÕES E CONSTITUIÇÕES


A pressão é uma coisa chata. Pode ser boa ou má. Por exemplo, a pressão atmosférica pode trazer bom e mau tempo. A pressão arterial (conhecida entre nós por tensão, sabe-se lá porquê) ainda é pior alta ou baixa, tende sempre a fazer mal ao corpinho da gente.

Vem a pressão a propósito, como será de calcular, das “pressões” sobre o Tribunal Constitucional, perpetradas por esse herói/bandido que é o nosso Primeiro Ministro.

Trata-se de “pressões políticas”, como afirma a alcateia. Então, e a decisão do TC, seja ele qual for, não é uma decisão política?

Se escarafuncharmos um pouco a Constituição, lá encontratremos maneira de achar que todo este orçamento é constitucionalmente legítimo. Se escarafuncharmos menos, haverá uma ou outra coisa que não passa. Se não escarafuncharmos nada, isto é, se tomarmos à letra tudo o que é contra o governo, sem tomar à letra tudo o que o poderia safar, então é um chumbo generalizado. De qualquer forma, o TC está politicamente numa camisa de onze varas: se decide a favor do governo, a alcateia uivará de fúria, se decide semi-contra, a alcateia uivará na mesma, e, se decide contra, a alcateia dará pulos de alegria e não se sabe o que acontecerá ao governo.

Ora a Constituição, se interpretada à letra mais curta, tenderá a acabar com o governo. Porquê? Porque a Constitução é contra a política deste governo, como é contra a política da União Europeia, como será contra todas as políticas que não sejam o cumprimento do programa político de esquerda nela ínsito. A Constituição com que o PREC e o desvario político-militar nos presentearam é uma Constituição programática. Nela, a democracia acaba quando o governo não é socialista ou coisa que o valha.

Escusado será dizer que, se tivermos uma noção simples do que é uma constituição democrática, teremos que concordar que ela, se quiser defendar a democracia, impõe um sistema de determinação da legitimidade dos poderes, a sua separação, a rule of law, e pouco mais. O que não é, nem de longe,o caso da nossa.

Independentemente da opinião de cada um sobre o orçamento, a verdade é que as decisões do TC pouco ou nada terão de jurídico. Terão tudo de político. Sejam quais forem, fundamentar-se-ão em especiosa argumentação juridico-constitucional. Mas não serão, por isso, decisões jurídicas.

O governo pode ser bom ou mau, segundo a opinião de cada um. A Constitução, essa, é má de certeza absoluta. Os que a defendem, fazem-no por oportunismo político, por ideologia rançosa ou por ignorância induzida por defensores de uma coisa a que chamam democracia mas que.

 

1.4.13

 

António Borges de Carvalho



4 respostas a “PRESSÕES E CONSTITUIÇÕES”

  1. Yep, socialists love buzz words to scare people

  2. Yep, if you disagree with them, you are automatically a “fascist, racist” etc, despite the fact that their demonization of opponents resemble fascism.Accusations of racism are the new witchcraft.

  3. Um exemplo de interpretaçãoO TC (Ac . 263/00) proclama que o direito de propriedade do senhorio está em confronto e conflito com o direito à habitação do inquilino e que o estado tem o direito de sacrificar o direito de propriedade do senhorio e outras alarvidades.Moral da coisa. O senhorio foi e continua a ser esbulhado enquanto os devedores à banca agarram na trouxa e vão viver para debaixo da ponte com os filhos. Ainda há um ano aconteceu o roubo nos salários e pensões e o TC disse: Por esta vez passa!E há mais, e mais, e mais…..Quando os cérebros são tortos não há constituição que valha. O melhor será mesmo procurar um tutor.Veja Sr. . Irritado, todos aqueles direitos: propriedade, habitação, livre iniciativa, trabalho e salário, etc. tem o seu querido Reino da Dinamarca. Chamam-lhe «flexissegurança» ». Porém não basta copiá-los. É necessário compreendê-los.Os nossos políticos são todos óptimos no inglês. O professor Cavaco parece que até estudou pela Inglaterra. O pior é o português. Aí, a iliteracia é total. Então não é que o homem depois de ter jurado cumprir e fazer cumprir a Constituição, permitiu que os deputados a violassem depois de terem anunciado na véspera que o iriam fazer. «O Estatuto dos Açores viola a Constituição, mas nós vamos votar a favor porque é globalmente positivo». Foi isto que proclamaram o Dr. Rangel do PSD e o Dr. Filipe do PCP. Abstenho-me das alarvidades do PS, CDS e BE sobre o assunto.

    1. Caro PicarotoNo que respeita à instituição de todas a menos respeitada (o chamado direito de propriedade), estamos de acordo. O Afonso Costa, seguido pelo Oliveira Salazar, mais Soares e todos os outros (à excepção de um momento de lucidez nos tempos da AD), criaram uma sistema que rouba quem poupa e aplica, que destrói a economia da habitação e do comércio, que leva ao endividamento excessivo e que a ninguém aproveita, nem ao Estado.V. tem toda a razão.O actual governo tentou alterar a situação, mais do que qualquer outro. Mas, vítima de preocupações “sociais”, acabou por criar uma confusão dos diabos.Por outro lado, as garras da crise cravaram-se na propriedade, assistindo-se à mais inacreditável das revoluções fiscais no que ao IMI diz respeito. Como pode falar-se em reabilitação urbana, se se tira, a quem ela compete antes de mais (os proprietários) os meios necessários a fazê-la. No fundo, todos sofremos dos complexos que a estupidez estatista e socialista das três repúblicas criou na cabeça da Nação.A Constituição, nesta matéria, só serve para complicar a vida das pessoas e arruinar ainda mais o país.

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