A propósito da peregrina história do ex-chefe dos “espiões”, vale a pena lembrar alguns factos e fazer uma recomendação ao governo.
O império Balsemão entrou em guerra de galifões com o império Vasconcelos há já muito tempo;
– Toda a guerra contra o tal chefe dos “espiões” começou com um ferocíssimo ataque lançado pelo “Expresso”, propriedade de um dos beligerantes;
– As acusações foram aproveitadas, glosadas e aumentadas pelos media e pelos partidos que achavam que a guerra em causa podia ser atirada às canelas do governo ;
– O homem foi interrogado pelo parlamento, nada de jeito daí tendo surgido;
– O ministério público resolveu investigar o caso, vindo a cusá-lo de diversos crimes;
– O homem saíu do império Vasconcelos, por causas que não interessam para o caso;
– Pediu integração na PCM, como era seu direito, via legislação publicada na altura em que o senhor Pinto de Sousa tomou o comando de tudo o que era “espionagem” no país;
– Mas, fiel aos seus princípios, o senhor Pinto de Sousa não cumpriu as obrigações que a si próprio tinha imposto, enão integrou o homem na função pública;
– O actual governo, perante a ameaça de uma demanda que só podia perder, resolveu cumprir a lei posta em vigor pelo senhor Pinto de Sousa;
– Reintegrado o homem, a alcateia mediático-política desatou aos uivos, e parece que não vai largar a perna ao governo.
Dados estes factos, o IRRITADO permite-se recomendar ao governo que, na actual circunstância em que o Estado não pode deixar de se ver livre de uma quantidade industrial de funcionários, coloque a criatura em “mobilidade especial”, ou coisa que o valha, aguardando o resultado das diligências da PGR para se pronunciar em definitivo. A verdade é que, segundo a sacrossanta (para a alcateia) Constituição, para já o homem é inocente e tem “direitos adquiridos”!
Tudo o resto é barulheira tão estúpida quanto malévola.
1.4.13
António Borges de Carvalho

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