IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PRECATEM-SE

 

Foi há trinta anos que a história começou. Descido de beirãs terras, um badameco local, ignorado técnico camarário, especializado em assinar projectos de terceiros e obscuro sócio do PS local, chegava ao Parlamento. Segundo a informação disponível era um tipo dado a ecologias, razão pela qual criaria e chefiaria a até então inexistente ala a tal dedicada nas hostes maçónicas, jacobinas, social-democratas e proto-marxistas da organização.

Como tantos outros (Vara e Lima, por exemplo), deslumbrou-se com Lisboa e com o mar de oportunidades em que a grande cidade era pródiga. Na giga-joga partidária, uma certa palheta e a desenvoltura atrevida dos ignorantes foram determinantes para uma ascensão a que, pouco tempo depois, Guterres foi sensível, nomeando-o secretário do ambiente. Aí, os horizontes dos negócios e do poder, não os da política propriamente dita, abriram-se-lhe de par em par, atraindo-o para voos mais altos e mais valiosos que as manobrinhas camarárias das berças. O “ambiente” transformara-se no negócio milionário que continua a ser, da limpeza de supermercados às “energias renováveis”. O homem convenceu-se de que era gente. Gente que, no triste panorama do partido, facilmente ganhou direito de cidade. Estava lançada uma carreira de sucesso.

A inteligentsia do partido percebeu que tinha à disposição um palavroso fala-barato, o ideal para a ala mais numerosa e mais ignorante do eleitorado. De ministro a líder, de líder a primeiro-ministro, foi uma viagem sem escolhos, uma avenida pavimentada pelo golpe de Sampaio que destruiu “ex-catedra” a maioria parlamentar existente para a substituir pelos seus.

Depois, foi o tresloucado caminho que se conhece, em que a “verdadeira” política falava de cifrões e se ia disfarçando com algumas modernices. Entretanto, as broncas eram às catadupas. Mas, alicerçado nos que hoje estão de novo no poder e em certas amizades institucionais, o nosso homem ia evitando a chuva que molhava terceiros.

Saídos os amigos do galarim da Justiça, arruinado o país, vindo um novo poder menos permeável a negociatas e arranjinhos, as coisas mudaram radicalmente. As estrelas que iluminavam o badameco apagaram-se. Ainda que os companheiros do sucesso tenham voltado à tona, fizeram-no rodeados de cuidados e com a água bem sacudida do capote.

O pobre “engenheiro” anda a contas com a Justiça. Seja o que for que esta decida, a careca está à vista de toda a gente.

Mas já não seria a primeira vez que um tipo destes regressava em glória. Adeptos não lhe faltam, alguns bem poderosos.

Precatem-se.

 

12.10.17  



9 respostas a “PRECATEM-SE”

  1. Uma reedição do famoso Alves dos Reis das notas de quinhentos, falsas e não falsas porque impressas por quem de direito na Inglaterra, vamos ver se o desfecho será igual, a cadeia.

    1. Sou o XXISr. MATIOT (como Profissional da “coisa” que levou o “coiso” reprodutor ao Poder), como neófito deste “sítio”, quando afirma haver uma “reedição do famoso Alves dos Reis” quer dizer que cadeia será igual ao “reprodutor” deixar aí a sua “lança”?Olhe que o “reprodutor” tem melhor “escola”!!!

  2. Em tempos que já lá vão, fui precavido (Particípio passado do verbo precaver) votando Passos Coelho, que me Governou (em cu ligação). Eis a minha questão, como aposentado, o que ganhei?

  3. Contenção de danos, Irritado. O regime está em plena contenção de danos. Há muito que começou, mas agora, com a divulgação formal do rol de trafulhices, o regime em peso proclama o seu choque e consternação: aquele Pinto de Sousa, que bandido! Todos sempre desconfiaram dele. Parece que o Salgado, o Bava e o Granadeiro também eram uns malandros. Quem diria! Mas o problema começa e termina neles. Eram as maçãs podres. O resto da política, da Banca, das grandes empresas, dos grandes escritórios de advogados, é gente boa. Corrupção? Raríssima. Promiscuidade? Nenhuma. Trampa? Nem cheiro. Um estranho que chegue hoje a Portugal, e ligue a TV, pensa que meia dúzia de tipos enganaram todo o país. Só um comentadeiro, honra lhe seja, disse as coisas como elas são: o Pacheco Pereira. Lamento, mas é a verdade, Irritado. Deu há pouco a Quadratura dos Chulos. O Coelhone, imagine-se, já admite que o Pinto de Sousa não é um modelo de probidade. Mas o resto do PS, a começar por ele próprio, não tem nada com isso. Estão todos chocados. Coitados. O Mamão Xavier, sempre cirúrgico, ainda se distanciou mais dos caídos em desgraça. Aquilo, disse, não representa o regime. Só o Pacheco disse a verdade. Que aquilo era e é o regime. Agora todos desconfiavam do Pinto de Sousa. Mas há poucos anos, todos, política, empresas, todos eles lhe lambiam o cu. Tal como o lambiam ao Mamão Salgado, ao Bava, a toda a canalha a que agora viram a cara, com ar enjoadinho e moral postiça. Só que o Pacheco também faz parte do circo. É o seu palhaço traquina, o seu contestatário de estimação. Por isso, fala, fala, mas é incapaz de dizer que os seus dois companheiros de programa, ali mesmo ao seu lado, são exemplos cristalinos deste regime; da sua “elite”; dos grandíssimos filhos da puta que continuam a saquear este país.

  4. E por falar em grandíssimos, Irritado, viu a entrevista do Relvas? Deu antes da Quadratura. Sabe quem é que o Relvas apoia para liderar o PSD, não sabe?

    1. Não vi nem uma coisa nem outra. Uma questão de higiene

  5. Tal e qual. Mas muita atenção! É preciso defender as magistraturas. Qual foi a primeira acção da defesa? Uma acção de propaganda e manipulação. Não qurem o Carlos Alexandre. Mas se o juiz Carlos Alexandre, que não acusa, apenas faz a Pronúncia, ou seja, há matéria para que se prossiga, que querem eles? Que não se fassa julgamento !! E irão empatar, mistificar, etc e enganar papalvos. Estamos presente um bando de malfeitores cuja OA e a sua representante. O Costa e apaniguados meteu no CSMP um tal Magalhães e um tal Ribeiro, apaniguados do Sócrates. Não havia necessidade.No processo do Sucateiro o tribunal de Aveiro diferenciou uma comunicação feita aos participantes no processo com a colocação de dois espaços entre duas palavras em locais diferentes para cada destinatário. Feita a diligência, estava a TV a filmar. O meu constituinte já está a ser julgado na praça pública, bla baba. Aparece fotocópia. Então não é que era igualzinha à que fora enviada para a defesa. Com os dois espaços no sítio certo. A OA não deu qualquer seguimento a processo contra o seu associado.

    1. O associado deve 60.000 euros à OA, mas continua a exercer!

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