IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PORTUGAL NOVO

 

Parafreseando o Estado Novo, aproxima-se o Portugal Novo.

Em marcha, a coligação BE/PAN tem já pronto para discussão e aprovação o projecto que levará, a curto prazo (conforme declarado), à abolição das corridas de touros. Para já, a divulgação televisiva de tal barbaridade será relegada para as horas da pornografia, a frequência do abominável espectáculo passará a ser só para maiores de 45 anos, etc., até à sua final extinção.

O mesmo acontecerá, mais tarde, ao fado, expressão tradicional de marialvismos e falocracias

 

Trazido ao poder pela mão de António Costa, o BE não dá tréguas na criação do homem novo, sonho de Marx e Mao, que deixará de se chamar homem (palavra sexista), estando ainda em estudo a criação de uma nova designação, talvez “primata inteligente”, designação que o PAN considera ofensiva para os macacos. Em alternativa, o núcleo maoista da organização propôs “poligénero” o que tem uma certa lógica, mas pode dar lugar a interpretações indesejáveis. Houve quem propuzesse “género humano”, designação liminarmente recusada, primeiro porque na cartilha do partido há inúmeros géneros humanos, segundo porque a palavra humano pode ser confundida com a palavra homem, que é redutora e sexocrática. Talvez “animal erecto”, quem sabe, mas a palavra erecto tem ressonâncias machistas. O assunto não é fácil, como se pode imaginar..

Entretanto, a academia científico-filosófica do BE procura ardentemente mais “causas fracturantes” – as que levam à produção do homem novo, objectivo final do verdadeiro socialismo.

A primeira luta será contra as palavras. A palavra sexo será abolida definitivamente, e substituída por género, sendo que, para o efeito, já largos passos tês sido dados, faltando apenas a respectiva lei, em discussão com o Pedro Nuno Santos. Seguir-se-ão as palavras masculino e feminino, as quais serão substituídas por uma lista, também já em elaboração, a fim de ultrapassar a fórmula LGBTI etc., tida por insuficiente. Outras inicitivas lexicológicas estão em vias de imposição. Por exemplo, a palavra pais passará a ter utilização exclusiva no caso de os pais serem dois homens, salvaguardando-se a palavra mães para os filhos das lésbicas. Tratando-se de vestígios das famílias antigas, a expressão será pai e mãe, ou mãe e pai, dando o BE liberdade para que cada um siga o critério que entender. Deixará, por exemplo, de se falar em bandos de pássaros, o que deixa de fora as pássaras. No desconhecimento dos géneros na classe das aves, o BE permitirá que se fale em dois sexos. No que às manadas de vacas diz respeito, conservar-se-á a designação tradicional, excluindo os bois, a fim de não suscitar a oposição das feministas. A palavra descobertas será excluída do dicionário passando a escravatura, isto no seguimento dos estudos do Boaventura, que gere a secção PC/BE da Universidade de Coimbra. Enfim, em matéria de novilíngua muito haverá a fazer, aqui ficando alguns meros exemplos.

Outros projectos legislativos estão em marcha, ou em estudo. Por exemplo, no Portugal Novo não haverá lugar a estátuas do Padre António Vieira e similares, que serão demolidas, estando já em marcha a respectiva campanha para ir habituando as mentes hoje alienadas pelo colonialismo e pela Igreja Católica. O mesmo acontecerá aos Jerónimos, ao Padrão dos Descobrimentos e a outros testemunhos da história contada com base em estereotipos sexistas e preconceitos de classe. A prazo, proceder-se-á à demolição de todas a igrejas, conventos e similares. As mesquitas serão mantidas, a fim de não ofender os povos oprimidos. A literatura colonialista será destruída através de um enorme auto de fé a realizar nos escombros da antiga Praça do Império, à qual será dado o nome de Esplanada Catarina Martins.

Será erigido o Museu dos malefícios históricos, segundo um projecto do Boaventura e do Pureza.

A censura de género, que vai dando os primeiros passos, será institucionalizada, bem como a respectiva polícia.

A eutanásia passará a obrigatória, em termos a determinar.

 

E assim por diante. O Portugal Novo nascerá! Na sua fase mais progressista, o território será devolvido aos árabes que, coitadinhos, foram corridos por um meliante, Afonso Henriques de seu nome.

 

Acima ficam alguns exemplos da meritória actividade do BE e afins, na sua imparável marcha a caminho da desgraça.

 

Por mim, viva o Santo António, seja de Lisboa, seja de Pádua.

 

13.6.18



11 respostas a “PORTUGAL NOVO”

  1. Perdoando não anteceder Doutor ao nome próprio, o sr. António, plagiando o estilo de “o sumo poeta” florentino, procura no seu discurso bloguista incutir medo (“diabólico”!) a fim de ar “asas” a algum “monte” suportado por homenzinhos do tipo MAC, CAA e quejandos.Olhe o que o medo não dá asas aos homens, mas a “raiva” (a esse propósito) é mais útil!

    1. Para meu esclarecimento, agradeço tenha a bondade de dizer quem são o MAC e o CAA.

      1. Não conhece Carlos Amorim e Marco Costa?

  2. Quando comparo a elaboradissima filosofia que ilumina o comportamento do meu gato com o vácuo pré-quântico ( esta é só para armar! ) das tiradas desses espécimens que refere, não entendo o tempo que se gasta com eles. Devem ser pedidas meças aos jornalistas que ousam falar sobre essas surreais criaturas. Quanto nós? Ignoremo-las. É pelo menos o que eu faço.

    1. “É pelo menos o que eu faço.”?Não parece…

      1. Está a tirar conclusões apressadas.Àparte os títulos dos jornais que consulto, não ouço os delírios de tais criaturas mais do que os pouquíssimos segundos necessários a mudar de canal.

        1. Assim sendo, está carecida de “material” para fazer uma correta avaliação! Não lhe parece?

          1. Está mais uma vez enganado(a). Ja faz anos que os temas agora descobertos em Portugal suscitaram burburinho em países não periféricos, geográfica e culturalmente falando. Tenho por hábito ler a opinião dos que defendem pontos de vista diferentes dos meus, desde os seus autores me pareçam minimamente serios. Como deve ter já concluído, para mim isto são assuntos requentados. Não preciso de ouvir mais slogans que constituem o único tipo de mensagem que passa na tv. Nos jornais chegam-me os títulos para adivinhar o que vem lá dentro. A » informação » é toda a mesma nos países do politicamente correcto ( ou do pensamento único, se preferir) só que chega mais cedo a uns do que a ouros.

  3. Avatar de cidadão urbano
    cidadão urbano

    Houve tempos em que alguns se queixavam da “ditadura da maioria” (ditadura da maioria, o que é isso se não democracia?) como se houvesse uns pobres desgraçados a serem obrigados a viver sob regras e deveres injustos enquanto vilmente espezinhados nos seus alegados direitos por uma maioria insensível… isto até que descobriram que a vil maioria é afinal tudo menos insensível, é até demasiado bondosa pois carregando nos botões certos (pode certamente demorar um pouco mais mas) com relativa facilidade conseguem incutir nessa maioria de costumes moderados um sentimento de culpa cuja exploração tem dado os seus frutos (não necessariamente bons frutos já que alguns podem revelar-se bem azedos). E assim se verifica que não é só em Cubas, Venezuelas ou Coreias do Norte que se pode viver em ditaduras de minorias pois também em democracias estabelecidas a dita “ditadura da maioria” pode (mais uma vez) com relativa facilidade dar lugar à “ditadura das minorias” cujos impactos no modo de ser da sociedade podem ser bastante significativos alterando até a percepção que se tem dessa sociedade ainda tida como democrática mas possivelmente já a afastar-se dos princípios que lhe eram fundamentais e permitiam que funcionasse sem sobressaltos. Mas uma terceira fase pode eventualmente sobrepor-se às duas anteriores caso a sociedade não esteja suficientemente atenta e se deixar levar demasiado pelas minorias e neste caso a maioria antes moderada pode fartar-se de ser explorada pelas minorias podendo inclusive chegar-se a um ponto em que as minorias passem a ser vítimas de acusações e repressões a um nível que nunca antes teriam sentido ou, quem sabe, pode ainda chegar-se a um ponto em que as minorias a reivindicar direitos sejam já tantas que o conjunto dessas minorias pode ser já a maioria e neste caso esta nova maioria dificilmente terá bases comuns para se entender passando a viver-se numa espécie de anarquia institucional. As possibilidades são imensas mas seja qual for o rumo seguido nesta terceira fase não será algo propriamente bom de se ver! Aliás, a bem da verdade terá de se dizer que já não é algo bom de se ver pois, parece-me, esta nova fase está já a sobrepor-se, com consequências diversas, em alguns países europeus. Em Portugal podemos ainda não ter chegado a esta a que chamo de terceira fase mas, infelizmente, de um modo ou de outro, lá chegaremos. A incógnita está no modo como por cá se desenrolará mas sendo nós de brandos costumes e facilmente influenciáveis talvez não seja muito difícil de adivinhar…

    1. Obrigado pelo seu muito interessante comentário, carregado de bom senso e justa análise.

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