IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


POPULISMO

 

Muito se fala por aí de populismo. Tece-se, sobre o assunto, as mais rebuscadas teorias, opiniões e patacoadas.

Vou entrar nisso. O que é o populismo? Fácil: é identificar ou inventar problemas, arranjar uns culpados, e dizer que se tem ideias e soluções miraculosas para resolver uns e acabar com os outros, soluções simples que entrem na cabeça dos menos avisados de forma imediata e convincente.

A generalidade dos teóricos identifica o populismo com certas correntes políticas de direita radical. Nesta ordem de ideias, não há populismo em Portugal. Nada mais errado. Há por cá populismo com fartura. Só que, ao contrário do que se passa em França ou na Holanda, por exemplo, o nosso não é de direita, ainda menos radical, coisa que por cá não existe. No entanto, clama-se contra qualquer meia dúzia de tipos que representam coisa nenhuma, como se de horrendo e perigosíssimo populismo se tratasse. O “raciocínio” é simples: atirando o exclusivo do populismo para as costas de ínfimas franjas de direita, disfarça-se o verdadeiro populismo que por aí viçosamente campeia, e é de esquerda. O “Podemos” espanhol, por exemplo, não é populista, nem pensar!

 

– O populismo do PC, com base em ódios, frustrações e teorias, consiste em convencer “os trabalhadores e o povo” de que se tem soluções capazes de pôr a maralha a viver maravilhosamente. São conhecidos os resultados da aplicação de tais ideias, na Rússia, em Cuba, na Venezuela, etc.: miséria generalizada, ausência de liberdades públicas, direitos humanos no caixote do lixo, etc..

– O BE é mais ou menos a mesma coisa, com ingredientes afins: nacionalismo feroz, soberanismo, luta contra a democracia liberal, soluções ruinosas, demagogia a rodos. O mesmo caminho para a miséria, ora mascarado de “direitos”, sobretudo da cintura para baixo.

– Em matéria de populismo, o PS é mais eficaz que os outros. A propaganda infrene, o uso trafulha de tudo quanto é número, a perseguição e o insulto dedicados a quem não concorda, a manipulação desenfreada da informação, os saneamentos, as reversões, tudo serve para mascarar, ou aprofundar, o “caminho”.

– A cereja em cima do bolo do nacional-populismo reside em Belém. Uma cereja popular, popularucha, a proteger com mais populismo o populismo dos outros. É a função primeira do chefe da III República.

 

Populismo em Portugal? Que ideia!

 

19.3.17      



2 respostas a “POPULISMO”

  1. Falemos do popular diábo. Afinal, Psssos Coelho é um diábo. Na verdade, as autárquicas serão diabólicas para o PSD! Teresa Leal Coelho candidata a Lisboa? Só o Diabo se lembraria disso!

  2. «Identificar ou inventar problemas, arranjar uns culpados, e dizer que se tem ideias e soluções miraculosas»Parabéns, acabou de descrever a POLÍTICA. Que é a política senão identificar e resolver problemas de um país, de uma comunidade? O que todos os políticos fazem, desde sempre, é prometer soluções para esses problemas. E todos inventam ou prometem milagres, ultra-simplificando a mensagem até se tornar um mero slogan ou sound bite. E todos assim fazem porque sabem que têm de ser percebidos pela carneirada acéfala – a que ainda vota. Veja o seu caro Passos em 2011: prometeu ou não milagres? Vendeu ou não banha da cobra? Os “populistas”, quando muito, poderão ser mais extremos ou culpar tudo em certas minorias. Mas a definição realmente em uso é esta: populistas são os que dizem verdades que o status quo – os mamões, os seus capachos pulhíticos, os seus media e comentadeiros e spin doctors – não gostam de ouvir. Extrema-esquerda e extrema-direita podem falhar na solução, mas têm ambas razão no problema. Este status quo está podre.

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