A ilustríssima filha do Che Guevara, um dos maiores canalhas do século vinte, anda hoje em actividades bem mais pachorrentas que as do senhor seu pai. É funcionária do aquário de Havana e foi visitada pelo “comandante”, aquele gajo que, se bem me lembro, conseguiu transformar um país miserável e injusto noutro ainda mais miserável e mais injusto.
O “comandante” anda pela terrinha a fazer prova de vida. Ressuscitou dos problemas que teve nas tripas e, mal abriu o olho, achou que as coisas, nas mãos do mano, estavam a escorregar perigosamente.
As tripas estavam melhor clinicamente mas, em matéria de política, deviam estar a enrodilhar-se todas com as liberdades que o Raul andava a dar ao pagode. Autorizar as gentes a comprar uma torradeira! Dar-lhes hipóteses de ter um micro-ondas! O Raul deve estar doido!
Quando o fulano, após negociações com a Santa Madre Igreja, libertou 52 presos políticos, o “comandante” estoirou!
Dar ao povo instrumentos de corrupção capitalista, de que a torradeira e o micro-ondas são instrumentos de eleição? Enfim… vá lá. Mas entrar em negociações como os propagandistas do ópio do povo? Libertar essa gentalha que tem o desplante de não concordar comigo? É demais.
E lá veio o “comandante” dizer às gentes que está vivo.
Entenda-se a mensagem: se o Raul não se põe a pau ainda mando a filha do Che seguir o exemplo do papá e cortar-lhe as goelas.
Com o “comandante”, mesmo mal da tripa, não se brinca!
A ver vamos, que é assim como dar o benefício da dúvida a quem o não merece.
18.7.10
António Borges de Carvalho

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