A comédia das SCUTS vai no quinquagésimo acto, ou coisa que o valha.
O senhor Pinto de Sousa percebeu, ao fim de cinco anos, que não há outro remédio senão taxá-las, acabando com a loucura ou a estupidez das fantasias do Cravinho. Como o PM é salta-pocinhas e o governo já não existe, a trapalhada é tal que já ninguém percebe o que lhes vai na cabeça, se é que vai alguma coisa. Entretanto, as dívidas aumentam, a malta da rua não vai para casa, as “negociações” não vão a parte nenhuma, e tudo continua na mesma, ou pior.
Uma coisa há que faz uma confusão dos diabos ao IRRITADO: a peregrina história das alternativas. Parece ser “filosofia nacional” que só se pode taxar as auto-estradas se houver “alternativas”.
Pois. Então, se não há alternativas à auto-estrada que vai de A para B, como é que, antes de haver auto-estrada, as pessoas iam de A para B? A pé? Parece que não. Se iam, é porque havia “alternativas”. Como as “alternativas” não eram boas, fizeram-se as auto-estradas – e estes tipos ainda querem fazer mais.
Mas as “alternativas” lá estão. Quem quiser ir de A para B pode continuar a ir por onde ia antes. Com mais curvas, menos segurança, mais quilómetros, mais gasolina gasta, mais desgaste dos veículos, etc. Ou vai pela verdadeira alternativa, que são as auto-estradas. Poupa naquelas coisas todas a troco de uma portagem. É tão simples quanto isto.
Os senhores que andam aos gritos contra as portagens que actuem como antes, isto é, desloquem-se pelas “alternativas” que, boas ou más, lá estão. Não precisam de pagar portagem.
Isto de quererem agarrar no pé a quem lhes dá a mão… raisparta se se percebe!
18.7.10
António Borges de Carvalho

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