IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PERSPECTIVAS DE FUTURO

 

Há quem ande para aí a dizer que vem aí outra vez o PREC. Não vem. Por várias e simples razões: já não há “capitães” a querer fugir da guerra ou a ser atropelados por milicianos; já não há milhões a sonhar com uma liberdade que, contentes ou desiludidos, lá vão tendo; já não há isolamento internacional. Por outras palavras, não há novo PREC porque não há ambiente para outro PREC.

Mas há sinais. Um governo de que, por exemplo, fazem parte pelo menos dois comprovados inimigos da liberdade de expressão, onde preponderam praticamente todos os pesos pesados do socratismo – o primeiro ministro e mais nove , onde uma distinta amiga e admiradora do ex-procurador, cara metade de um esquerdíssimo senhor, é ministra da justiça, não augura nada de bom no que ao “PREquismo” diz respeito.

Há por aí sinais do regresso, com outras vestes e por várias formas, do lápis azul, tão negregado pelos que o querem de volta quando usado por outrem. Com grande satisfação do governo, a CGTP (braço do PC para a bagunça) volta à rua, com as mais estúpidas e “PREquistas” exigências. No Parlamento, sem governo em funções, os amigos do PSC desatam legislar sem mais nem ontem, certamente inspirados numa espécie de “assembleia do MFA” corporizada pelas tontas do BE e pelo Jerónimo. A obrigatoriedade dos contratos colectivos, aí está mais uma “PREquíssima” conquista a voltar à baila.

São alguns dos sinais do regresso do “prequismo”. Outros virão.

A seguir ao 25 de Abril, floresceu uma instituição com grande valia e aplicabilidade: a “passagem administrativa”, inteligente sistema universitário que forneceu canudos a granel, com eficácia e baixo custo. Foi uma das muitas formas encontradas para desconjuntar o Estado – não o Estado Novo, o Estado tout court. Agora, com a abolição dos exames, até ver ainda tímida, entra-se numa senda paralela. As tontas não deixarão o assunto por aqui, posso garantir. Os chamados professores deixam de ser avaliados – por lei do Parlamento, antes que algum dos que andam por aí em gestão se lembre de discordar – e passarão a funcionários públicos em full, até que, no limite, haja um professor por aluno, tudo minha gente pago, com diuturnidades, promoções automáticas (“progressão na carreira”) e mais o que a CGTP determinar.

Entretanto, sem que, sequer, o programa do governo tenha sido aprovado, as tontas avançam como leoas no programa dos “direitos sociais”: abortos pagos à “vontadex”, casamentos, adopções e outras medidas, coisas a que, felizmente, a sociedade dará adequada resposta, (virá aí o incesto legal – porque não?), um nunca acabar de “progresso”. Nunca se sabe onde chegará a imaginação da tontice minoritária das raparigas, mesmo que até o Jerónimo torça o nariz.

É o PREC, versão século XXI. Três minorias que farão, por definição, a vontade da que for mais activa. Sempre foi assim, em todas as ditaduras: imposição das escolhas da minoria dominante em nome do “povo” e do “progresso”.

Se o que está no poder não é uma ditadura, ou caminha para lá, ou cai. Escolha você.

 

2.12.15



7 respostas a “PERSPECTIVAS DE FUTURO”

  1. Eu escolhi! Escolhi afastar a ditadura de mentirosos e burlões.

  2. Não vem aí o PREC… mas pode vir outra coisa. Com esta gente nunca se sabe o que poderão fazer. O exemplo do que têm feito nas últimas semanas decididamente não é dos mais promissores! O mais difícil para esta gente é mesmo chegar ao poder (foram precisos 40 anos)… mas uma vez lá ou alguém atempadamente lhes põe um travão ou nunca se sabe onde isto irá parar. Serão pessoas minimamente razoáveis, mesmo tendo em conta as respectivas mentalidades e o contexto de baixo respeito que estes partidos de esquerda e extrema esquerda têm pela democracia, ou será que o poder lhes subirá à cabeça? Ninguém parece preocupar-se inclusive os candidatos presidenciais e alguns até lhes dão apoio! Todos julgamos que esta situação é temporária, de curta duração mesmo, e, para já, tudo aponta para isso mas por esse mundo fora o que não falta são exemplos de ditaduras com começos não muito diferentes. Convém estarmos todos atentos.

    1. Estarmos todos atentos… e se a coisa der para o torto, fazemos… o quê?O que se pode fazer nesta Partidocracia, onde nem metade vota, e o voto da outra metade é “interpretado” ao gosto da canalha?O que fará se o governo xuxa, ou comuna, ou laranja, ou azul às riscas, decidir taxar o ar, criar a República Soviética da Tugalândia, ou descriminalizar a pedofilia?Protesta? Grita? Escreve ao seu deputedo no Paralamento? Abstém-se nas próximas eleições? Imagine a preocupação da canalha.

      1. O ser conveniente estarmos todos atentos seria exactamente para evitar que a coisa desse para o torto. Eu julgo estar mais ou menos atento, o Irritado é óbvio que está atento e mais atento que o Filipe Bastos parece ser impossível mas há quem pareça (ou se mostre) não estar minimamente atento e não se aperceber ou não valorizar as implicações ou eventuais possíveis desenvolvimentos dos actuais acontecimentos. É o Presidente da República a entregar o governo a estas pessoas como se outra alternativa não tivesse, é a Comissão Europeia apenas preocupada com o orçamento de estado, são os candidatos presidenciais uns a apoiarem estas pessoas e outros a ficarem calados mas todos apenas com a sua eleição em mente. Antigos Presidentes da República, antigos Primeiros Ministros e outros destacados políticos ou personalidades públicas… todos têm estado calados, segundo me tenho apercebido. Ou talvez me tenha distraído eu por uns momentos e não tenha apanhado as suas preocupações, não sei. Sei que se há momento para que apareça alguém, um verdadeiro líder que se oponha a esta gente… esse momento é agora. Bastaria uma pessoa honesta que começasse a dizer publicamente todas as verdades, sem papas na língua. E nem seria fundamental que fosse convidado para falar na TV para conseguir erguer a sua voz. O pessoal de partidos ditos de direita ou de centro sempre foi muito caladinho como se fazerem o seu trabalho fosse suficiente… aplicaram inúmeras medidas que afectaram negativamente as pessoas sem explicar convenientemente a razão de as aplicarem. Por mais louvável que seja dedicarem-se ao trabalho, deixarem as palavras só para os outros é sempre um erro. As palavras, infelizmente, têm muito mais impacto que as acções quando de política se trata e ainda mais em momentos de dificuldade. O que ainda nos vale é o PCP e o BE não estarem no governo, única razão que sustenta a falta de preocupação geral mas tal não deixa de ser menos preocupante quanto estes dois partidos funcionam como uma espécie de mini-governos paralelos que têm o PS sob constante chantagem: ou o PS aprova as suas iniciativas ou deitam o governo abaixo. À custa disto assistimos e continuaremos a assistir a todo o tipo de leis a serem aprovadas com consequências que só o futuro nos dirá! Estes mesmos acontecimentos, numa outra altura, teriam suscitado grande preocupação em diversas instituições internacionais ou líderes de outros países democráticos mas aparentemente estão já todos a ficar vacinados, habituados a que partidos extremistas subam exponencialmente em popularidade ou mesmo tomem conta de governos de países… aqui mesmo na Europa. A continuar assim, mais cedo ou mais tarde, a coisa pode mesmo dar para o torto, cá ou noutro país neste nosso continente. Pergunta-me o que farei eu se a coisa der para o torto… não sei. Só vivendo a situação mas, para si, a coisa já deu para o torto há muito tempo. Ou, se não deu, pelo menos o seu descontentamento é patente pelo que aquilo que me pergunta talvez fosse melhor respondido por si. Seja como for, se algumas das acções de protesto que sugere quando feitas individualmente não têm qualquer força… quando feitas em grupo o resultado já pode ser diferente. Não há razão para que sejam sempre os mesmos a protestar, sempre as mesmas habituais reivindicações de manutenção de privilégios ou coisas parecidas, sempre as mesmas pessoas movidas por sindicatos ou movimentos de ideologia exclusivamente de esquerda. Outras pessoas, quaisquer outras pessoas, também se podem levantar e protestar se a tal chegarmos, basta que sejam motivadas por alguém dê voz às suas preocupações até porque uma coisa me parece certa: são mais os cidadãos que estão contra o que se está a passar do que aqueles que apoiam o actual estado de coisas.

    2. Não obstante desfasado no tempo, é correto afirmar que ” Com esta gente nunca se sabe o que poderão fazer.” Na verdade, em 2011 fizeram o contrário do prometido. Mentiram, enganaram à “tripa forra”. O estranho é que, continuando a mentir, lograram ganhar as eleições (embora com maioria relativa).Agora, estes serão melhor? A ver vamos!

      1. Mesmo admitindo a total veracidade da sua afirmação, fazer o oposto já não causa grande admiração e, nos tempos de aperto de cinto que correm é quase esperado, infelizmente! Esta gente que se apoderou do poder desconfio que, em vários domínios, nem o oposto farão conforme é a expectativa de muitos. Ao invés disso poderão surpreender-nos a todos pela negativa, até a si.

        1. Meu caro cidadão "urbano" (na esperança de o "ser"),Presumo, quando afirma "gente que se apoderou do poder", se está a referir ao actual Governo. O mesmo presumo, quando afirma "admitindo a total veracidade da sua afirmação", que se refere ao Governo liderado pelo grande mentiroso Passos no sentido profundo desculpabilizante da mal feitorias por ele perpetradas.Ora, em caso de surpresa, o que nos resta? O fechar do circulo! Sabe qual é? Eu sei, e estou preparado(a) {por via das dúvidas}.

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