IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Num bom filme que por aí anda, história passada no dealbar dos anos 60, o herói da fita vai dar com um filho pequeno a encher a banheira até ao cimo. Pergunta-lhe porquê. O miúdo responde que é por causa da guerra nuclear. Disseram-lhe na escola que, estando iminente o ataque nuclear dos sovietes, era bom haver muita água de reserva.

O autor do IRRITADO ralhou com uma neta, dizendo: a menina, quando fizer xixi, não se esqueça de dascarregar o autoclismo. A pequena respondeu: não se pode desperdiçar água, avô, há muitos meninos em África que precisam de água e não a têm.

Quando da independência de São Tomé, os poderes instituídos encorajavam as pessoas a ir para as praias vigiar a aproximação da esquadra americana, a qual, capitalista e imperialista, vinha apropriar-se das ilhas.

Não se riam, que não tem piada nenhuma.

 

Ora vejam. Por razões de natureza análoga:

– milhões de seres humanos andam por aí em nobres e generosas actividades – partir vidros, atirar coqueteiles molotov, dar gritinhos, agitar bandeiras, brandir matracas, insultar polícias – tudo por causa do aquecimento global provocado pela horrível espécie a que pertencemos;

– líderes mundiais juntam-se em Paris, sob a égide da ONU, para discutir o aquecimento global e as alterações climáticas adjacentes, e para tomar importantíssimas medidas para arrefecer o planeta e acabar com o CO2 ou lá o que é;

– a mando da ONU ou coisa parecida, televisões do mundo inteiro passam horas a publicitar aterrorizantes documentários, mostrando gelos a derreter, criancinhas a lamentar o desaparecimentos das praias ou outros terrores com que lhes dão cabo da infância, tudo por causa dos homens maus, que somos todos nós.

Esta gente, líderes mundiais incluídos, anda a aterrorizar o orbe e a gastar triliões à humanidade. Porquê? Ao que se diz, porque, na última meia dúzia de anos, a temperatura global vem subindo umas décimas. Aplicando o facto, se é que é facto, a um século, ou dois (junte-se-lhe uma progressãozinha geométrica, que dá imenso jeito), porque não mil anos, ou um milhão, tão fácil que é chegar à conclusão que, para já, as crianças vão ter que deixar de ir à praia, a curto prazo milhares de espécies vão desaparecer e há ilhas que serão rapidamente engolidas pelo mar, que os desastres naturais se vão multiplicar, mais furacões, mais terramotos, mais cheias, mais, mais, mais… tudo por causa dos traques das vacas, dos escapes dos automóveis e de uma inumerável série de causas, todas fruto da inconsciência humana e da sua falta de respeito pelo planeta e pelas condições necessárias a nele vivermos.

Tudo isto “cientificamente” garantido com o indiscutível carimbo da ONU, tudo calculado por um grupo de agentes políticos expressamente contratados para fazer as mais catastróficas previsões. Se o rapazinho da banheira, a minha neta e os infelizes santomenses são risíveis, que dizer desta universal aldrabice? Não faz rir, não tem graça nenhuma, é um nefando crime, digo eu. Com a agravante de ser cometido pelos chefes da humanidade, eleitos ou não eleitos.

A idade do planeta mede-se em milhares de milhões de anos. Nada que tenha a ver com as meias dúzias de que por aí se fala. As “subidas de temperatura” de hoje são tão importantes na vida da terra como um dedal de água doce o seria se despejado no Oceano Pacífico. Veja-se o gráfico seguinte:

Climate change 1.jpg

Em onze mil anos, a tempreatura atingiu máximos entre os sete e os oito, depois teve uma linha de arrefecimento com altos e baixos que atingiu o mínimo há uns quinhentos, foi subindo e descendo uns poucos e está, nesta escala, ainda em fase descendente. Mais importante que isto é verificar que a resultante nada tem a ver com as concentrações de CO2, nem na subida nem na descida das temperaturas!!!

Veja-se agora o que aconteceu às previsões dos “cientistas” da ONU (IPCC). As projecções determinadas para 7 anos (2002/2009), determinadas pelos modelos informáticos inventados ad hoc, estão todas erradas em face do que se veio a verificar:

Climate change 2.gif

 Para os mesmos anos, veja-se a “influência” do CO2, quase sempre em contraciclo com as diferenças de temperaturas:

Climate change 3.gif

 

E agora, trinta anos de temperatura global (1979/2009). Vejam bem:

Climate change 4.gif

 

E, noutro critério, como segue:

Climate change 5.gif

Onde o tal aquecimento?

Isto visto, como há quem tenha autoridade para afirmar a inevitabilidade “científica” com carácter catastrófico de qualquer subida de temperatura? Como há quem atribua qualquer antropogenia a tais alegadas subidas? Como há quem possa considerar estarmos perante um fenómeno inevitavelmente crescente?

 

*

Punhamos alguns pontos nos is:

É útil ao ar que respiramos que se consuma menos hidrocarbonetos? É.

É importante que haja preocupações com a qualidade do ar, da água, da terra? É.

A conservação, melhor dizendo, a gestão da Natureza é um assunto que merece toda a atenção? É.

A descoberta e desenvolvimento de tecnologias que aproveitem, em condições economicamente sustentáveis, novas fontes energéticas é importante? É.

Então para quê inventar catástrofes globais, culpas inacreditáveis, teorias sem fundamento, em vez de tratar do assunto honradamente?

Haverá duas explicações, talvez simplistas, talvez “conspiracionais”. A primeira é que o monstruoso volume de negócios que as patranhas em vigor sustentam é tão grande que se gerou o medo universal de o pôr em causa. A segunda é que há, à escala planetária, uma efectiva e inconfessada tendência para criar uma autoridade mundial que, a começar na “pegada de carbono”, se estenda a toda a vida de toda a humanidade – autoridade de que a ONU seria o embrião.

Pouco há quem resista a isto. O IRRITADO, ao fazê-lo, cumpre o que acha ser sua obrigação. Sem ilusões, mas com muito orgulho.

 

30.11.15

 

 

 



6 respostas a “DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS”

  1. Falando novamente como advogado do diabo:1. Os objectivos destas campanhas não serão deliberadamente altos, para ver se se cumpre pelo menos uma parte? Tal como combinamos às 09h00 a reunião das 09h30 com um eterno atrasado, para ver se ele chega a tempo?2. Caso estes objectivos sejam exageros, pelo menos, como os da sua neta ou dos santomenses, não prejudicam a situação. Caso contrário, não o rala que o dano seja irreversível?3. Há interesses de biliões por detrás da histeria, mas também os há do outro lado. E não será mais fácil e lucrativo ignorar estes objectivos do que tentar cumpri-los?Sobre os gráficos: como já houve dados viciados de ambos os lados (pró e contra), convém sempre referir as fontes.

    1. Permita(m)-me responder…«Falando novamente como advogado do diabo:1. Os objectivos destas campanhas não serão deliberadamente altos, para ver se se cumpre pelo menos uma parte? Tal como combinamos às 09h00 a reunião das 09h30 com um eterno atrasado, para ver se ele chega a tempo?» Os objectivos destas campanhas não são apenas altos (deliberadamente ou não). Os objectivos são absurdos e continuariam a ser absurdos mesmo que fossem baixos.«2. Caso estes objectivos sejam exageros,» Vão muito para além do exagero. Não iriam se fosse a poluição o que tivessem em mente mas não é a poluição o que têm em mente, é o “aquecimento global” (agora mais conhecido como “alterações climáticas” mas cujo significado é exactamente o mesmo).« pelo menos, como os da sua neta ou dos santomenses, não prejudicam a situação.» Os objectivos não prejudicam a situação do clima mas também não melhoram o clima de maneira nenhuma (isto sob qualquer ponto de vista minimamente racional). Mas se falarmos da economia, das economias dos países, toda esta política ambiental que tem como foco a luta contra o “aquecimento global” prejudica de facto a situação. Já pensou nos inúmeros impostos criados nos últimos anos à custa de taxarem as emissões de CO2? Impostos estes impensáveis antigamente mas que agora se tornaram fontes de receita essenciais para os estados! Impostos cobrados não apenas ao cidadão comum diminuindo-lhes o peso da carteira… mas também às empresas e indústria em geral reduzindo-lhes a competitividade. Quantos maior for o valor a pagar em impostos mais caros terão de ser os produtos produzidos ou os serviços prestados sendo depois mais difícil vendê-los o que poderá então afectar até a taxa de emprego. Impostos, que no seu conjunto atingem valores tão incrivelmente altos que há agora uma imensidão de pessoas a viver à custa deles desde organizações ambientalistas aos mais variados institutos de investigação quer ligados a universidades quer a governos mas todos dependentes deste dinheiro. Imagina alguém que estas pessoas alguma vez falarão mal daquilo que lhes proporciona o sustento? Que alguma vez falarão contra esta política ambiental? Imagina alguém que não será despedido e ostracizado quem (pertencente a uma qualquer destas organizações) decida opor-se a esta corrente de pensamento? Como ficaria depois o sustento destas pessoas e suas famílias? Bem, na verdade não é preciso imaginar. Veja-se, a exemplo, o que aconteceu a este meteorologista:http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/france/11931645/Frances-top-weatherman-sparks-storm-over-book-questioning-climate-change.html E os países pobres? Será justo quererem impor-lhes esta política ambiental? Será justo negar aos países pobres a mesma oportunidade de desenvolvimento que tiveram os países ricos durante todo o século 20 graças aos combustíveis fósseis? Esta política ambiental, para os países pobres, pouco mais é do que limitar-lhes o acesso a recursos e no caso da energia mais não é do que financiar apenas a construção de centrais eléctricas ditas limpas – eólicas e solares – cuja electricidade produzida não só é muito mais cara dificultando-lhes o crescimento económico e social como depende ainda de fontes de energia intermitentes que originam flutuações na produção pelo que continuam a ser fundamentais as centrais eléctricas tradicionais (como as de carvão) a funcionar em regime de prontidão (continuamente em funcionamento e a queimar carvão quer estejam ou não a produzir electricidade) para darem resposta imediata a essa intermitência de modo a que a electricidade fornecida ao consumidor seja estável e não danifique, por exemplo, desde electrodomésticos a equipamentos industriais. Em Portugal, há centrais a carvão que ainda não foram desactivadas apenas porque ainda são fundamentais para apoio às centrais eólicas. E queixam-se os ambientalistas dos combustíveis fósseis!

    2. (continuação…)« Caso contrário, não o rala que o dano seja irreversível?» O clima está-se marimbando para as acções da humanidade (desde que a humanidade não provoque um Inverno Nuclear). Quanto à irreversibilidade dos danos à economia e sociedade em geral… nem me atrevo a imaginar. Ou melhor, atrevo-me a imaginar o que aconteceria à fome ou má nutrição que afecta tantas pessoas por esse mundo fora se apenas uma pequena parte do imenso dinheiro que é destinado a “combater” alegadas alterações climáticas fosse atribuído a essa luta incomparavelmente mais nobre! Por outro lado, muito falam os alarmistas em catástrofes ambientais mas suponho que a única grande catástrofe e com consequências difíceis de imaginar seja a resultante da hipótese (puramente hipotética, eu sei) de todos eles ficarem sem fonte de financiamento.«3. Há interesses de biliões por detrás da histeria, mas também os há do outro lado.» Suponho (espero eu) que quando diz que “também os há do outro lado” se refira a interesses porque no que diz respeito aos biliões (os de 12 zeros) esses estão de um só lado espalhados por uma infinidade de interesses que inclui até as muitas centrais eólicas e solares que vemos por aí espalhadas que geram tanto lucro que até empresas petrolíferas investem nelas. « E não será mais fácil e lucrativo ignorar estes objectivos do que tentar cumpri-los?» Seria, sem dúvida, muito mais fácil e lucrativo ignorar todos os objectivos desta política ambiental que tem como foco apenas a luta contra o “aquecimento global”. Se em vez desta luta inglória a luta fosse contra a fome ou má nutrição ou mesmo contra a poluição… então já teríamos todos algo a ganhar, pelo menos em saúde. Mas, infelizmente, quando todos os ambientalistas adeptos desta política se referem, por exemplo, à poluição… esta parece não passar de um simples pormenor chamado à discussão para lhes dar um mínimo de credibilidade e aceitação perante quem ainda esteja reticente.«Sobre os gráficos: como já houve dados viciados de ambos os lados (pró e contra), convém sempre referir as fontes.» As fontes dos gráficos estão frequentemente nos títulos dos próprios gráficos. Não é muito difícil encontrá-los espalhados por vários ‘sites’ se, por exemplo, pesquisarmos por:satellite uah 1979 2009https://www.google.pt/search?q=satellite+uah+1979+2009&sourceid=opera&ie=utf-8&oe=utf-8&channel=suggest&gws_rd=ssloumsu temperature versus co2https://www.google.pt/search?q=msu+temperature+versus+co2&sourceid=opera&ie=utf-8&oe=utf-8&channel=suggest&gws_rd=ssl No que respeita à credibilidade dos gráficos, eu já os vi e a outros idênticos várias vezes noutros ‘sites’ mas suponho que, nesta matéria, a nossa aceitação de gráficos dependa muito mais da nossa predisposição inicial em aceitar determinado ponto de vista (abertura de espírito) e consequentemente de quem os faz: se os alarmistas ou se os cépticos (que imagine-se, usam quase sempre os dados fornecidos pelas agências onde estão os alarmistas). E também não é absolutamente necessário analisar todos os gráficos pois há alguns que são muito mais fáceis de entender por qualquer pessoa do que outros e que são suficientes para mostrar, no mínimo, que algo de muito errado se passa com as notícias que vemos na TV ou lemos nos jornais e ainda cuja proveniência é também muito mais fácil de determinar. Pessoalmente gosto especialmente de mostrar o gráfico com os dados do satélite UAH com as anomalias de temperatura de 1979 a 2015 sempre que me vêm com a história muitas vezes repetida na comunicação social (mas falsa) que vários meses de 2015 bateram recordes de temperatura ou que 2015 está e vai ser o ano mais quente de sempre. Aqui fica o mais recente (de 1979 a Novembro deste ano):http://www.drroyspencer.com/wp-content/uploads/UAH_LT_1979_thru_November_2015_v6.pngque fui buscar aqui:http://www.drroyspencer.com/2015/12/acerca do autor do ‘site’:http://www.drroyspencer.com/about/ Fica ao seu critério considerar se Roy W. Spencer é ou não fonte credível.

  2. Gostaria de acrescentar o seguinte: O aumento de temperatura que toda esta malta do “aquecimeto global”/”alterações climáticas” quer evitar é o aquecimento de 2ºC verificado desde a era pré-industrial… até 2100, portanto, 2ºC em 200 e alguns anos. Desde a era pré-industrial até este momento (com alguns recuos pelo meio) o aumento foi sensivelmente de 0,8ºC. Mas o que esta malta nunca diz acerca do assunto é que o fim da Pequena Idade do Gelo precedeu a era industrial.ver o gráficohttps://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:2000_Year_Temperature_Comparison.png A Pequena Idade do Gelo, segundo algumas fontes, iniciou-se aproximadamente em 1550 mas terminou em 1850, ano em que se verificou um dos mínimos de temperatura mais acentuados. Ora, como podem atribuir tão descaradamente as culpas do ligeiro aquecimento global ao CO2 quando o aumento de temperatura se deve ao mundo ter saído de uma Pequena Idade do Gelo… é coisa absolutamente extraordinária que ultrapassa toda a lógica! Como se isto não bastasse ainda temos que as propriedades de “efeito de estufa” que atribuem ao CO2 são completamente impossíveis pois violam as leis da Física, designadamente da Mecânica dos Fluidos. Mas vamos por partes:. o “efeito de estufa”: O “efeito de estufa” propriamente dito, não existe na atmosfera. O que existe é um fenómeno físico chamado “retenção de calor”. Qualquer substância (sólidos, líquidos ou gases – azoto, oxigénio, árgon, vapor de água, dióxido de carbono, metano, ozono, etc.) aquece quando sujeita a uma fonte de calor (por exemplo o Sol) mas logo que essa fonte de calor deixa de incidir sobre essa substância (sólido, líquido ou gás) imediatamente o calor armazenado começa a libertar-se e a substância arrefece. A estufa, por seu lado, é concebida para aprisionar o calor mesmo depois de a fonte de calor ter desaparecido. Dizer que existem gases com efeito de estufa (que aprisionam o calor) é atribuir aos gases características que estes não têm. Os gases, como qualquer outra substância, de facto armazenam energia calorífica quando sujeitos a uma fonte de calor (pode ser o Sol durante o dia mas também podem ser os mares ou oceanos durante a noite a aquecer a atmosfera) mas imediatamente a libertam quando deixam de estar sob a influência dessa fonte de calor, não a aprisionam. Neste aspecto, os gases em nada são diferentes de um qualquer objecto quando exposto ao sol e quando deixa de estar exposto ao Sol. É apenas a Retenção de Calor em funcionamento. É também a retenção de calor mas por parte do vapor de água (incomparavelmente mais abundante que o CO2) que explica o facto de qualquer zona litoral ter uma temperatura mais amena que contrasta com as zonas interiores de igual latitude onde há mais acentuadas variações de temperatura. No essencial, ao afirmarem que o CO2 tem um efeito de estufa estão a atribuir-lhe um efeito isolante… mas um isolante é algo que não é afectado por aquilo que deve isolar o que não é o caso do CO2 pois também este aquece quando exposto a uma fonte de calor. Mas mesmo admitindo que fosse de facto um isolante, um excelente isolante, que péssimo isolamento faria tendo uma concentração na atmosfera de apenas 0,04%. (Não estou a ver que um agricultor admitisse na sua estufa uma cobertura com apenas 0,04% de plástico e restantes 99,96% a céu aberto, basicamente uma rede a proteger os seus tomates e melões dos elementos, perdão, tomateiros e meloeiros.). violação das leis da Física, designadamente da Mecânica dos Fluidos: Aqui temos uma equação derivada da lei dos gases ideais:T= (Mp)/(dR)onde:T é a temperatura, em Kelvin (K°);M é a quantidade de matéria, em moles (mol);p é a pressão, em pascal (Pa);d é a densidade, em quilogramas por metros cúbicos (kg/m3);R é a constante dos gases reais, equivalente a 8,31 (N/m2).m3/mol.K. Ou ainda uma outra da lei de Charles:p=kTouk=p/TouT=p/konde:p é a pressão, em pascal (Pa);k é uma constante que depende do volume, da massa e da natureza do gás;T é a temperaturahttp://educacao.uol.com.br/disciplinas/fisica/gases-perfeitos-leis-geral-boyle-gay-lussac-charles-e-clayperon.htm

  3. (continuação…) Dadas as equações, a temperatura de um gás (que também é um fluido) altera-se com a pressão. Aumenta-se a pressão e o gás aumenta de temperatura, diminui-se a pressão e o gás diminui de temperatura. Parece-me óbvio e também o é para qualquer instalador de ar condicionado. Na 1.ª equação, a “quantidade de matéria” refere-se obviamente à quantidade total de matéria do sistema em estudo. No caso da atmosfera é à quantidade total dos gases aí presentes (e não apenas a um ou outro gás em particular). Qualquer das equações revela que a temperatura dos vários fluidos de um sistema nada tem a ver com a concentração de um qualquer fluido em particular pois todos são igualmente afectados, neste caso, pelo aumento ou diminuição de pressão. Quando o sistema em estudo só tem um gás obviamente só se pode fazer cálculos a partir das propriedades desse gás mas quando tem vários gases então é preciso levar todos eles em conta, é preciso que os cálculos levem em conta as propriedades do conjunto. Não é de todo possível aumentar a pressão de um só gás quando este está misturado com qualquer outro sem aumentar também a pressão desse outro gás. Concluindo, sendo a atmosfera uma mistura dos mais variados tipos de gases a sua temperatura é apenas influenciada: 1) pela energia que recebe do Sol (e dos oceanos) que armazena temporariamente pela acção da Retenção de Calor e 2) pela pressão a que está sujeita. Por exemplo, o que significa para a atmosfera de Vénus o facto de esta estar sujeita a uma pressão de cerca de 90 a 93 vezes mais intensa do que a da atmosfera terrestre? (A mesma pressão sentida a cerca de 1 Km de profundidade num oceano terrestre.) Significa que, sujeita a toda essa pressão, os gases da atmosfera de Vénus aquecem na mesma proporção. Significa também que quando alguém fala em “efeito de estufa descontrolado” em Vénus ou não sabe o que diz ou mente com quantos dentes tem. Significa que a alta temperatura à superfície de Vénus se deve à imensa pressão da sua atmosfera e a este facto ninguém pode escapar pois ninguém, jamais, poderá dizer que estas equações da Mecânica dos Fluidos estão erradas. Apenas e só estas equações são perfeitamente suficientes para, só por si, deitarem por terra qualquer teoria de Aquecimento Global ou Alterações Climáticas (ou o que quer que lhe queiram chamar) com origem no aumento da concentração do CO2! E a discussão deveria terminar logo aqui! Mas nem isto interessa a toda esta malta do “aquecimento global”, nem mesmo àqueles que ainda se dizem cientistas! Em consequência, numa tentativa de chamada à razão, anda-se depois em volta de argumentos que também nenhum efeito produz naquelas cabecinhas:- Historicamente, todos os períodos de prosperidade da humanidade deram-se em períodos quentes, mais quentes até que o actual enquanto os períodos mais frios foram épocas de crise com colheitas a perderem-se, fome a alastrar assim como doenças não esquecendo ainda as muitas guerras em busca de novos recursos que ajudassem a superar a crise à custa de outros povos em igual miséria.- São os oceanos que libertam o CO2 para a atmosfera em resposta a períodos quentes voltando a absorvê-lo em períodos frios (pelo que neste momento o CO2 presente na atmosfera é esmagadoramente resultado da sua libertação pelos oceanos).- O CO2 é um alimento para as plantas. Os agricultores principalmente de países do norte da Europa mantêm no interior das suas estufas uma chama acesa queimando gás natural para que se mantenha uma concentração de CO2 entre as 1000 e 1500 ou mesmo 2000 ppm (dependendo do que é cultivado) pois estes níveis de concentração de CO2 proporcionam um maior crescimento e produtividade das culturas agrícolas aí exploradas.

  4. (continuação…)- Também a cobertura vegetal do planeta tem beneficiado, através da fotossíntese, da maior concentração de CO2 na atmosfera dos últimos anos por este proporcionar igualmente um maior crescimento e mais rápido desenvolvimento das plantas(à semelhança do que acontece nas estufas nórdicas) ajudando a contrariar, por exemplo, os efeitos do desmatamento, isto além, obviamente, da agricultura em geral que se torna também ela mais produtiva.- Com uma concentração de CO2 na atmosfera entre as 180 e 200 ppm as plantas exibem uma severa redução da fotossíntese, crescimento, reprodução e sobrevivência.- Com uma concentração nas 150 ppm as plantas começam a ter grandes dificuldades em sobreviver. Esta concentração é o limite crítico para muitas plantas que começam a definhar ou mesmo a morrer e com elas todo o ecossistema que as rodeia fica severamente ameaçado.- Até nós humanos precisamos de CO2 para internamente produzirmos outras substâncias que nos são essenciais. Tantas razões para se gostar do CO2 e há tanta gente a odiá-lo…

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