Não, não venho regressar ao blog com queixas sobre a desgraçadíssima situação dos comboios do Estado, coisa de que se ocupa toda a gente, o chamado governo excluído. Os comboios do Estado estão perdidos por natureza, não vale a pena esmiuçar.
Outros comboios houve, e há, que perdemos ou vamos perder, por obra e preço do politicamente correcto e das modas em vigor.
Perdemos o comboio do nuclear, onde toda a Europa do progresso tomou lugar. Em substituição, muito depois de o PM Marcelo Caetano ter abandonado a ideia da central de Ferrel, a internacional histeria veio tomar conta do assunto, o Sócrates disse que a coisa estava fora da agenda, metemo-nos nas eólicas de mergulho, coisa que estamos a pagar com língua de palmo, mas com o aplauso internacional e a felicidade da parvónia. Já não vamos a tempo. Paciência. É pagar e não bufar.
Estamos agora na estação de outro comboio que não deixaremos de perder: o do petróleo. Andei a dar uma volta por sítios tradicionalmente respeitadores do ambiente, com largas tradições e indiscutíveis sucessos nas políticas que à matéria se referem: a Noruega e a Escócia. Bem pertinho das respectivas costas vi as torres de prospecção, percebi porque é que a Noruega é o país da Europa com maiores reservas soberanas e porque é que os escoceses andam a pensar em independência. A este respeito, não vale a pena elaborar: toda a gente sabe a verdade.
Por cá, é o que se vê. Quando se fala num furo a 40 quilómetros do Algarve, ai Jesus, que horror! As massas, alimentadas pela mais imoral das demagogias de esquerda e pela ignorância crassa de alguma direita, vêem para a rua aos berros, que estão poluir as águas, que o petróleo está condenado, que as multinacionais isto, que o capitalismo aquilo, etc., blablabla. Isto, mesmo tendo o chamado governo ter cancelado uma série de licenças de prospecção.
Mais um comboio a perder, é garantido. Depois, dizem que o país é pobre, que não tem produtividade, que a economia não sei quê. Nisto de perder comboios, somos os maiores!
10.8.18

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