As nossas convicções mais profundas são, às vezes, abaladas ou postas em causa por fortuitos acontecimentos. Quando lemos a história de um ser vivo que matou uma criancinha mergulhando-a, como uma santola, em água a ferver, que pensar sobre a nossa recusa da pena de morte? Que posição mais humanamente justificável senão a de exigir uma morte, pelo menos equivalente, para tal monstro? Sem julgamento, sem contraditório, já!, e com a maior dose de crueldade possível.
Pensando melhor, nem se trata de defender a pena de morte. É que o assassino não é propriamente uma pessoa, é uma hiena, ou pior, com forma humana. Que mal há em matar uma hiena?
Dir-se-á que estes violentos pensamentos, para além de pôr em causa princípios gerais da civilização, carecem de fundamento moral. Será certo. Mas é o que ocorre, não é?
20.4.14
António Borges de Carvalho

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