IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PÁTRIA PARALÍTICA

 

O Partido Socialista, mediante rebuscados raciocínios, veio declarar o seu apoio à candidatura da dona Manuela.

Demos de barato os tais raciocínios. Não vale a pena elaborar sobre eles uma vez que, vindos donde vêm, trata-se de aldrabice e o melhor é esquecer.

Pode haver vários “raciocínios” com alguma lógica para justificar a atitude, nenhum deles o do PS. Talvez mais ou menos assim: com Manuela como adversária do PS, valerá a pena votar nela? Uma senhora que passa a vida a dizer que não baixará os impostos, que as medidas “sociais” do governo são as dela, e coisas no género, para quê mudar? O PSD perderá votos, à direita, para o CDS e, à esquerda, para o voto útil no PS. A maioria absoluta estará garantida. De qualquer maneira, não vá o diabo tecê-las, o PS terá um plano B: preparar, com tempo e espaço, um acordo qualquer com o Bloco de Esquerda. Mesmo que caia a maioria absoluta, está feita a coisa. O senhor Pinto de Sousa continuará no poder, a fazer política estatista de esquerda, que é o que sempre tem feito, de sociedade com os empreiteiros. A direita continuará a deixar que digam que a política do senhor Pinto de Sousa é de direita, isto é, a nadar de bruços na estupidez visceral que a caracteriza.

Portugal continuará a ser o único país da União com os partidos comunistas a crescer, e muita sorte seria se um deles não chegasse, também, ao poder. A miséria será cada vez maior, só que, desta vez, com óptimas desculpas na “conjuntura internacional”, coisa ideal para desculpabilizar as asneiras domésticas. Ou seja, o medievalismo, a cegueira, o autismo, continuarão a ser característica estrutural do eleitorado, empurrado pelos “intelectuais”, pela “informação”, pelos sindicatos e pela inoperância, mais ou menos salazarista, voire socialista, da direita.

Não há um só país na Europa onde os partidos comunistas cresçam. Não há um só país da Europa que seja capaz de confundir estatismo com liberdade.

Algum intelectual, algum sindicato, algum “informador”, alguém, seja quem for, é capaz de dizer aos portugueses que são governados à maneira socialista, quase sem interrupções, há quase cem anos, e que talvez seja por isso que continuamos no cu da Europa?

Não, não há. O eleitorado é levado por “quem de direito” – os intelectuais, a informação, os sindicatos e a direita – a achar que a miséria não tem nada a ver com o socialismo nem com o facto de sermos governados à esquerda (somo-lo pelo senhor Pinto de Sousa como o seríamos pela doutora Manuela).

 

Outra hipótese seria que os filiados do PSD jogassem no pleno, isto é, arriscassem tudo para que alguma coisa importante tivesse hipótese de mudar, mas mudar mesmo, o que jamais será conseguido com a senhora no poder. É uma hipótese arriscada, mas, quem sabe, poderia ter sucesso. A prova é que as brigadas dos intelectuais, os batalhões da “informação”, as mesnadas dos sindicatos e os exércitos da direita andam, desde o primeiro segundo, a "tratar da “saúde” a Pedro Santana Lopes e a considerar o rapazola bonecão Passos Coelho com a benevolência que se reserva aos vencidos.

 

Importante, importante, para quem “pensa", para quem “faz opinião” para quem “domina as artes”, é que tudo fique na mesma. Com Manuela ou com Pinto de Sousa, tanto faz. Os outros são um perigo.

 

António Borges de Carvalho


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