Se calhar não vale a pena uma pessoa perder tempo com a bojarda do Tavares, Miguel Sousa. Mas a irritação é muita.
O fulano não tem nada de estúpido. Não tem a quem sair estúpido, ainda que fique a uma distância cósmica de seus ilustres progenitores.
De certa forma, é bem pior que estúpido: petulante, pesporrente, convencido, dono de uma data de verdades, senhor de uma ímpar capacidade para julgar terceiros do alto de um trono que fabricou para assento próprio, com laivos de Torquemada, espírito cunhaleiro, a tocar teclas, sempre as mesmas, que tangem as cordas de um politicamente correcto de cartilha e fazem inveja aos que gostam do poder absoluto.
Por mais voltas que o homem dê – e está farto de as dar – é insofismável facto que chamou palhaço ao Presidente da República. Sem rodriguinhos nem “contextos” que o salvem. Flagrante crime público de injúria, como tal devidamente caracterizado no Código Penal. Se houvesse Justiça – com letra grande – seria julgado e condenado sumariamente. É, porém, capaz de não haver tal coisa. Uma chusma de opinadores, juristas(!), políticos, jornalistas et alia, desataram em doutas considerações ilibatórias, que tocam as raias da ignorância ou da loucura.
O presidente da República tem sido alvo de acerbas críticas, umas acertadas outras não, umas objectivas outras fruto de preconceito e malquerença. Mas, que diabo, há limites, limites que a Lei contempla e o bom senso exige.
Se a importantíssima criatura se safar desta, então, meus amigos, o país estará de tal maneira doente que, mesmo que saia da crise económica e financeira, ficará mergulhado numa crise mental e civilizacional de ciclópicas dimensões.
E já lá vão, perdidos, uns dez minutos.
25.5.13
António Borges de Carvalho

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