IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PAGAR MALUQUICES

 

Certamente por inadvertência, o jornal “progressista” e politicamente correcto chamado “Expresso” publicou um quadro intitulado “O que pagamos na factura de lectricidade em 2017”.

Segundo as contas do dito jornal, julga-se que feita com base em dados reais, as alcavalas da energia, que todos pagamos, somam, este ano, a módica quantia de 2.429,3 milhões de euros. Nesta bonita soma, os hediondos CMECs ocupam um lugar relativamente modesto – 320,1 milhões (13%), enquanto os frutos da política energética nacional, vulgo moinhos de vento, nos custam 1.316.9 milhões, ou seja, 54% das chamadas “rendas excessivas”. O resto, sem ser peanuts, tem expressão menos pesada, a saber: rendas dos municípios, 254.4; sobrecusto dos CAE a produtores, 154.3; défices tarifários, 153.6; interruptibilidade a consumidores 137.9; regiões autónomas, 45.9; garantia de potência a produtores, 21.9; terrenos, 13; outros103,4; sustentabilidade, -92.2.

Aqui há tempos, houve um investidor português que propôs ao governo a construção de uma central nuclear que garantiria uma produção de energia pelo menos equivalente à da floresta de moinhos de vento que por aí viceja. Não sei se a proposta era boa ou má. O governo da altura, sob a alta direcção do impoluto e honestíssimo senhor Pinto de Sousa, dito engenheiro Sócrates, também não sabia. A diferença é que eu gostava de saber, o governo não. Coerente com esta sensata posição, declarou que o assunto estava “fora da agenda”, não merecia que se fizesse contas. O resultado desta sábia decisão, só em 2017, cifra-se nos 1.316,9 milhões acima referidos, que vamos pagar, sob pena de ficar às escuras. Da hipótese nuclear não se sabe, mas há fundadas certezas de que nem de longe se poderia comparar à presente extorsão eólica. E, maugrado as opiniões dos ecoterroristas, teria um impacto ambiental incomparavelmente inferior.

A vida é o que é. Manda quem está na mó de cima, paga quem lá não está. Os chamados defensores do ambiente, que de tal pouco têm, estão no activo, são subsidiados pelo Estado (mais um custo…) e falam de ciência certa.  

Eu acho que CMECs, CAEs, défices tarifários, interruptibilidades e outras manigâncias deviam ir todas para o caixote do lixo. Se alguma tivesse explicação explicável ou compreensível, que  fosse cobrada por outra via que não a da ameaça de corte da energia de cada um, forma ultra cobarde de se fazer pagar.

Mais uma vez, a vida é o que é. A ditadura está metida nas frinchas da democracia e é protegida por “reguladores” a soldo do Estado: outro custo que nos vai parar ao bolso.

 

12.6.17



6 respostas a “PAGAR MALUQUICES”

  1. Moinhos de vento. Pinto de Sousa. Reguladores a soldo do Estado. O que vale é que todos os males do país e do mundo são culpa dos ódios de estimação do Irritado: a ecologia, o PS, o “socialismo”, o Estado. Só faltou aqui os juízes e os comunas. Disse há dias o Catroga, a propósito das acusações à EDP: não se brinca com empresas cotadas. Lembra-se quando o Catroga recebeu, como prémio da Laranja Podre, o mega-tacho da EDP? Lembra-se quando falámos disso? Respondeu o Irritado que era “uma óptima escolha de uma empresa privada”. E lembra-se quando o seu caro Passos correu com o Sec. Estado que denunciava a mama criminosa da EDP? E quando correu com o Álvaro, para alegria do Mamão Mexia? Lembra-se quando falámos disso? Respondeu o Irritado que “a política é a arte do possível”. Sabe o que lhe responderia o Pinto de Sousa, se o abordasse sobre a central nuclear, ou as negociatas mafiosas, ou as PPP, ou a roubalheira, ou a bandalheira, ou a “festa”, ou o saque do país, ou a ruína do país, ou os milhares de milhão que continuaremos a pagar com língua de palmo, por gerações, até onde a vista alcança? Responder-lhe-ia, entre dois croissants e um trago de champagne: a política é a arte do possível.

    1. Vem um flipado “maluco” falar em “PAGAR MALUQUICES”! Porra, pá, não bastam os… (outros)!!!

    2. Compreendo-o. Em muitos pontos tem razão. Nestas coisas, digo e repito, do mal o menos. E quanto aos números? Não lhe fazem erisipela?

      1. O seu “mal menor” é uma mera continuação do mal maior. Vira o disco e toca o mesmo. Basta ver que desfizeram pouco ou nada das negociatas mafiosas do 44. A EDP é o maior exemplo. O que os números me fazem vai além da cútis: fazem-me saudades da justiça à antiga. É que esta canalha só enforcada.

        1. Mas desfizeram alguma coisa. Vê como são menos maus?

          1. Avatar de XXI (militante PSD)
            XXI (militante PSD)

            “…menos maus?”.!!!O sr. é um palerma com uma qualquer irritação?Então, aquele fdp que me duas fortes bofetadas e aperta-me os colhões é mais simpático (menos mau) que aquele que parte as pernas, os braços e me arranca os colhões?

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