IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


OUTRA VEZ A VILANAGEM

A chuva de dinheiro que se anuncia, dada como garantida mas que, para já, não é mais que um ovo nas entranhas da galinha, é a coqueluche da propaganda governamental. Anuncia-se tudo, casas aos pontapés, cabazadas de combóios (com bitola ibérica!), subsídios aos milhões, pontes, camas, o calamitoso disparate do hidrogénio, tudo de uma vez, como se fosse possível. É o populismo, do bom, do já instalado no poder, do verdadeiramente demagógico, do verdadeiramente esquerdista.

Almas aflitas perguntam pela economia, pela produção de bens transaccionáveis, pela indústria, pela agricultura, pela iniciativa, pelo  investimento produtivo. Nada, não consta. O que se vê é um indivíduo a reservar e aumentar a sua fatia de poder, o seu dirigismo, a sua sanha estatista, o poder que diz “fazer” em vez de regular, que pensa mais em votos que em economia real ou em sociedade equilibrada e produtiva.

Se vier a tal chuva de dinheiro, teremos o mesmo esbanjamento, a mesma apropriação, o mesmo dirigismo desenfreado. Até que o dinheiro se acabe, como sempre fez o socialismo nacional e nada indica que mude. Sócrates está vivo e de boa saúde. A sua obra tem continuadores.

 

29.9.20



2 respostas a “OUTRA VEZ A VILANAGEM”

  1. De acordo quanto à orgia xuxa de tachos, subsídios e obras ruinosas que se avizinha, como sempre acontece quando este xuxalismo – não o socialismo – se apanha com dinheiro. (O PSD seria pouco melhor, mas enfim.) Já pensou como há de repente tanto dinheiro? Não só para Portugal, para todos. Se há tanto dinheiro para distribuir, porque só agora o distribuem? Então não é sempre bom haver dinheiro para crescer, para comprar o que faz falta? Para alguém vender é preciso alguém comprar; não é isto a economia? Os fãs do capitalismo passam a vida a dizer que a riqueza é ilimitada; que não é um ‘zero sum game’. De facto o dinheiro é criado do ar; pode criar-se quanto se queira, quando se queira! O limite é outro: quem pode tê-lo. O capitalismo assenta em desigualdade: não é um efeito secundário, é a base do sistema. Tem de haver poucos ricos e muitos pobres. A maior mentira do capitalismo é pretender o contrário; a tragédia do mundo é a carneirada acreditar.

  2. Que chatice, lá vai o tempo da outra vilanagem de boliqueime. Aquilo é que foi, ou melhor foram jeeps, vivendas na praia e até deu para criar um banco para os amigos contraírem uns empréstimos de borla e adeus ao dinheirinho que se foi pró equador. Agora, pra estes nem pensar.

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