IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


OTÃO DE HABSBURGO E A PEQUENEZ MENTAL

 

Morreu o herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro.

 

Tinha sido banido, exilado, humilhado. Como Dom Manuel II, não esqueceu nem a Pátria, nem as suas responsabilidades históricas, nem a sua dignidade.

Foi feroz inimigo da tirania nazi e, passadas as tremendas, para ele, consequências do republicanismo, foi, entre outras missões e funções, distintíssimo e clarividente deputado europeu.

As suas pátrias prestaram-lhe nacional e oficial homenagem. Autoridades políticas, forças armadas, povo, uniram-se num último adeus a um grande homem e, sobretudo, ao mais alto representante da sua História, a um cidadão emérito, a um valor nacional. As bandeiras do Império foram hasteadas e honradas como bandeiras nacionais que nunca deixarão de ser.

As nações austríaca e húngara deram-lhe as suas mais nobres sepulturas.

Ultrapassadas querelas do passado, os homens de honra unem-se à volta dos seus maiores.

 

Vem isto a propósito do que se tem passado em Portugal.

Por cá, o que é mau não se ultrapassa. Continua a alimentar os sentimentos rascas dos modernos próceres da República.

Quando foi prestada homenagem ao Senhor Dom Carlos I, no centenário da sua morte, o Presidente Sampaio impediu que uma banda militar lhe prestasse as devidas honras.

A bandeira azul e branca é considerada, não como uma bandeira nacional, mas como símbolo de politiquice saudosista.

A Constituição, na primeira frase do seu primeiro artigo, reza que “Portugal é uma República” como se, antes de tal coisa, nada tivesse havido. Portugal, na língua mental de trapos e nos conceitos desta gente, com mais de um século de estúpido revanchismo, deixou de ser o que era desde Afonso Henriques: uma Nação. Passou a ter nascido, não com aquele Rei, mas com o Afonso Costa! Deixou de ser, ou de ter sido, Nação, para passar a ser República.

 

Mais rasca que isto, não há.     

 

18.7.11

 

António Borges de Carvalho



12 respostas a “OTÃO DE HABSBURGO E A PEQUENEZ MENTAL”

  1. Quando li que «as nações austríaca e húngara deram-lhe as suas mais nobres sepulturas», fiquei confuso: então o corpo do senhor ia andar entre sepulturas, como se uma fosse a habitual, e a outra a de férias? Depois, fez-se luz: o coração foi enterrado numa delas, e o resto do corpo na outra. É uma prática antiga, que pelo visto subsiste em certas famílias. Não por cá, creio: duvido que existam muitos corpos no cemitério da Amadora, cujo coração esteja enterrado na Damaia. E depois, com certa ajuda, fez-se mais luz. O Sr. Otto von Habsburg foi um dos exilados que tiveram o apoio do “nosso” Aristides de Sousa Mendes. Parece que o tio Adolfo queria matar o Sr. Otto porque este se opunha à Anschluss, e valeu-lhe o nosso cônsul, que lhe deu o passe para Portugal. O Sr. Otto viveu 98 anos, o que lhe permitiu passar a infância ainda no mundo de conto-de-fadas do Império Austro-Húngaro, atravessar a ascensão nazi, a destruição da Europa, a sua divisão e reconstrução, a formação da UE, a crise da UE, e, pasme-se, até foi eurodeputado durante 20 anos. Com a sua morte o Séc. XX fica ainda mais para trás, em particular a velha Europa que acabou na I Guerra, e cujas testemunhas vivas são cada vez mais escassas. Entendo o respeito e a nostalgia do Irritado, e a inevitável comparação com o nosso sacrílego país – que ousou renegar os seus 767 anos de Monarquia – mas fiquei um pouco mais desalentado com outra morte, também com algo de simbólico. Há algumas semanas, morreu o último combatente da I Guerra Mundial: Claude Choules, aos 110 anos, era a última pessoa que tinha combatido no conflicto. Não era um Habsburgo. Não se reclamava herdeiro de trono algum. Não foi banido, exilado, humilhado, que se saiba, por ser da família que era. Também não colheu benefícios comparáveis, nem viveu numa “villa”, como o Sr. Otto, nem foi eurodeputado por 20 anos. Apenas combateu na “guerra para acabar com todas as guerras”, enquanto milhões de homens da sua idade morriam e apodreciam em trincheiras. Enquanto isso, o Sr. Otto sofria a suprema humilhação de ter que abandonar o seu faustoso castelo.

    1. Caro Filipe,É pena que a sua aversão aos Reis – em parte semelhante à minha pelos ministros que são eleitos por nos mentirem e para nos levarem à miséria – obnubile alguma da sua lucidez crítica.Otão de Habsburgo (era assim que era chamado por cá, até porque ser neto de reis portugueses pelo pai e mãe; e assim assinava os artigos que, por exemplo, escreveu no “Debate”, jornal monárquico do antigamente) não causou pasmo a ninguém por ser eleito eurodeputado. Muito antes de se falar na União, já ele tinha publicado inúmeros artigos e palestras de altíssimo nível sobre o tema. Não era europeísta (perdoe o neologismo) de fresca data, como um Miguel Portas ou a filha do maestro Almeida, que fazem negócio das viagens, subsídios, senhas, etc. O seu prestígio na Áustria era imenso, como eram a sua cultura, simplicidade e boa educação. Era dos tais que não se considerava superior aos outros, mas se preocupava em ser superior a si próprio, em todas as ocasiões. E assim sendo, afinal era-o perante muitos outros.Tal como sucedeu por cá em 1910, não houve referendo para mudar o regime que baniu o seu pai, houve tiros. Por certo com balas democráticas, que afinal matavam tanto como as outras. Quanto a eleições ou referendos, para “dar a palavra ao povo”, os republicanos austríacos e portugueses, estiveram à altura dos de hoje: como se consideram ele próprios “o povo”, limitam-se a dar palavras – e não a cumprir o que dizem.Tinha Otão mais saber num só dedo, que todos estes Sarkozys e Durões juntos. É pena que o seu coração penda para estes, apenas porque ele nasceu num ambiente luxoso (onde aliás estes de agora se repoltream), seguindo exilado para a Madeira, onde viveu numa casa humilíssima e humidíssima, que ajudou a que o seu pai morresse em breve.Nestes tempos em que os loucos guiam – e exploram – os cegos, ironizar com um homem decente não me parece uma boa acção.Quanto ao soldado francês que morreu, merece igual descanso e respeito. Coisa que não intui do que o Filipe escreveu acerca de Otão. Com um abraço amgio doManuel

      1. Caro Manuel, Não tenho qualquer aversão ao falecido Sr. Otto – ou Otão – e se o dei a entender, foi falha minha. A biografia, e até o semblante do senhor, indiciam aquilo que o Manuel diz – um homem bom, culto, com nobreza não só de título, mas também de carácter. Referi-me a ele por ser o tema do post do Irritado, e pelo facto de a sua morte ter coincidido com a outra, sobre a qual o Irritado jamais escreveria (parece-me). É natural: muita gente escreveu sobre o Sr. Otão, muito poucos sobre o Sr. Choules. Confesso que isso me irrita, pelos motivos de que já falámos. Sou contra fulano ou beltrana nascerem com direitos (ou deveres) superiores a sicrano, porque ninguém escolhe onde, ou como, nasce. Sou contra endeusar alguém, só porque nasceu com o direito “divino” de mandar na restante maralha – leia-se, em quem SUSTENTA a sua vida, geralmente inútil. As festas que se frequentam, os bailes e cerimónias pomposas, para mim não contam. A verdade é que alguém tem que as pagar. Enfim, sou contra tudo o que contraria o MÉRITO PRÓPRIO: um conceito que sei que o Manuel, e o Irritado, certamente entendem – sendo liberais, e adeptos duma meritocracia. O conceito de meritocracia é incompatível com a Monarquia. Ninguém nasce com mérito, este é por definição algo que se tem de merecer – digo eu, corrija-me se estiver em erro. Sobre o Sr. Otão, outra coisa me irritou: todos sabemos a razão (oficial) do começo da I Guerra, e a cobarde retaliação da Áustria-Hungria contra um país muito menor, e muito mais pobre. É óbvio que ele não teve culpa alguma, era na altura uma criança. Mas que pensaria ele, já adulto, do assunto? Para pessoas como o Sr. Otão – não digo ele pessoalmente, mas muitos monarcas – tal como para muitos políticos, a morte de dezenas de milhões significa pouco ou nada. Não hão-de ser eles a morrer nas trincheiras. Hão-de ser eles a fugir para palácios distantes da frente, pobres exilados, enquanto a maralha tem a honra de morrer por eles. (Uma nota: o Sr. Claude Choules, apesar do nome, era inglês.) Um abraço, FB

        1. Caro Filipe,Não posso nem quero causticá-lo com as minhas opiniões, mas tal é o gosto de conversar consigo por aqui, que volto ao tema, se me permite, porque segundo o meu modo de ver – e não passa de um juízo como outro qualquer – talvez o texto que o Filipe fez possa ser melhorado com algumas precisões. Li há muito anos que os reis têm 700 vezes mais hipóteses de morte violenta que qualquer dos seus súbditos. Como desigualdade, logo à partida, não estará mal uma tal desproporção, não lhe parece?Não gostaria de parecer presunçoso, mas conheci alguns reis, é verdade que quase todos exilados, e garanto-lhe que o termo “endeusar” talvez não se aplique muito ao modo de vida que eles levavam. É claro que eram tratados por “Vossa Majestade”, como ao Cavaco nos devemos dirigir por “Vossa Excelência” e a um cardeal “Vossa Eminência”. São fórmulas, decerto mais invulgares que “Senhor Doutor”, mas apenas isso: fórmulas protocolares, coisa simples que o simples Sócrates não conseguiu apreender quando esteve cá o Papa e se recusou a tratá-lo por “Sua Santidade” quando se dirigia à imprensa. Mas há todo um mundo de urbanidade que ele nunca entenderá, nem mesmo com o curso de Filosofia que se propõe tirar (a quem?!) em França.Para lhe dar um exemplo, o filho do Belmiro, nasceu com direitos e deveres que muito poucos se podem dar ao luxo de fruir. O Filipe diz que ninguém escolhe onde ou como nasce. O pobre Otão também não. Aliás, se tiver curiosidade (não sei onde se poderá ler esse relato) verá que quando os arquiduques austríacos são enterrados na cripta imperial em Viena, o cerimonial é esse mesmo: o cortejo pára à porta do convento de frades Capuchinhos (me parece) e de dentro perguntam: “Quem é?”, respondendo de fora que trazem o corpo de fulano tal, com todos os títulos. De dentro repetem a pergunta, e na segunda resposta, já os áulicos são mais enxutos em honrarias. Nada acontece, se não uma terceira pergunta sobre de quem se trata o morto que toda a corte traz. E quando por fim respondem com um simples “É o corpo de Otão”, então a porta é aberta, exactamente para significar que todas essas dignidades são tão perecíveis como aquele que as ostentou em vida. É decerto simbólico – tão simbólico como alguém achar que Cavaco é presidente de todos os portugueses.Já falámos do prestígio, serena continuidade – e economia! – que representam haver um rei na chefia do Estado. Só a rainha de Inglaterra já conheceu 11 presidentes americanos, alguns deles de bem triste memória – e ela é respeitada por todo o Mundo. Porque será? Porque os ingleses, na sua maioria, se vêem dignamente prefigurados na sua pessoa, a quem ninguém ouve uma má palavra ou ataque a quem seja. Felizmente está acima das sórdidas lutas partidárias – e dos que a tentam ridicularizar.Repito, porque será? Para encurtar razões: porque é rainha, queiramos ou não. E depois há a Merkel, como já houve o Chirac, como ainda há o Berlusconi, como tivemos Costa Gomes, como um dia teremos Durão ou Guterres na presidência. Tudo boa gente, mas um Juan Carlos deixa-os a perder de vista, por qualquer perspectiva que olhemos a questão. Olhe como ele entupiu o Chavez – e como este ficou contente em poder fazer as pazes. Talvez seja a memória genética a manifestar-se, não sei. Mas sei que o casamento do filho do Sampaio não terá um milésimo do impacto que o de William de Inglaterra.Sobre as guerras, sabemos que os países movem-se por interesses e não por ideais. A Áustria de 1918 não era diferente da Roma antiga ou dos USA de hoje. Toda a vida de qualquer ser vivo, planta ou animal – inclusive o homem – não é mais que uma luta feroz pelos seus interesses e sobrevivência. Talvez fosse esta a resposta que Otão daria à sua pergunta. Um abraço amigo doManuel

          1. Caro Manuel, Por favor explique-me a estatística que demonstra que um rei tem 700 (ou quaisquer) vezes mais hipóteses de morte violenta, do que qualquer dos seus súbditos. Não é que duvide de si, gostaria apenas de entender a equação. O caro Manuel insiste em comparar monarcas e políticos – e dá a entender que eu prefiro os últimos. Na verdade, e poderá confirmar isto com o Irritado (que tolera quase diariamente as minhas diatribes), eu DETESTO os partidos que temos, e os políticos em geral. Creio que a esmagadora maioria dos políticos nacionais são oportunistas, carreiristas, e tachistas, que procuram e/ou aceitam qualquer facilidade ou benefício indevido, pois não têm qualquer vestígio de espinha. Não chegam a ser políticos africanos ou sul-americanos, mas apenas por felicidade geográfica: noutras latitudes teriam maior concorrência, neste país “europeu” basta subir na hierarquia partidária, e aguardar a oportunidade. O Sr. Pinto de Sousa e o Sr. Durão, entre outros, são exemplos cintilantes. Alguns dizem que os nossos políticos são apenas o reflexo do povo que somos. Eu prefiro pensar que são a ESCUMALHA do povo que somos: são o pior de nós, levado às últimas consequências. São o Princípio de Peter consumado, são um subproduto desta partidocracia, já de si o dejecto duma ditadura pífia que nos tolheu durante décadas de muito respeitinho, muita pobreza, e o nosso eterno, triste fado: ai de nós, pobres de nós. Até na música: ai a nossa querida mãezinha, ai o nosso cavalo coxo. Uma tristeza infinita. Enfim, divago. Voltando ao tema: Perdoe, caro Manuel, mas a cerimónia fúnebre dos arquiduques austríacos que citou, e que na realidade desconheço, não me impressiona tanto pelo despojamento, como pelo absurdo ritual. Já fui a mais funerais do que gostaria, e todos tiveram em comum a dor genuína de uma perda, e a ausência de rituais, excepto os estritamente indispensáveis. Já passei noites em branco, já me embebedei, já fiz viagens de milhares de quilómetros por respeito a quem partiu, e a quem ficou. Mas nunca brinquei, nem ousaria, ao “santo e senha” que me descreveu. Simplesmente não percebo. Jamais diria que a MÚMIA CAVACA é “presidente de todos os portugueses”, tal como jamais diria que um Rei – qualquer Rei – pode presumir ser algo semelhante. Cavaco ainda pode dizer que foi eleito – por uma minoria – mas um Rei, nem isso. Nasce Rei, e pronto. Poupa-se tempo, lá isso é verdade, mas e a LEGITIMIDADE? É herdada? Se é uma questão de economia, então, como diz o Irritado, que se redefinam os poderes e competências do cargo. Ou então, mais vale extingui-lo: é apenas um diplomata caro, demasiado caro. Tal como qualquer Rei, ou Rainha, por “poupado/a” que seja. Ninguém tem, ou melhor, ninguém deve ter, a obrigação de sustentar quem não trabalha, nunca trabalhou, e não tem qualquer intenção de vir a trabalhar. O caro Manuel não chegou a esclarecer: a meritocracia parece-lhe compatível com o sistema monárquico? Espero que continue a dar-nos o privilégio dos seus comentários. Um abraço,FB

  2. Quanto ao Sr. D. Carlos, abdicou de 20% da dotação que lhe era devida, como forma de contribuir para a solução da crise que o país atravessava.Não sou paladino da causa monárquica, para esclaecer qualquer dúvida.

  3. Vamos então recapitular A casa de Habsburgos Austríaco em Espanha terminou com Carlos II de Espanha em 1700.A casa de Habsburgos Lorraine terminou em 1705 com data de publicação do livro da genealogia da casa de Habsburgos em 1845.Em 1799, Napoleão eliminou todos os reinos de homens reinantes com excepção do Mónaco, Portugal e Inglaterra. Quem é esse Otto de Habsburgos, qual o seu sobrenome? na casa da maior dinastia tem um sobrenome, qual é? E traga me em latim como eu tenho se faz favor.Um bem haja, obrigado Rei

  4. A casa de Habsbourg Austria terminou em Carlos II de Espanha sem sucessão.FOy o Infante D. Pedro tefceirfr filhodelRerD. Joao o IV. Nasceo em Llsbba a 16 dc AbrUde 1648, compoZ-lhe leu Pay decentd estado, dando-lhe com outras terras o Ducado dcBeji Deposto do Throno por justissimas caufas JLlR.eyseaImu6, soy jurado Principe Regente em 17 de Janeiro de 1648No primeiro de Novembro de 1700 monco « Madrid sem suecessaõ Carlos II de Espanha, òm«àc nomeado em seu Testamento por Successor de seus Eâidos a Fílippe de Franqa, Duque de An/ou, seu Sobnnho, Neto do Grande Luiz XIV. Tinha neíle tempo £íRcy D. Pedro feito hum Tratado de Alvanq* offetvswji, c defensiva com Franqa, e Espanha; porém seguindo c: o partido da Casa de Austria , fez outro Tratado fetv ihante com os Aliados inimigos daquellas duas Cotw mostrando os interesses deste Reino inspirados pelos I nistros de Alemanha, Inglaterra, e Olanda, quanto, era conveniente a amizade daqueíla Augustiííimj Casa, tempo, que tinha assustado de tal sorte 2 roda Europi o Testamento de Carlos II, que cada hum de seus Piiacipes considerava, a quem seguiria para a cot\ícnaca5 &c seus Estados.Reclamou Leopoldo I o dito Testamento corst mayor parte dos Príncipes do Império, fazendo bumfa ostensiva , a que chamára6 da Grande yíliaaça , coi nglaterra, e Olanda, em que entrou depois Saberá metterem de posse da Coroa de Espanha ao Ar. que Cario*, coroando-o ao mesmo tempo cm Vienna R daquelles Reinos, e elegendo a Portugal para rheátx> ta formidável disputa. Obrigou-se EIRey D. Pedro .1 forqa desta liga a sustentar á sua custa doze mil infer.: * três mil cavallos, e que para se formar hum excre de vinte e oito mil homens, levantaria ElR.ey mais m mil de seu Remo, pagos pelos Abados; fomentar.Rei

  5. HISTOIRE DE LA MAISON D’AUTRICHE. I DE L’IMPRIMERIE D’A. ÉGRON, RUE DES NOYERS, N.° 49. DE LA MAISON D’AUTRICHE, DEPUIS RODOLPHE DE HAPSBOURG, JUSQU’A LA MORT DE LÉOPOLD II. ( 1218 — I792.)LA MAISON D’AUTRICHE. RODOLPHE DE HAPSBOURG.CHAPITRE PREMIER.i2i8 — 11^3.Origine et descendance de la maison de Hapsbourg. — Naissance et caractère de RODOLPHE fondateur, de la maison d’Autriche. — Ce prince succède aux états de la maison deKibourg.— Guerres de Suisse. — Défaite qu’essuie le comte de Regensberg. — Guerre contre l’èvêque de Baie.L/A Maison d’Autriche doit son origine et sa puissance à Rodolphe de Hapsbourg, fils d’Al- J ,ap. bertIV, comte de Hapsbourg. ia’Les généalogistes autrichiens, qui se sont inutilement efforcés de faire descendre des anciensIIIST. DE LA MAISON D’AITR. – Tome I, . -A.- Romains cette famille illustre, la font remonter,Chap.l. avec beaucoup de vraisemblance, jusqu’à Eti«18—1273. c\lon^ (luc d’Alsace, qui vivoit dans le septième siècle, et avec certitude, jusqu’à Gontran-leRiche, comte d’Alsace et Brisgaw, qui florissoit dans le dixième siècle.Les histoires contemporaines sont trop obscures, et les mutations de propriétés ont été trop fréquentes , pour qu’il soit facile de décrire les possessions, et de rapporter les titres des descendants immédiats de Gontran. Il paroît que Kanzeline, son fils, fut comte d’Altenbourg, et qu’il résidoit au centre de ses domaines , non loin de Windisch, chef-lieu de la colonie romaine de Vindonisse. Radebot, fils de Kanzeline , eut le comté de Cleggow, et épousa Ide, fille de Gérard, troisième comte d’Alsace et duc de Lorraine. Werner, autre fils de Kanzeline, fut évêque de Strasbourg, et bâtit, sur une éminence située au-dessus de Windisch, le château de Hapsbourg, qui devint la résidence des comtes de ce nom, et procura un nouveau titre aux descendants de Gontran. (i) Othon, fils aîné de Radebot, étant mort sans postérité , en 1461(1) On a avancé plusieurs opinions erronées sur l’origine de ce château célèbre; mais les archives de l’abbaye de Mûri prouvent invinciblement qu’il a été bâti par Werner. On lit, dans les lettres données pour la Werner, son puîné, est le premier que les actes anciens désignent sous le titre de Comte de p Hapsbourg. (1) w18—»73.Les successeurs de Werner accrurent leur patrimoine par des mariages, par des donations que leur firent les empereurs, et en se chargeant d’être, en qualité d’avoués, les protecteurs des abbayes, des bourgades et des cantons voisins. (2) Albert III, arrière-petit-fils de ce sei fondation de cette abbaye par ce même prélat, les mots suivants: « Moi, Werner, évêque de Strasbourg , et » fondateur du château de Hapsbourg. » Hergott. — Tschudi. — Caccia. — Voyez, pour la description des ruines de ce berceau des princes de la maison d’Autriche, mes Voyages en Suisse, lettre 13.e( 1 ) ActaFundationis Murensis Monasterii, Hergott, T. I., p. 3o8. — Caccia , Compendio Genealogico delie Case d’Austria e di Lorena, p. 68. — Guillelmannus Hapsburgiacum, c. 3. — Schœpjlin , Alsatia Illustrata et Historia Zoeringo Badensis. Zurlauben , Tables Généalogiques des Maisons d’Autriche et de Lorraine.(2) Le terme dont les anciens auteurs allemands se sont servi pour désigner la personne qui étoit revêtue de cet office ou de cette dignité, est voght ou land— voght, ce qui, littéralement, signifie administrateur ou bailli. Les Chartres, écrites en latin, portent Advoca— tus , pour exprimer la même chose. Il paroît que , dans l’origine , les fonctions de l’avoué et du préfet consisgneur, eutdes possessions très-vastes en Souabe, p” en Alsace, ainsi que dans cette partie dela Suisse, 1,1 ~ia7 . qu’on appelle l’Argow; et il tenoit le landgraviat de la Haute -Alsace. (i) Rodolphe , fils d’Albert III, reçut de l’empereur , par supplément à son héritage paternel,Rei

  6. Catharina de Bragança casada com Philippe II de Espanha e Habsbourg e eram avós de João IVCatharina Ducifîà Bragantiæ , ejusdem Eduardi filia , & Philippus Rex Caftellæ Elizabethæ filiüs.; A Philippo IV. (PhiIippi II. qui armis regno potitus eft, nepote) Lufitani regiminis Caftellani pertaefi, defcifcentes, Iohannem Bragantiæ Ducem,Theodofiifilium, & Catharinæ nepotem ad regnum promoverunt: €aftellani id ut in^ juftè, & nequiter fà&um incufànt: Quod non folum jure fànguinis, fed juftae vitoriæ, Philippüs II.Ferendum id fuit PHILIPPO IV. quod non tantas haberet vires, ut vel fubditos rebelles frangere poffet. Hac opportunitate ufi Lufitani A. 164o. die 1. Decembris excuffo Hifpanorum jugo JoANNEM IV. Ducem Bragantiæ fibi Regem elegere. Galli in Belgio, Angli in Indiis ex ruinis Monarchiæ hifpanicæ fuas opes, ditionesque auxere. Sicad ruinam impulfa Monarchia HifpaniCá A. 1665. die 17. Septembris ex hac vita deceffit PHILIPPUS IV. RexAinda tenho mais coisas interessantes. o Joaozinho não se ia revoltar contra os pais, avôs para existir restauração de 1640, isto não existiu e trago em latim.Rei

  7. Fico à espera pelo sobrenome do Sr. Otto de Habsbourg e da Austria e possuo em latim. Eu não conheço essa pessoa, para mim não é legitima e qual é o cromossoma y paterno que esse Otto contem perante a casa da Austria e Hungria.Fico aguardar, se faz favor em latim.Rei

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