IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


OS TOIROS E O COISO

 

Num estardalhaço de de incontível alegria, o coiso do PAN gargalhou “que maravilha!”, ao ver profissionais tauromáquicos algemados, em protesto à porta do Campo Pequeno. Conclusão: o coiso é o que toda a gente sabe que é: um potencial tirano, um prosélito de ideias anti-humanas, armado em bonzinho, em defensor dos animais perseguidos e torturados por pessoas, essa raça de impiedosos canalhas.

Ao mesmo tempo que se diz “ecologista”, defensor da diversidade genética – hoje conhecida por biodiversidade – faz o que pode para acabar, de uma vez por todas, com duas espécies de mamíferos superiores, os touros de lide e o cavalo lusitano. Isto, dando de barato os seres  humanos que, em nobres actividades, dependem da manutenção e da defesa delas. Por outras palavras, o que o coiso quer é reduzir à miséria milhares de seus concidadãos, acabar com enraizadas tradições e honestas profissões, dar cabo de preciosos habitates, aniquilar inegáveis defensores da natureza, entregar muitos milhares de hectares – onde não há incêndios, nem especulação imobiliária ou de outra natureza – à exploração de espécies e actividades que passa  a vida a condenar.

O projecto do coiso é mudar a humanidade, obrigando-a a seguir os seus estúpidos ditames e a alterar a sua própria, e vital, condição de omnívoros, reduzi-los à condição de herbívoros, quais vacas ou carneiros.

É claro que o coiso – carrasco da civilização dizendo-se civilizado (como a comprovada tonta da “cultura”), destruidor da Natureza no que ela tem de mais bem gerido pelo homem, propagandista da mais básica e acrítica estupidez ao mesmo tempo que clama pela “inteligência” – tem apoios de monta, os primeiros dos quais são o governo, por acção, e o Presidente, por omissão. De outra maneira não se explica que as corridas de toiros, ao contrário de outros espectáculos “culturais” ou políticos (desde que de esquerda), não sejam incluídas no cardápio dos “bons”, não por acausa do covide, das máscaras, dos afastamentos, mas por mero e primitivíssimo ódio, o ódio do coiso.

Morram os toiros de lide, morram os cavalos lusitanos, morram os campinos, morram as lezírias, as tradições, os direitos de quem a corridas gosta de assistir, os ganadeiros, os cavaleiros, morram forcados, peões de brega, bandarilheiros, morram todos, morra a própria Natureza que os sustenta, cesse tudo, que outro de mais alto se alevanta: o coiso.

O coiso tem o apoio da Catarina, é adorado pelo Costa, incensado pela Fonseca, admirado pelo Medina, os parvos coçam-se e assobiam para o ar, as hostes estão na imprensa, na rádio, um pouco por toda a parte, nem Natureza, nem gente, nem espécies, nem prazeres públicos, nada tem importância, a ideologia do coiso, à revelia da vida, é capaz de triunfar.

 

9.6.20  



4 respostas a “OS TOIROS E O COISO”

  1. Afinal os touros são touros de lide, nascem ou melhor são criados unicamente para serem lidados, ou seja lidados num recinto fechado em que a lide consiste numas correrias atrás de um cavalo, que também foi criado para isso, e vai levando com os ferros no cachaço até determinada altura em que será pegado para depois ser morto. E tudo isto é feito com público que pagou bilhete para assistir a este espectáculo.Provavelmente, em tempos ancestrais quando estes touros nasciam, realmente, bravos assim seria que um homem a cavalo, bem treinado para isso, ia à caça a estes animais, levava várias lanças curtas ou compridas para ir ferindo o touro bravo ao ponto dele ir perdendo as forças e ser pegado por forcados com também acompanhavam o cavaleiro. Era um método de caça como qualquer outro. Depois, como que de uma batida, ou como se chamar, aos javalis, uns campinos passaram a encaminhar o touro bravo para um recinto fechado e com gente a assistir.E prontos, como diria o outro.

  2. Faltou referir, os protagonistas do protesto deveriam falar do que era verdadeiramente importante para o bem estar dos touros. Se não forem lidados morrem de stress, coitados.

  3. De acordo quanto ao oportunista PAN, cujos tachos dependem da sua constante demagogia ‘ecologista’, mas não quanto aos touros e às touradas. Não sabia, ou não me lembrava, que apreciava(?) tão primitivo e deprimente ritual. “Morram os toiros de lide”… pois morrem, Irritado, morrem espetados em arenas perante energúmenos ululantes. Acha que o toiro agradeceria a quem o criou com o único fito de o torturar? Parece-lhe uma boa razão para criá-lo? “Morram os cavalos lusitanos”… que sejam criados para outros fins; pela sua beleza e tradição e outros predicados a que muita gente certamente dá valor. Os nossos impostos já pagam coisas bem piores e menos úteis. “Morram os campinos, morram as lezírias, as tradições, os direitos de quem a corridas gosta de assistir, os ganadeiros, os cavaleiros, morram forcados, peões de brega, bandarilheiros”… sim, morram! Aqui nem há discussão. Já vão tarde. Quando uma Sonae, uma Amazon ou Uber destroem milhares de pequenos negócios e milhões de empregos, todos encolhem os ombros: é o progresso, a modernidade, o mercado. Deixar de ser campino, forcado, toureiro ou bandarilheiro há-de ser chato para os visados, mas é também a vida. As coisas evoluem. Neste caso, ainda bem. Digo-lhe mais: adoro comer carne, mas admito que criamos e matamos inúmeros animais em condições atrozes, que são hoje completamente injustificáveis. Não é pelos tachistas do PAN o dizerem que deixa de ser verdade.

    1. Não sou propriamente um “aficionado”, mas gosto de uma boa corrida. Talvez uma vez por ano… raramente mais do que isso. Razão pela qual, o fim das corridas não me afectaria, a não ser no que significa de “filosofia PAN”.Os “produtores” dos seus bifes ( folgo por saber que ainda é omnívoro) não são criados para abater? Se sim, qual a diferença, de um ponto de vista moral? E o leite dos seus filhos não é produzido por vacas prisioneiras?Não sou caçador: a última vez que matei um pássaro, foi em Angola, em 1965. E nunca mais sacrifiquei outro bicho, sem prejuízo de matar moscas e mosquitos quando me incomodam. Isto não tem a ver com o assunto, mas apeteceu-me dizê-lo. Acrescento que não tenho nada contra a caça, para não dar lugar a dúvidas. A luta contra as corridas de touros é um “capítulo” da teoria da história de pernas para o ar, do abate de estátuas, etc. Mais que não seja por isso, recuso-a convictamente, sem que tenha qualquer interesse pessoal no assunto.

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