Gente que, pelo menos a este respeito, não sabe o que diz, vieram sugerir que era, ou seria muito mau ser parecidos com Sua Majestade Britânica.
Nada menos que dois procuradores gerais da III República, o primeiro, cujo nome já não lembro mas que não faço esforço para lembrar, com uma carreira vergonhosa, declarava, para dizer que não tinha poderes, que era uma espécie de Rainha de Inglaterra, o outro, ou a outra, manchando a sua impecável carreira, veio dizer que as propostas para meter mais eleitos no Conselho Superior da Procuradoria a tranformariam em Rainha de Inglaterra. Ambos queriam significar que consideravam tal Senhora uma espécie de verbo de encher.
Em defesa de Sua Majestade, que bem a merece, informo que tal Senhora é Chefe de Estado de quatro dos maiores países do mundo e de umas vinte pequenas Nações, detentora de uma Instituição de indiscutível prestígio e apoio cidadão, símbolo vivo uma cultura e de uma civilização universais, amada, considerada e respeitada por centenas de milhões de cidadãos, unidos pela Liberdade, pelos direitos humanos, pelo respeito pela História e por uma longa série de patrimónios comuns, morais, educacionais, culturais, liteterários e até desportivos. Não tem poder executivo, é verdade, porque a Monarquia Britânica, como muitas outras, não representa a circunstância mas o que não tem prazo, o que não depende dos dias nem de fugazes modas, mas que é com toda a justiça tido por humanamente sólido, permanente e substancial.
Se isto é digno de menosprezo, vou ali e já venho na minha consideração pelas supracitadas altas figuras, ou figurões, da justiça portiuguesa.
28.6.19

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