Ontem, perdi uns dez minutos com o debate dos sobas. Mais não aguentei. Ouvir dizer que os impostos subiram, como dizem os números, ou que desceram, como diz o Costa pela décima milionésima vez, ser vítima da matraca da Catarina, da cassete do Jerónimo, da perigosa “moral” do Silva, da explicadíssima Assunção, chega! A única novidade é o despertar do Rio, tarde e más horas.
Desta vez, porém, houve um soba inesperado, mas de peso: o INE. Mesmo a tempo, na hora certa, no momento mais apropriado para dar gás às patranhas do Costa, chegaram os desejados, ou encomendados, números. Na melhor das hipóteses, os novos números do INE são confissão de ter andado a enganar-se durante uns meses. Os números antigos eram “provisórios”, os novos é que são “bons”. Na pior, nunca se enganou, guardou foi os tais números na manga a fim de os poder lançar à canalha a dois dias das eleições. De qualquer maneira, música celestial para os ouvidos da geringonça. O Costa agradece. Quem quiser acredite.
24.9.19

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