IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


OS NÚMEROS BONS

Ontem, perdi uns dez minutos com o debate dos sobas. Mais não aguentei. Ouvir dizer que os impostos subiram, como dizem os números, ou que desceram, como diz o Costa pela décima milionésima vez, ser vítima da matraca da Catarina, da cassete do Jerónimo, da perigosa “moral” do Silva, da explicadíssima Assunção, chega! A única novidade é o despertar do Rio, tarde e más horas.

Desta vez, porém, houve um soba inesperado, mas de peso: o INE. Mesmo a tempo, na hora certa, no momento mais apropriado para dar gás às patranhas do Costa, chegaram os desejados, ou encomendados, números. Na melhor das hipóteses, os novos números do INE são confissão de ter andado a enganar-se durante uns meses. Os números antigos eram “provisórios”, os novos é que são “bons”. Na pior, nunca se enganou, guardou foi os tais números na manga a fim de os poder lançar à canalha a dois dias das eleições. De qualquer maneira, música celestial para os ouvidos da geringonça. O Costa agradece. Quem quiser acredite.

 

24.9.19   



2 respostas a “OS NÚMEROS BONS”

  1. Todos os governos manipulam números. Geralmente vêm já martelados das entidades oficiais, dos INEs da vida, mas caso não venham os boys governamentais tratam disso. Quando a desgraça é indisfarçável, usam a velha técnica do copo meio cheio: a desgraça podia ser ainda maior; o governo anterior foi pior ainda; etc. Todos usam os números, reza a piada, como os bêbados usam os postes: mais para apoio do que para iluminação. E é também por isto que a partidocracia é uma farsa, uma fraude. Como podem os votantes votar em consciência? Como podem as pessoas decidir seja o que for, quando não têm dados básicos, exactos, isentos, imparciais, sobre nada?

  2. Perante o anunciado desastre laranja e o azedume que sente pelo Rio, o Irritado anda embeiçado pela Cristas. Pois anunciou hoje a sua nova heroína que “as classes média e média-alta são as mais esquecidas”. Da classe média, nenhum espanto: é o público-alvo de todos os pulhíticos; a sua principal fonte de botinhos para chegar ao poleiro, e de impostos após lá chegar. Todos a cortejam. Mas a classe média-alta?? Costumo dizer-lhe que nenhum político faz campanha para ricos. Afinal, parece que há uma. Até na Lua se ouviu o tiro no pé.

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