IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


OS IRRESPONSÁVEIS

 

Fiquei embasbacado, revoltado, impressionado, furioso.

Primeiro, com mais trinta e tal mortos (número provisório) em incêndios, coisa nunca vista.

Depois, com os galegos a dizer que as coisas por cá não funcionam (até os galegos já perceberam!) e que é por isso que os fogos chegaram à Galiza vindos do Sul, já com meia dúzia de cadáveres contabilizados.

O embasbacanço e o resto atingiram, porém, os píncaros, com a intervenção do chamado primeiro ministro às duas da manhã de ontem.

Vindo, é de pensar, do Toys R us, disse que não tinha “solução mágica para o problema” e que, por isso, podemos estar descansados porque nos próximos anos “há mais”. Não ficou por aqui com a brincadeira, já que acha que demitir a ministra seria “infantil”, ou seja, brincadeira sim, mas só para púberes, o que é o caso da senhora e dele mesmo, que não são “infantis”. A ministra, aliás, na expressa opinião do indivíduo, não tem nada a ver com responsabilidades, muito menos políticas: fica implícito que ele também não, já que as responsabilidades não devem fazer parte da “palavra honrada”. Outra grande descoberta do senhor Costa foi a de que afinal o SIRESP não falhou. grande no vidade, a contrariar a habitual versão oficaial dos bodes expiatórios.

Enfim, depois de declarações destas, tudo é possível. Daí que o ilustre senhor sido ajudado por um secretário de estado não sei de quê veio dizer que as pessoas “não podem ficar à espera dos bombeiros”, “têm que ser as pessoas a combater os fogos”, “temos que nos auto-proteger”.

Sobre a origem dos incêndios, nem uma palavra. O mundo inteiro já percebeu que há marosca, isto é, que há crime, e crime organizado a mandar muito mais que o governo, que não tem nada para dizer: nem reforço das investigações, se é que as há, nem operações policiais ou militares para procurar os culpados. Zero. Nada de caça às bruxas.

Nos próximos anos há mais. Habituem-se e auto-protejam-se. O governo tratará do assunto em dez anos. Esta do governo a dez anos, é a maior de todas as ameaças. Que o homem é aldrabão toda a gente sabia. Mas que se queira aguentar mais dez anos, t’arrenego!   

 

16.10.17



5 respostas a “OS IRRESPONSÁVEIS”

  1. Sr antónio, deixou de ser “IRRITADO” para ser … “ALEGRE”?

  2. “Que o homem é aldrabão toda a gente sabia”!!!Será por isso que … agora temos o Santana como… candidato?

  3. Há apenas dois factos anormais: o número de mortes e este tempo. Não me lembro de Outubro ser tão quente e abafado, mas como o “aquecimento global” é mentira, deve ser impressão minha. As mortes, sim, é realmente chocante que o Bosta e a Constança se mantenham calmamente em funções. Mas os fogos, em Portugal, são normalíssimos. Todos os anos é a mesma coisa, e sim, nos próximos anos há mais. Mesmo que o Bosta se demitisse, haveria sempre mais e mais fogos. Alguém duvida? O Irritado nunca explicou isto: como evitar que os privados lucrem com a desgraça? V. gosta de tudo privado. Pois aqui tem: o Estado depende de meios privados para apagar os fogos. Estes enchem muita gente, a começar pela malta dos aviões. É no interesse deles que haja fogos para apagar. Logo, como evitar, no seu sonho liberal e capitalista, que os meios sejam do Estado? E pense mais um bocadinho: pela mesma lógica, as farmacêuticas não ganham mais a manter doenças crónicas do que a curá-las? As prisões privadas, como nos EUA, não lucram em ter mais presos? A indústria do armamento não ganha com o terror e a insegurança? Pense lá. Se tiver alguma resposta, desde já agradeço.

    1. Não sei se os beneficiários dos incêndios são públicos ou privados. O Estado só pode ser digno de confiança, só terá verdadeira independência e autoridade para incentivar/fiscalizar os dos privados quando se deixar de negócios.

  4. O sr primeiro ministro disse não ter uma solução magica para

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *