Nisto de verdades e mentiras, a escolha é livre. Hoje, no debate quinzenal – celebração muito conhecida por ser constituída por perguntas ao chamado governo a que o dito não responde – é, por exemplo, praticamente proibido falar em números. Os números, antes de devidamente manipulados, perdem qualquer validade na boca do poder. A prová-lo, os da criação de postos de trabalho: na primeira ressaca da crise com que o PS de Sócrates & Costa nos presenteou, houve mais criação de emprego que com a geringonça. Apregoa-se o contrário e parece que há quem acredite.
Os salários, na boca do poder, subiram. Pois subiram, para os clientes. Quer dizer: subiram os que os não clientes lhes pagam. Para estes, os salários desceram, como é sabido. O salário mínimo subiu ligeiramente, já que não é ao governo que cumpre pagá-lo. No caso, os clientes não foram contemplados porque andam todos acima do mínimo.
A saúde está como está: as dívidas a subir em valores astronómicos perante o doce olhar do chamado ministro e o optimismo bacoco e irresponsável do chefe Costa. Os médicos estão em greve porque querem mais dinheiro. Os enfermiros estão na mesma. O optimismo passa a alarvismo.
As escolas é o que se sabe. O ensino perdeu qualidade, as instalações também. Só os clientes vicejam, cada vez mais, aos milhares, tudo a caminho da estatização geral, ou seja, da sua triste ruína. Os resultados ver-se-ão a médio prazo, tanto os educativos como os económicos.
E assim por diante. Enquanto houver turistas a coisa ir-se-á aguentando, e por mais tempo do que seria de prever.
Enganados mas felizes. Ou optimistas, como diria o chairman.
10.5.17

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